Associazione Sportiva Roma

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(Redirecionado de AS Roma)
Roma
Nome Associazione Sportiva Roma
Alcunhas Giallorossa
Mascote Lupetto Romolo
Fundação 1927
Estádio Olímpico de Roma
Capacidade 83,000
Localização Roma
Presidente border Rosella Sensi
Treinador border Luciano Spalletti
Material Esportivo border Kappa
Competição 20px Serie A
Website ASRoma.it
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Uniforme
titular
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Uniforme
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Uniforme
alternativo
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A Associazione Sportiva Roma, freqüentemente abreviada em A.S. Roma ou Roma, é uma sociedade da cidade de Roma. É uma das principais equipes de futebol italianas, e atualmente milita na Serie A.

De acordo com uma estatística de 2006 da Doxa para o semanal L'Espresso, é a quarta maior equipe por número de torcedores na Itália, com cerca de 15% dos apaixonados por futebol, numa estimativa de cerca de 3,5 milhões de de torcedores somente na velha bota. Desde o ano de sua fundação, sempre participou - exceto por uma ocasião - do campeonato da Serie A, vencendo-o por três vezes, ficando oito vezes na segunda colocação e cinco vezes na terceira, sendo a maior campeã da Copa Itália, ao lado da Juventus, com 9 conquistas.

Índice

[editar] História

[editar] As origens

No início do século XX, quando o futebol estava conquistando adeptos em toda a península italiana, na cidade de Roma a situação era muito parecida com aquela que se vivia em Londres. Como na capital britânica, a prática do esporte era comum em um grande número de pequenos clubes, cada um com suas particularidades e diferenças; geralmente eram equipes de quarteirões, distritos ou ainda representados por classes sociais bem definidas. Nos anos vinte, na primeira divisão regional da cidade de Roma jogavam oito sociedades: U.S. Romana, Fortitudo, Alba, Juventus, Roman, Audace, Pro Roma e a Lazio!

[editar] O nascimento da A.S. Roma

A equipe capitolina se constituiu graças à fusão de três das equipes de futebol da cidade: a Alba Audace, o Roman e a Fortitudo Pro Roma. Tal decisão foi tomada tendo em vista o desejo de Italo Foschi, na época secretário da Federação Romana no Partido Nacional Fascista, membro do CONI e presidente da Fortitudo Pro Roma. A data de fundação da A.S. Roma é foco de uma grande discussão: muitas fontes vêm, de fato, indicando que esta seria 22 de julho de 1927, mas na realidade a fusão já havia sido formalizada em 7 de junho do mesmo ano, como anunciaram no dia seguinte os principais jornais de Roma, Il Tevere, La Tribuna e Il Messaggero.

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Presidentes da A.S. Roma
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  • 1927 - Italo Foschi
  • 1928 - Renato Sacerdoti
  • 1934 - Vittorio Scialoja
  • 1935 - Igino Bettini
  • 1941 - Edgardo Bazzini
  • 1943 - Pietro Baldassarre
  • 1949 - Pier Carlo Restagno
  • 1950 - Romolo Vaselli
  • 1951 - Renato Sacerdoti
  • 1958 - Anacleto Gianni
  • 1962 - Francesco Marini-Dettina
  • 1965 - Franco Evangelisti
  • 1968 - Francesco Ranucci
  • 1969 - Alvaro Marchini
  • 1971 - Gaetano Anzalone
  • 1979 - Dino Viola
  • 1991 - Giuseppe Ciarrapico
  • 1993 - Ciro Di Martino
  • 1993 - Francesco Sensi
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Foschi deu corpo à idéia de haver uma equipe esportiva que portasse o nome da cidade de Roma e que pudesse ambicionar maiores resultados. O mesmo aconteceu em Florença, Nápoles e Bari, outras cidades do centro-sul que deram vida, através de suas fusões, a sociedades de grandes dimensões para sustentar o futebol profissional nestas regiões, que já era praticado no norte italiano, o que garantia uma dominação do cenário nacional do futebol. Da fusão também faria parte a Società Sportiva Lazio, mas a mesma permaneceu fora do acordo de fusão após a intervenção do general fascista Giorgio Vaccaro, presidente do clube alviceleste, que se opôs à vontade do secretário romano do PNF.

