Estados Unidos

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Nota: Para outros significados de Estados Unidos, ver Estados Unidos (clarificação).

United States of America
Estados Unidos da América
Bandeira dos Estados Unidos
Grande Selo dos Estados Unidos
Bandeira Grande Selo
Lema:
E Pluribus Unum (latim, "De Muitos, Um") (1776–)
In God We Trust (inglês, "Em Deus Confiamos") (1956–)
Hino nacional: The Star-Spangled Banner
Gentílico: estadunidense, estado-unidense, ianque, norte-americano (a) e americano (a)[1][2]

Localização de Estados Unidos da América

Localização dos Estados Unidos no mundo
Capital Washington, DC
Cidade mais populosa Nova Iorque
Língua oficial Nenhuma a nível federal. O inglês é de facto. Porém, vários Estados especificam o inglês como idioma oficial do Estado. Alguns Estados também especificam um segundo idioma oficial.
Governo República presidencialista
 - Presidente Barack Obama
 - Vice-presidente Joe Biden
Independência da Grã-Bretanha 
 - Declarada 4 de julho de 1776 
 - Reconhecida 3 de setembro de 1783 
Área  
 - Total 9 629 091 km² (3 ou 4º)
 - Água (%) 6 76
 Fronteira Canadá e México
População  
 - Estimativa de 2007 303 007 997 hab. ()
 - Censo 2000 281 421 906
 - Densidade 31 hab./km² (143º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$14.02 trilhões* ()
 - Per capita US$46 272 ()
Indicadores sociais
 - Gini (2007) 46.3[3]   – alto
 - IDH (2006) 0.950 (15º) – elevado[4]
 - Esper. de vida 78,2 anos (38º)
 - Mort. infantil 6,37/mil nasc. (180º)
 - Alfabetização 99,0% (18º)
Moeda Dólar americano (USD)
Fuso horário (UTC−5 a −10)
Cód. ISO USA
Cód. Internet .us
Cód. telef. +1
Website governamental www.usa.gov

Mapa de Estados Unidos da América


Os Estados Unidos (em inglês: United States; oficialmente United States of America, Estados Unidos da América) são uma república federal presidencialista, composta por cinqüenta estados e um distrito federal. O nome do país é frequentemente referido pelas siglas USA ou US (em inglês) e EUA (em português).

A maior parte dos Estados Unidos localiza-se na região central da América do Norte, possuindo fronteiras terrestres com o Canadá e com o México, sendo que o restante do país limita-se com o oceano Pacífico, o mar de Bering, o oceano Ártico, o golfo do México e o oceano Atlântico. Dos 50 estados, apenas o Alasca e o Havaí não são contíguos com os outros 48, nem entre si. Os Estados Unidos também possuem diversos territórios, distritos e outras possessões em torno do mundo, primariamente no Caribe e no oceano Pacífico. Cada estado possui um alto nível de autonomia local, de acordo com o sistema federal.

Os Estados Unidos celebram o seu dia da independência a 4 de julho de 1776, quando as Treze Colônias britânicas na América do Norte fizeram a Declaração de Independência, rejeitando a autoridade britânica, a favor da política de autodeterminação. Esta independência foi oficialmente reconhecida pelo Reino Unido no Tratado de Paris. Os Estados Unidos adotaram sua atual constituição em 1789, que estabeceu a estrutura básica do governo americano. Desde então, a nação gradualmente desenvolveu-se, tornando-se uma superpotência após o fim da Segunda Guerra Mundial, passando a exercer grande influência econômica, política, científica, tecnológica, militar e cultural no mundo.

Índice

[editar] Etimologia

Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.
Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.

Usado oficialmente pela primeira vez a 4 de julho de 1776 na Declaração de Independência das treze colônias britânicas, situadas na costa atlântica da América do Norte, o nome Estados Unidos da América (em inglês United States of America, abreviatura USA) designou o Estado então constituído. Em espanhol, diz-se Estados Unidos de América, em italiano, Stati Uniti, em francês, États-Unis d'Amérique, em alemão, Vereinigte Staaten von Amerika. O nome registra-se comumente na forma reduzida, acompanhada de artigo, os Estados Unidos (em inglês the United States), e refere-se na atualidade ao país de que se trata a seguir. Em português, a abreviação até passado relativamente recente era EEUUA (segundo cânon tradicional na língua em que o plural de uma abreviação uniliteral era a duplicação dessa letra); de poucas décadas a essa parte foi ela simplificada para EUA. Registre-se também a ocorrência, por vezes, de Estados Unidos da América do Norte, sem fundamento que a justifique.

[editar] História

[editar] Nativos americanos e colonos europeus

A ocupação do território onde hoje estão os Estados Unidos, começa com a migração de humanos da Ásia, através do Estreito de Bering, num período indeterminado (estimativas variam de dez a quarenta mil anos atrás).

