Ejaculação

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Ejaculação é o instante em que o macho ejeta o sémen, geralmente, através de um órgão copulador. (imagem)

Podendo ocorrer durante uma estimulação sexual, como o ato sexual quando deposita seus gametas no interior da fêmea ou durante o masturbação, assim com durante uma polução noturna que ocorre durante o sono.

Reprodutivamente, este processo tem como objetivo fecundar a fêmea e assim criar uma nova vida, perpetuando a espécie, mas pode ocorrer de forma recreativa durante a masturbação, ou ainda de forma acidental como na polução noturna.

O processo de ejaculação ocorre com uma sensação muito intensa, representando assim o clímax do orgasmo masculino, sendo extremamente agradável e satisfatório.

A anejaculação é a condição de não ser capazes de ejacular.

Índice

[editar] Fisiologia da ejaculação

Após o macho estar suficientemente excitado para que o ato sexual ocorra, o aparelho reprodutor masculino começa a agir. Primeiro, há libera do fluido pré-ejaculatório que tem como função de neutralização a acidez causada pelos vestígios de urina que a uretra ainda possa ter, além de também expulsar qualquer outro corpo estranho que esteja habitando a uretra no momento. No instante em que o pênis estiver totalmente turgido de sangue e a penetração for iniciada, estímulos nervosos fazem com que os espermatozóides presentes no epidídimo viajarem pelo canal deferente e entrarem em contato com duas outras glândulas: as vesículas seminais, que conferem aos espermatozóides açúcares nutritivos, como a glicose e a frutose, e as glândulas bulbouretrais (ou Glândulas de Cowper), que liberam um líquido viscoso para facilitar a locomoção dos espermatozóides. Então, o produto da ejaculação é expelido com violência pela uretra. 200 a 500 milhões de espermatozóides são lançados no interior da fêmea a cada ejaculação. O motivo da força com que os espermatozóides são ejaculados é para que eles escapem da vagina, que possui um pH ácido, e penetrem o quanto antes no colo do útero para que sigam seu caminho até as tubas uterinas.

[editar] Fases

Ejaculação tem duas fases: saída e ejaculação propriamente dita. Na fase da saída o reflexo ejaculatório está sob controle do sistema nervoso simpático, ao passo que na fase da ejaculação propriamente dita está sob o controlo do reflexo espinal, na espinal nervos ao nível da S2-4 através do nervo pudendo. Um período refratário sucede a ejaculação e é precedido pela estimulação sexual.

[editar] Saída

Durante a saída, os dois canais conhecidos como ductos deferentes são contraídos para impulsionar os espermatozóides dos epidídimos, onde foram armazenados, até a âmbula mais acima no final ducto deferente. O início da saída é normalmente visto como um "ponto sem retorno", também conhecido como ponto de ejaculação inevitável. Os espermatozóides, em seguida, passam pelo ducto ejaculatório e são reunidos com fluidos das vesículas seminais, da próstata, e da glândula bulbouretral para formar o sémen. Durante a ejaculação propriamente dita, o sémen é impulsionado através da uretra por contrações rítmicas.[1]

[editar] Ejaculação propriamente dita

Sequências de uma ejaculação masculina. (video)
Sequências de uma ejaculação masculina. (video)

A ejaculação propriamente dita é gerada pelo músculo bulbouretral, que promove contrações rítmicas. O orgasmo masculino típico dura cerca de 17 segundos, mas pode variar de alguns segundos até cerca de um minuto, consistindo de 10 a 15 contrações, que diminuem de intensidade e freqüência durante o orgasmo. Após o início do orgasmo, o sémen pulsionado começa a fluir a partir da uretra até atingir um pico para liberação e, em seguida, diminuição de seu fluxo. As contrações iniciais ocorrem num intervalo médio de 0,6 segundo, podendo chegar a 0,1 segundo por contração. As contrações da maioria dos homens se dão em ritmos regulares ao longo do orgasmo.[2]

[editar] Tempo

Um pequeno estudo de sete homens demonstrou que os primeiros jorros ocorrem na primeira contracção de 2 homens e na segunda contracção para 5 homens. Esse mesmo estudo mostrou que entre 26 e 60% das contracções durante o orgasmo foram acompanhados por um jorros de sémen.[3]

[editar] Período refratário

A maioria dos homens passa por um tempo de espera entre os períodos propícios para ejacular. Esse período de tempo varia entre os homens, dependendo da idade — homens mais jovens geralmente recuperam a capacidade mais rapidamente do que homens velhos. Durante esse período refratário, é difícil ou impossível de se obter uma erecção, porque o sistema nervoso simpático neutraliza os efeitos do sistema nervoso parassimpático

[editar] Ejaculação e orgasmo

Devemos lembrar que a ejaculação e o orgasmo são coisas totalmente diferentes. A ejaculação é o momento em que o organismo lança os espermatozóides para fora através do pênis. Já o orgasmo é o momento de maior excitação e prazer durante a relação sexual, provocado por estímulos nervosos e físicos. O grande problema é que ambos acontecem quase sempre no mesmo instante, e por isso são frequentemente relacionados como um só.