O primeiro presidente da nova sociedade foi o mesmo Foschi, cargo que abandonou após somente um ano, após ser nomeado membro do diretório federal de La Spezia, dando a ocupação para Renato Sacerdoti, industrial do setor alimentício. A sede da A.S. Roma foi fixada no rione de Campus Martius, nos velhos escritórios do Roman. Nos primeiros dois anos de existência, a Roma jogava provisoriamente em Motovelodromo Appio, enquanto aguardava o término da construção do novo estádio para onde se transferiu e jogou até os fins da década de trinta: o Campo Testaccio.

A Roma conquistou seu primeiro troféu já na temporada 1927-28, aquela de sua fundação, vencendo sobre o Modena a Copa CONI, atualmente denominada Copa Itália.

[editar] As cores

As cores escolhidas para a nova sociedade nascida da fusão foram o amarelo e o vermelho, que eram as cores do Roman, e também as cores do gonfalone do Capitólio, herdadas das antigas bandeiras do Império Romano. Como símbolo do clube, foi escolhida a loba capitolina, que amamentara Rômulo, fundador de Roma, e seu irmão Remo. O emblema da equipe, um escudo dividido nas duas cores sobrepujado pela loba, compreende todos estes elementos. O fato de estarem representadas nas cores e no símbolo a cidade e as tradições de Roma fez que a equipe trouxesse para si imediatamente a simpatia das classes populares dos velhos quarteirões e riones do coração da cidade. Por outro lado, a Lazio, rival local, manteve-se ligada aos ambientes da burguesia citadina de onde surgiu, e ganhou torcedores sobretudo nas fronteiras da província.

[editar] Os anos trinta

[editar] A Roma testaccina

A partir de 1930, a Roma pode finalmente transferir-se para seu novo estádio, o Campo Testaccio. A este período está ligada uma das mais belas páginas da história romanista: o campo cheio e o público caloroso nas tribunas de madeira pintadas de vermelho e amarelo constituiram um elemento fundamental para motivar os jogadores a sempre darem o melhor de si em todas as partidas. Graças a isso, a equipe daqueles anos mostrava um jogo forte e destemido em frente a qualquer adversário. Alguns dos protagonistas de tal período foram, além o capitão Attilio Ferraris, o goleiro Guido Masetti, o médio Fulvio Bernadini e o centroavante fiumano Rodolfo Volk, que marcou 103 gols com a camisa rubro-amarela.

No verão de 1933, após a Roma ter vendido, com a oposição dos torcedores, o artilherio Volk, dá três golpes de mercado ao adquirir os denominados três mosqueteiros argentinos: o pirata negro Enrico Guaita, o médio-ala Alessandro Scopelli e o centro-médio Andrea Stagnaro. Os três campeões permaneceram na Roma somente por duas temporadas, levando a equipe a um quinto e a um quarto lugar. Depois de se naturalizarem italianos para desfrutar de algumas vantagens, entre as quais poderem ser convocados para a Seleção Italiana, fugiram da concentração em uma noite de 1935, para evitarem uma convocação do exército. A Itália naquele período estava próxima de entrar em guerra contra a Etiópia.

Durante a temporada 1934-35, em vista de uma operação para a renovação da equipe, o presidente Renato Sacerdoti decide-se pela venda do capitão Ferraris que, pouco propenso a distanciar-se de Roma, negociou clamorosamente com a Lazio, de onde logo se torna capitão. A notícia revoltou os torcedores, que o taxaram de traidor.