Diversas tribos nativos americanas viviam na região que atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Cada um destes grupos indígenas era composto por diversas tribos com culturas e idiomas semelhantes, que eram aliados ou neutros entre si. Entre os grupos indígenas dos Estados Unidos, destacam-se os iroqueses, os algonquinos, os hurões, os sioux, os apaches, os uto-astecas, os havaianos e os esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez, divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo o número total de nativos indígenas que viviam no atual Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos primeiros europeus. Estima-se este número entre um a quinze milhões de índios. Estes números também incluem astecas que viviam no sul do atual Estados Unidos.

O Mayflower tranportou os peregrinos para o Novo Mundo, em 1620.
O Mayflower tranportou os peregrinos para o Novo Mundo, em 1620.

Os primeiros europeus chegaram ao longo do século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Tais regiões continuariam sobre controle hispânico até meados do século XIX. Os espanhóis fundaram o primeiro assentamento permanente em atual território americano, St. Augustine, em 28 de agosto de 1565. Os franceses instalaram-se ao longo da região central do atual Estados Unidos, e neerlandeses e suecos no nordeste. Durante a década de 1640 os neerlandeses expulsaram os suecos da região.

A Virgínia foi a primeira colônia britânica nas Américas. A colônia britânica de Virgínia foi fundada em 1606. Jamestown foi o primeiro assentamento britânico fundado no continente americano. Os colonos britânicos esperavam encontrar ouro ou outros metais preciosos, mas nada encontraram. Ao invés disso, a Virgínia eventualmente tornou-se uma colônia agrária, passando a exportar tabaco para o Reino Unido a partir de 1612. A Virgínia também destaca-se por ter sido a primeira colônia a criar um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma câmara legislativa.

Outras províncias coloniais britânicas logo foram fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico. Massachusetts foi fundada em 1620, e Nova Hampshire, em 1623. A colônia de Nova Iorque foi fundada em 1624. Esta última colônia duplicaria após os britânicos terem expulsado os neerlandeses do nordeste do atual Estados Unidos. Os neerlandeses estavam instalados no que atualmente constitui o sul do Estado de Nova Iorque, em uma colônia chamada Novos Países Baixos, cuja capital era Nova Amsterdam. Os Novos Países Baixos foram capturados em 1664 pelos britânicos, e Nova Amsterdão foi renomeada como Nova Iorque.

Os primeiros colonos.
Os primeiros colonos.

O primeiro assentamento permanente em Connecticut foi fundado em 1633, Maryland em 1632, Rhode Island em 1636, Delaware em 1638, Pensilvânia em 1643, Carolina do Norte em 1653, Nova Jérsei em 1660, e a Carolina do Sul, em 1670. Maryland destaca-se por ter sido a primeira colônia a permitir a livre prática de qualquer religião.

O Massachusetts destacou-se em seu pioneirismo na educação, tendo fundado a Faculdade de Harvard - atual Universidade de Harvard - em 1636 - a primeira instituição de educação superior nos atuais Estados Unidos - e o primeiro sistema de educação pública, em 1647. Entre a década de 1650 e a 1660, os britânicos gradualmente conquistaram os Novos Países Baixos, tendo anexado estas colônias neerlandesas definitivamente em 1664. Nova Amsterdão, capital e maior cidade destas colônias, foi renomeada como Nova Iorque. Em 1672, a primeira estrada de maior importância foi fundada nos Estados Unidos, conectando Boston com Nova Iorque. O primeiro jornal foi fundado em 1704, em Boston, sob o nome de Boston News-Letter.

Em 1663, o Rei Carlos I de Inglaterra cedeu a região localizada entre a colônia britânica de Virgínia e a então colônia espanhola de Flórida para oito diferentes proprietários. Esta região era então chamada de Carolina. Em 1712, a Carolina foi dividida em três regiões. A região setentrional tornou-se a Carolina do Norte, e a região central tornou-se a Carolina do Sul. A região sul continuou escassamente habitado, e somente tornou-se oficialmente colônia britânica em 1733, sob o nome de Geórgia.

Em 1753, a população dos Estados Unidos era de um 1,3 milhão de habitantes. A economia do país então era baseada primariamente na agricultura e na exportação de produtos agropecuários a outros países. Então, as Treze Colônias já atraíam milhares de imigrantes anualmente, tornando-se uma sociedade multicultural.

[editar] Independência e expansão

Os atuais Estados Unidos da América nasceram da união de Treze Colônias britânicas estabelecidas na costa atlântica da América do Norte a partir do século XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada pela classe dirigente dos colonos e seguiu-se a Revolução Americana de 1776, que foi uma guerra de independência contra a autoridade do rei do Reino Unido. Em 1789, o país adotou uma constituição e assumiu a forma de uma República Federal, concedendo grande autonomia aos Estados federados. Desde o reconhecimento da sua independência pelo Reino Unido em 1783, e até meados do século XX, novos territórios e Estados foram sendo incorporados, ampliando as fronteiras do país até ao Oceano Pacífico.