[editar] A quantidade de espermatozóides

O homem lança um número elevado de espermatozóides na ejaculação. O número de gametas liberados de uma única vez é devido à quantidade de obstáculos que eles enfrentarão dentro do organismo da fêmea. Uma vez dentro do organismo feminino, vários e vários espermatozóides morrerão devido ao pH ácido da vagina, prejudicial a eles. Os que escaparem penetrarão o útero e serão barrados pelo muco cervical, fazendo com que muitos fiquem para trás novamente. Os sobreviventes enfrentarão mais um obstáculo: a mucosa franjada do útero, levando às tubas uterinas. Os que vencerem mais esta etapa irão enfrentar o movimento dos cílios presentes nas paredes das tubas, em busca do óvulo. Até aqui o número de gametas já está bastante reduzido em relação aos milhões que foram lançados para fora instantes atrás.

[editar] Desenvolvimento da ejaculação durante a puberdade

A primeira ejaculação nos machos ocorre cerca de 12 meses após o início da puberdade, sendo a primeira de pequeno volume. A ejaculação típica nos três meses seguintes produz menos de 1 mL de sémen e a produzida durante o início da puberdade é tipicamente clara. Após essas ejaculações iniciais, o semén permanece gelatinoso, ao contrário do sémen de indivíduos adultos, que se liqüefaz. Na maioria das ejaculações iniciais (90%) há ausência de espermatozóides. Das poucas ejaculações iniciais que contêm esperma, a maioria dos espermatozóides (97%) não apresenta movimento e o restante dos espermatozóides (3%) têm movimento anormal.[4]

Com o avanço da puberdade, o sémen desenvolve características maduras como o aumento da quantidade de espermatozóides normais. O semén produzidos 12 a 14 meses após a primeira ejaculação se liqüefaz depois de um curto período de tempo. Dentro de 24 meses apos a primeira ejaculação, o volume de sémen e a quantidade e características dos espermatozóides correspondem ao sémen de um adulto.[4]

[editar] Controle do sistema nervoso central

Para o mapeamento da ativação neuronal no cérebro durante a resposta ejaculatória, os investigadores estudaram a expressão de c-fos, expressão de um proto-oncogene em neurônios em resposta à estimulação por hormônios e neurotransmissores.[5] Expressão de c-fos foi observada nas seguintes áreas:[6][7]

  • área preóptica medial (MPOA)
  • septo lateral, bed nucleus of the stria terminalis
  • Núcleo paraventricular do hipotálamo
  • Hipotálamo ventromedial, medial da amígdala
  • Núcleo pré-mamilar ventral (PMV)
  • Tegumento ventral
  • Campo tegmental central
  • Mesencéfalo central cinzento
  • Núcleo peripeduncular
  • núcleo subparafascicular parvocellular, dentro do tálamo póstero

[editar] Referências

  1. Walter F. Boron, Emile L. Boulpaep, (2005). Medical Physiology: A Cellular and Molecular Approach. Philadelphia, PA: Elsevier/Saunders. ISBN 1-4160-2328-3.
  2. Bolen, J. G., "The male orgasm: pelvic contractions measured by anal probe," Archives of Sexual Behavior, 1980 Dec;9(6):503-21.
  3. Gerstenburg, T. C. "Erection and ejaculation in man. Assessment of the electromyographic activity of the bulbocavernosus and ischiocavernosus muscles", British Journal of Urology, 1990 Apr;65(4):395-402.
  4. 4,0 4,1 Janczewski, Z. and Bablok, L. (1985): Semen Characteristics in Pubertal Boys. Archives of Andrology 15: 199-205. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?Db=pubmed&Cmd=ShowDetailView&TermToSearch=3833078&ordinalpos=2&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum
  5. Sagar SM, "et al.", "Expression of c-fos protein in brain: metabolic mapping at the cellular level", Science 240:1328-1332.
  6. Pfaus JG and Heeb MM, "Implications of immediate-early gene induction in the brain following sexual stimulation of female and male rodents", Brain Res Bull, 1997 44:397-407.
  7. Veening JG and Coolen LM, "Neural activation following sexual behavior in the male and female rat brain.", Behav Brain Res, 1998 92:181-193.

[editar] Ver também

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