[editar] Os anos quarenta

[editar] O primeiro scudetto

Após uma década de campanhas razoavelmente boas, na temporada 1941-42 a equipe alcança o seu primeiro triunfo importante, mas inesperado: o scudetto, conquistado em 14 de junho de 1942 após a vitória sobre o Modena por 2-0 no Stadio Nazionale, atual Estádio Flamínio. Os anos trinta encerraram-se com a hegemonia do Bologna e da Inter Ambrosiana, que tinham dividido os dois últimos títulos, sendo assim os dois grandes favoritos. O presidente Edgardo Bazzini não acreditava que a Roma poderia ser campeã italiana, já que a equipe rubro-amarela havia terminado na décima primeira colocação na temporada anterior. O personagem da conquista, com dezoito gols marcados, era um jovem atacante: Amedeo Amadei, carinhosamente apelidado pelos torcedores romanistas de fornaretto. Pela primeira vez na história do futebol, o título italiano havia sido vencido por uma equipe do centro da Itália, ao sul da Pianura Padana.

[editar] O declínio pós-scudetto

No ano seguinte à conquista do scudetto o presidente Bazzini não sentiu-se seguro para fazer grandes alterações no elenco campeão, cometendo assim um grave erro que lentamente levou os mecanismos da equipe a uma súbita queda. A sua principal falha foi não considerar a alta média de idade do elenco romanista, sobretudo para os parâmetros da época, nos quais a carreira de um atleta terminava muito antes que nos tempos atuais. Se de um lado era esta a causa principal do declínio imediato da vitoriosa equipe, é necessário considerar que, por outro lado, começava a afirmar-se no cenário italiano a equipe que dominaria o campeonato nos preocupantes anos quarenta: o Torino.

A Segunda Guerra Mundial pôs fim ao campeonato nacional, que permaneceu suspenso por três anos, nos quais foi apenas jogado de maneira amadora em campeonatos regionais e locais. O torneio nacional ressurgiu somente em 1945, novamente dividido em dois grupo: um para o norte e outro para o centro-sul. A equipe da capital, porém, não teve sucesso quando competiu com as outras equipes do norte da Itália, mas sobretudo era impossível para uma equipe sem dinhero e moral como a Roma daqueles anos confrontar-se com o Torino, que se mostrava imbatível.

[editar] Os anos cinqüenta

[editar] O rebaixamento e o retorno imediato

Na temporada 1950-51, o banco rubro-amarelo sofreu diversas trocas de técnico. A equipe perdeu onze partidas por 1-0, e sempre que sofria um gol demonstrava sua impotência fronte ao adversário, e sempre sucumbia. O rebaixamento foi inevitável, e naquele ano se deu a primeira e única queda de divisão para a Serie B da história romanista.

Em 1952, a Roma foi protagonista na disputa pelo título da Serie B ao lado do Brescia. Mesmo a boa campanha dos rivais da Lombardia não impediu a promoção da Roma, que manteve-se na liderança durante toda a temporada e encerrou o torneio com um ponto de vantagem sobre os rondinelli. Em 22 de junho de 1952, após dez anos exatos da conquista do scudetto, os romanistas festejaram o retorno para a Serie A.

Nos anos seguintes à promoção chegaram em Roma grandes novidades, e a equipe foi se fortalecendo com algumas novas aquisições. O cargo de técnico foi confiado ao inglês Mario Varglien, que teve sucesso nas primeiras rodadas ao criar um um esquema de jogo que garantiu à equipe uma ótima estréia, porém frustada no decorrer do campeonato por uma série de derrotas que conduziram a Roma ao sexto lugar na classificação.

Em 17 de maio de 1953, a Roma transferiu-se do Stadio Nazionale para o novo Estádio Olímpico. E no verão do mesmo ano concluiu, de forma inesperada, um grande golpe de mercado, contratando do Peñarol o uruguaio Alcides Ghiggia, ala de grande classe e autor do gol da vitória de sua seleção contra o Brasil na final da Copa do Mundo de 1950.

Nas temporadas seguintes a Roma alterou boas temporadas, como o terceiro lugar em 1955, com temporadas desastrosas, como em 1957, quando mais uma vez chegou perto do rebaixamento. Os principais jogadores da segunda metade dos anos 50 foram o uruguaio Ghiggia e o brasileiro Dino da Costa, atacante que foi artilheiro da temporada 1956-57, com 22 gols. Da Costa tornou-se ídolo da torcida romanista graças às suas ótimas atuações nos derbys, onde marcava freqüentemente. Outro pilar da equipe e da história rubro-amarela foi Giacomo Losi, capitão e defensor do time. Losi é, ainda, o jogador com mais partidas com a camisa da Roma. Sua afeição ao time e seu caráter extraordinário lhe valeram o apelido de Coração de Roma.

[editar] Os anos sessenta

[editar] A Copa das Feiras

Na temporada 1960-61, o sucesso da Roma atingiu uma dimensão continental, graças à conquista da Copa das Feiras, torneio do qual participavam as equipes sediadas em grandes cidades que organizavam feiras internacionais de comércio. Em 1971-72, esta competição foi transformada para a atual Copa da UEFA, da qual se participa por mérito, pela classificação nos campeonatos e copas locais.

Duranto os anos sessenta, a Roma dispunha de uma formação com um grande número de campeões. Entre eles estavam Pedro Manfredini, atacante argentino, um falcão da grande área e um dos artilheiros mais prolíficos da história romanista. Foi artilheiro da Serie A em 1963, ao lado de Harald Nielsen, do Bologna. Um outro jogador, compatriota do forte centroavante, foi o médio-ala Francisco Lojacono, jogador ambidestro dotado de um bom remate de fora da área e cobrador infalível de pênaltis. E, finalmente, o afiado artilheiro Antonio Valentin Angelillo. Outros protagonistas da época foram o sueco Arne Selmosson e o uruguaio Juan Alberto Schiaffino. A Roma, nos anos sessenta, nunca superou a quinta colocação no campeonato, e uma das causas era o estilo de vida lascivo de seus jogadores.

Apesar da temporada decepcionante, encerrada com um décimo segundo lugar na classificação, a equipe rubro-amarela conquistou sua primeira Coppa Italia em 1963-64, após bater o Torino na final.

[editar] As crises financeiras

Em 1964, a Roma encontrava-se à beira da falência. O déficit havia chegado a tal ponto que não permitia à sociedade o pagamento dos salários, o que gerou uma instabilidade entre os jogadores. No dia do Ano-Novo de 1965, no Teatro Sistina, o então técnico romanista Juan Carlos Lorenzo organizou uma coleta para receber fundos para a disputa da Coppa Italia, que seria realizada alguns dias mais tarde.

Após a venda de alguns dos campeões, o presidente Evangelisti completou seu plano de saneamento do caixa da sociedade, transformando a Roma em uma sociedade por ações. Para o fim dos anos sessenta, a equipe foi confiada à Helenio Herrera, técnico vencedor que havia conduzido a Internazionale ao topo do mundo por duas vezes. Apesar da chegada do novo técnico, os resultados em campo não mudaram. Em sua primeira temporada, a Roma chegou em um cinzento oitavo lugar, porém venceu sua segunda Coppa Italia, em junho de 1969.

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Treinadores da A.S. Roma
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[editar] Os anos setenta

[editar] Os anos da Rometta

Os anos 70 foram uma das décadas menos gloriosas para a história romanista, mas cheia de emoções para a torcida. Inicia-se com o adeus da mítica bandeira Giacomo Losi e com a clamorosa venda, no último ano da presidência de Marchini, de três "jóias" (Spinosi, Capello e Landini) para a Juventus. A partir daí, entrou-se na considerada Rometta de Gaetano Anzalone: uma equipe feita de refugos alheios, jovens promessas e, sobretudo, velhas glórias. Também nessa década passaram pelo clube grandes campeões, mas com curta "vida útil", como Pierino Prati, Luis Del Sol, Amarildo, além do retorno de Picchio De Sisti.

A Roma, nesta década, oscilou sempre no meio da classificação, exceto com a terceira colocação de 1975. Protagonistas desta época foram, além do jovem presidente, Helenio Herrera, o mago, contratado já por Marchini, e que jamais conseguiu bons resultados, apesar do vasto currículo. Na segunda metade dos anos 70 o banco giallorosso foi guiado por Nils Liedholm, o barão sueco, que realizaria o sonho do scudetto somente nos anos 80, com a chegada de Dino Viola. O maior mérito de Liedholm seria a valorização de jovens como Rocca e Di Bartolomei.

O pior momento destes anos ocorreu na temporada 1978-79, quando a Roma só teve certeza de sua permanência na Serie A na penúltima rodada, após um empate em casa por 2-2 com a Atalanta. Na temporada seguinte, a Roma é recriada por Dino Viola, que transformou completamente o elenco, colhendo os frutos técnicos e estruturais semeados por Anzalone. Irônico, tenaz, e pouco propenso a tolerar o poder extra das tradicionais potências do futebol italiano, pavimentou o caminho do segundo scudetto e dirigiu como protagonista os inesquecíveis duelos com Boniperti, da eterna rival Juventus.

[editar] Nascimento da torcida organizada e do CUCS

Citação
«A Roma não se discute, se ama!»
(Lema da Curva Sud)

Durante estes anos de crescente paixão, na Curva Sud do Stadio Olimpico, zona mais quente da torcida romanista, começou-se a formar grupos organizados de jovens, os quais, em 1977, uniram-se em um único grupo: o Commando Ultrà Curva Sud. A Roma, então, no nome do presidente Anzalone, pede aos personagens da torcida para se unirem na busca de uma solução para os crescentes problemas com a violência. A idéia era transportar as fortes energias dos jovens que até então estavam principalmente empregadas nas manifestações agressivas. O apoio efetivo ao time foi associado a uma recusa explícita à violência. A estratégia revelou-se inteligente, e começou assim a história de uma grande paixão esportiva, tida como exemplo em toda a Europa.

[editar] Tempos de glórias

Já em 1980-81, tem início o infindável duelo contra a Juventus de Turim pelo campeonato. Os alvinegros acabaram vencendo, mas mesmo depois de tantos anos, ainda pesa sobre esta vitória um gol de Turone injustamente anulado no encontro direto das duas equipes no Delle Alpi. Mas a Roma respondeu conquistando a Copa Itália de 1981, e vencendo a concorrência para acertar a sua melhor aquisição da história: Paulo Roberto Falcão comprado junto ao Sport Club Internacional, clube em que até hoje é considerado um dos maiores jogadores da história. Em 1982-83, então, chegou o tão esperado triunfo. Um gol de Pruzzo garantiu um empate com o Genoa, e a Roma garantiu matematicamente o seu segundo scudetto. O conjunto formado pelo técnico Liedholm era uma máquina perfeita. A defesa impenetrável tinha a presença de insuperáveis como Tancredi, Vierchowod, Nela e Maldera, o meio-de-campo contava com formidáveis como Di Bartolomei, Falcão, Ancelotti e Prohaska, e o ataque explosivo era puxado pelo bomber Pruzzo e por Bruno Conti, insistente pelos flancos.

A Roma estava em estado de delírio em mais uma extraordinária conquista e o cantor Antonello Venditti, estimulado por esta incrível atmosfera, compôs Roma, Roma, Roma, canção que se tornaria um hino romanista por excelência. Um ano depois, a equipe chegou à final da Copa dos Campeões em seu próprio estádio Olímpico. Naquela noite, porém, o Liverpool acabou vencendo nos pênaltis, após uma partida surreal. A derrota no Olímpico na Copa dos Campeões assinalou o lento declínio da era Viola.

Os anos seguintes foram marcados por vãs tentativas de resgatar o antigo esplendor. Viola, depois de uma tentativa com Sven-Göran Eriksson, que conquistou outra Copa Itália mas tropeçou em uma tentativa frustrada de scudetto, tenta trazer novamente Liedholm, porém desta vez o encanto havia acabado. Neste tumultuado período, os talentos romanistas responsáveis por dar alegria à Curva Sud foram il principe Giannini e o alemão Völler, que foram figuras importantes da conquista das Copas Italianas de 1986 e 1991.

[editar] Princípio da era Sensi

Depois da morte do presidente Viola, assume então Ciarrapico, que fica até 1993, porém com péssimos resultados. Esse se torna um período de entre-reis, na década de 90 que no entanto abre as portas a uma nova fase, desta vez histórica: a presidência de Franco Sensi. Os resultados no início foram minguados, e anos de transações se sobrepuseram até que fosse descoberto um dos maiores jogadores da história rubro-amarela, o romano e romanista Francesco Totti, apelidado de bambino d'oro pelo cronista Carlo Zampa.

Após os fracos resultados da década, Fabio Capello chega em 1999 com uma missão que seria cumprida em apenas duas temporadas. O terceiro scudetto da história romanista veio na temporada 2000-01, quando a equipe dominou toda a temporada. Entre os protagonistas da vitória do campeonato, os próprios autores dos três gols do jogo decisivo contra o Parma: o capitão Totti, e os bombers Batistuta e Montella. O ano vitorioso terminou ainda com a inédita conquista da Supercopa em cima da Fiorentina.

[editar] Contemporaneidade

Após o rompimento com Fabio Capello, e uma fase instável de revezeamento de treinadores, Luciano Spalletti passou a comandar a equipe da capital. Em 2005-06, primeira temporada do técnico toscano no clube, o mais importante ponto foi o recorde absoluto de 11 vitórias consecutivas no campeonato, que culminou na vitória no dérbi com a Lazio, por 2-0. No fim da temporada, a honestidade de Franco e Rosella Sensi no comando da Roma foi recompensada. A sociedade, que havia conquistado em campo apenas a 5ª colocação no campeonato, após as sentenças relativas ao calciocaos, encerrou a temporada em 2º lugar, e uma vaga na Liga dos Campeões da Europa.

[editar] Títulos

[editar] Oficiais

Nacional

Internacional

[editar] Palmares do Team fundant AS Roma (Period 1895-1927)

[editar] Setor jovem

Internacional

Nacional

[editar] Associazione Sportiva Roma S.p.A.

A Associazione Sportiva Roma S.p.A. é uma sociedade limitada com um capital social de cerca de 19.800 euros. Desde 2001, a sociedade está sendo cotada na lista da bolsa de Milão e está presente no mercado negociando as cercas de 133 milhões de ações ordinárias circulantes.

[editar] Eventos chave e curiosidades

  • Na temporada 1990-91, perde a final da Copa da UEFA contra a Internazionale. Depois do jogo em Milão ter sido vencido pelos donos da casa por 2-0, a Roma se impõe em casa, mas só marca no final o gol da vitória por 1-0, o que não foi o suficiente para vencer o troféu.
  • Em 1984, depois de ter vencido o scudetto, a Roma joga a Copa dos Campeões, chegando à final, contra o Liverpool, quando perde na disputa de pênaltis. A partida fora disputada no Olímpico de Roma em 30 de maio de 1984, e depois do empate por 1-1 nos 120 minutos regulamentares, os pênaltis foram batidos no gol sob a Curva Sud, setor da torcida organizada que tradicionalmente apóia o time romano. Na derrota, Paulo Roberto Falcão, estrela da Roma, se recusou a cobrar uma das cinco penalidades.
  • A Roma é a equipe italiana que, nas copas européias, jogou mais próximo do Pólo Norte. O jogo aconteceu na visita contra os noruegueses do Tromsø, na primeira rodada do segundo turno da Copa da UEFA 2005-06.
  • Em 26 de fevereiro de 2006, vencendo a Lazio por 2-0 no dérbi, estabeleceu o recorde absoluto de 11 vitórias consecutivas na Série A Italiana, recorde que era de 10 vitórias, de Bologna, Juventus e Milan. A série positiva de vitórias seria interrompida, em 5 de março de 2006, com o empate por 1-1 com a Internazionale, em casa, quando a Inter só consegue seu gol no último minuto de jogo. A mesma Inter superaria o recorde na Serie A 2006-07.
  • A Roma é a única equipe de futebol italiana que possui um jornal diário dedicado somente ao clube: o Il Romanista.
  • O único rebaixamento da Roma para a Serie B, confirmado na última rodada do campeonato, fica situado precisamente 50 anos antes da conquista, também na última rodada, de seu terceiro scudetto: o rebaixamento ocorreu em 17 de junho de 1951.
  • Em 2006, com a seqüência de escândalos de manipulação de resultados, três das equipes que estavam à frente da Roma na Serie A são penalizadas (Juventus, Milan e Fiorentina). Assim, a Roma conquistou matematicamente a segunda colocação da Serie A 2005-06, conquistando assim o acesso direto à Liga dos Campeões da UEFA.

[editar] Brasão

O atual logotipo da Roma é uma versão modernizada do primeiro brasão que a equipe adotou, de sua fundação até o fim dos anos 70. Durante um amistoso internacional em 1978, o úlitmo ano de Gaetano Anzalone na presidência da sociedade, a Roma foi convidada para jogar nos Estados Unidos contra o New York Cosmos. Os dirigentes da equipe notaram que na América, o esporte avançava em altos níveis, puxado pelo merchandising, a venda dos produtos ligados ao clube. Antes disso, o brasão não era uma marca registrada, e as camisas não eram postas à venda nas lojas especializadas. Assim se decidiu pela criação de um departamento para a publicidade, dirigido pelo famoso gráfico Piero Gratton (autor naqueles anos de muitos logotipos famosos, sobretudo para a TV italiana), que criou um novo brasão para a sociedade rubro-amarela, da qual se seguiu a criação de uma série de produtos para a comercialização ligados a isso. A loba capitolina não podia ser registrada como marca, então se criou o célebre lupetto Romolo, apreciado pelo presidente Dino Viola, que acompanhou as camisas da equipe até o fim da temporada 1997-98.

Em 20 de julho de 1997, graças a um acordo com a prefeitura de Roma, foi concedida uma permissão especial para a sociedade capital poder utilizar o símbolo da loba, e redesenhar, assim, uma nova versão do brasão, inspirado na versão original.

[editar] Hino

O hino oficial da Roma é Roma - Non Si Discute, Si Ama (em italiano, Roma - Não Se Discute, Se Ama), mais conhecido com o nome de Roma, Roma, Roma, de Antonello Venditti. Ele é tocado pelos alto-falantes do Estádio Olímpico antes de todas as partidas, enquanto a equipe entra em campo. Foi executado em campo pela primeira vez em 1974, antes de uma partida contra a Fiorentina. Grazie Roma (em italiano, Obrigado, Roma), é outro hino, composto pelo mesmo cantor em 1983, na ocasião da vitória do segundo scudetto romanista, mas, ao contrário do primeiro, esta canção só é executada depois das partidas jogadas em casa, quando a Roma vence. O compositor ainda compôs, para a comemoração do terceiro scudetto, a canção Che C'è (em italiano, O Que Há), dedicada a tal evento.

[editar] Números aposentados

Como forma de homenagear a classe e a dedicação do defensor brasileiro Aldair ao clube, a Roma optou, após sua saída, pela aposentadoria da camisa 6, a qual o central envergou por quatorze temporadas. Ele defendeu as cores romanistas entre 1990 e 2004, jogando 415 partidas e marcando 20 gols.

[editar] Patrocinadores e fornecedores

[editar] Patrocinadores

  • Ponte - Alimentos (não oficial, utilizado apenas durante uma amistoso natalício na temporada 1980/81)
  • Barilla - Alimentos (primeiro patrocinador oficial, de 1981/82 a 1993/94)
  • Nuova Tirrena - Seguros (1994/95)
  • INA Assitalia - Seguros (de 1995/96 a 2001/02; no returno da temporada 2001/02, a sigla "INA" aparecia acompanhado do logotipo da Assicurazioni Generali)
  • Stream - TV via satélite (somente nas partidas da Coppa Italia da temporada 1999/00)
  • Mazda - Automóveis (2002/03 a 2004/05)
  • Fiuggi - Água (somente na partida Roma-Juventus na temporada 2005/06)
  • Banca Italease - Grupo bancário (no returno da temporada 2005/06)
  • Festa del Cinema di Roma (somente na partida Reggina-Roma de 15 de outubro de 2006, para a promoção do evento).

[editar] Fornecedores técnicos

[editar] Elenco 2008/09

Goleiros
85 Bandeira do Brasil ramos
25 Bandeira do Brasil Artur
27 Bandeira do Brasil Júlio Sérgio
32 Bandeira do Brasil Doni
Defensores
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição2 || border Christian Panucci
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição3 || Bandeira do Brasil Cicinho
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição4 || Bandeira do Brasil Juan
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição5 || border Philippe Mexès
15 border Simone Loria
17 border John Arne Riise
21 border Souley Diamoutene
22 border Max Tonetto
77 border Marco Cassetti
Meio-campistas
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição7 || border David Pizarro
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição8 || border Alberto Aquilani
11 Bandeira do Brasil Rodrigo Taddei
14 Bandeira do Brasil Filipe Gomes
16 border Daniele de Rossi
20 Bandeira da Inglaterra border Simone Perrotta
24 border Jérémy Menez
33 border Matteo Brighi
?? border Stefano Guberti
Atacantes
0<noinclude> Predefinição:Instruções de predefinição9 || border Mirko Vučinić
10 border Francesco Totti 20px|Capitão da Roma
19 Bandeira do Brasil Júlio Baptista
Técnico
border Luciano Spalletti


[editar] Jogadores célebres

Citação
«Hoje em dia, o futebol é cada vez mais uma indústria e cada vez menos um jogo. Não é verdade que não gosto de vencer. Gosto de vencer respeitando as regras.»

1927-1950

1950-1975

1976-1990

1991-hoje

[editar] Romanistas campeões do mundo

 

[editar] Recordes

18px Informações atualizadas ao fim da Série A Italiana 2005/06. Os dados serão atualizados, se necessário, ao fim da atual temporada.

[editar] Equipe

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Jogos simples
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Em casa

Fora de casa

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No campeonato
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Vitórias

  • Maior número de vitórias no campeonato
    24 (2007-2008)
  • Menor número de vitórias no campeonato
    8 (1992-1993)
  • Maior número de vitórias consecutivas
    11 (2005-2006)
  • Maior número de partidas invictas
    24 (2001-2002)

Gols

  • Maior número de gols marcados no campeonato
    87 em 34 partidas (1930-1931)
  • Menor número de gols sofridos no campeonato
    15 em 30 partidas (1974-1975)

Pontos

  • Maior número de pontos no campeonato

    82 em 38 partidas (2007-2008) - 3 pontos por vitória
  • Menor número de pontos no campeonato

    18 em 20 partidas (1927-1928) - 2 pontos por vitória
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[editar] Individuais

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Recorde de presenças
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Recorde de gols
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Gols no campeonato com a Roma

  1. Francesco Totti 151
  2. Roberto Pruzzo 106
  3. Rodolfo Volk 103
  4. Amadeo Amadei 101

Artilheiros da Série A com a Roma

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[editar] Bibliografia

  • CAMPANELLA, Francesco - Enciclopedia Giallorossa. Roma, Edizioni La Campanella, 1999.
  • CONTUCCI, Lorenzo - La Maglia Del Cuore. Roma, Ufficio Comunicazione della Regione Lazio, 2004.
  • COSIMO, Franco - La Squadra Del Mio Cuore. Milão, Panini Editore, 1995.
  • VALITUTTI, Francesco - La Storia Della Grande Roma. Roma, Periodici Locali Newton, 1996.
  • PALLOTTA, Alberto; OLIVIERI, Angelo - Magica Roma - Storia Dei 600 Uomini Giallorossi. Roma, Mondo a Parte, 2004.
  • PROSPERI, Luca - Attaccati Alla Maglia - Le Maglie Fella Roma Dal 1927 al 2001. Roma, Artexpò Promotion, 2001.

[editar] Artigos correlatos

[editar] Ligações externas

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