Mapa mostrando a expansão dos Estados Unidos da América, desde 1770 até 1960.
Mapa mostrando a expansão dos Estados Unidos da América, desde 1770 até 1960.

Durante o século XVI e século XVII, exploradores espanhóis exploraram e colonizaram esparsamente as regiões que constituem hoje o sul da Flórida e da região sul dos Estados Unidos. O primeiro assentamento inglês bem-sucedido foi Jamestown, localizado no atual Estado de Virgínia, fundado em 1607. Durante as duas décadas seguintes, vários assentamentos neerlandeses foram fundados no que atualmente constitui o Estado de Nova Iorque, incluindo a vila de Nova Amsterdam, que é atualmente Cidade de Nova Iorque, bem como a extensiva colonização inglesa da costa leste dos Estados Unidos, tendo expulso os neerlandeses da região por volta da década de 1670.

Aquisições territoriais estadunidenses por data.
Aquisições territoriais estadunidenses por data.

Após a Guerra Franco-Indígena, onde a França perdeu suas colônias que atualmente constituem o leste do Canadá para o Reino Unido, este começou a impor impostos nas Treze Colônias — sendo os custos financeiros uma das principais razões da guerra. Estes impostos tornaram-se extremamente impopulares entre os colonos americanos, que além disso, não dispunham de representação no Parlamento do Reino Unido. As tensões entre as Treze Colônias britânicas e entre o Reino Unido cresceram, e as Treze Colônias rebelaram-se contra o Parlamento e Rei britânicos, na Guerra de Independência, iniciada em 1775, e que perdurou até 1783. A estrutura política original das Treze Colônias era uma confederação, ratificada em 1781. Em 1789, os Estados Unidos optaram em se tornar uma República Federal.

[editar] Guerra civil

Desde tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram a falta de mão-de-obra. À época, as diferenças socio-econômicas no país eram enormes, com um norte industrializado e um sul agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração européia no Norte e o uso do trabalho escravo no Sul — que fazia uso extensivo de escravos comprados no continente africano. Os Estados industrializados do norte eram contra a escravidão, enquanto o Sul achava que a escravidão era indispensável para o contínuo sucesso da agricultura sulista. Estas diferenças foram um dos muitos motivos de tensão política que gradualmente desencadearam a formação dos Estados Confederados da América, o que gerou a Guerra Civil Americana, da união, contra os sulistas — confederados — entre 1861 e 1865, uma guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência, até a atual Guerra contra o Iraque.

Ao longo do século XIX, vários novos Estados foram adicionados aos 13 originais (por exemplo o Texas, anexado ao México), à medida que a nação se expandiu na América do Norte. O Destino Manifesto foi uma filosofia política dos Estados Unidos que encorajou a expansão rumo ao Oeste no país. À medida que a população dos estados do Leste crescia, e um número cada vez maior de imigrantes entrava no país, cada vez mais assentadores passaram a habitar regiões cada vez mais a Oeste do país. Enquanto isto acontecia, os Estados Unidos acabaram efetivamente com todas as nações nativo americanas existentes em território americano, e movendo forçadamente a população indígena dos seus antigos territórios para reservas indígenas. Esta migração forçada é ainda um assunto muito discutido nos Estados Unidos, com várias tribos nativos americanas ainda reivindicando terras, e defendendo uma política separatista.

Em algumas áreas, os nativos americanos foram exterminados pelos colonos, que os expulsaram de suas terras. Ao contrário da maioria dos países europeus, os Estados Unidos nunca foram uma potência colonial, embora, através de várias vitórias militares, diplomacia e acordos externos, os Estados Unidos tivessem adquirido um número de possessões ultra-marítimas, desde Cuba até as Filipinas. Embora gradualmente, muitos destes territórios adquiriram soberania, e outras destas possessões continuaram sob controle dos Estados Unidos, geralmente, na forma de territórios (como Porto Rico). O Havaí é o único destas possessões que se tornou um Estado, em 1959.

[editar] Séculos XX e XXI

Os Estados Unidos adotavam, até a Guerra Civil Americana, uma política isolacionista, não procurando intrometer-se em conflitos internacionais. Porém, isto mudou com o fim da guerra civil. Durante o século XIX, os Estados Unidos tornaram-se uma potência econômica e militar mundial. O crescimento da influência dos Estados Unidos sobre o mundo continuou no século XX, um século que é por vezes chamado de O século americano, por causa da tremenda influência americana sobre o resto do mundo, onde o país se tornou o maior pólo de desenvolvimento tecnológico do planeta.

A influência americana sobre o mundo pôde ser vista na Grande Depressão, um período de grande recessão da economia entre 1929 e 1940, que não somente abateu todo o país como o Canadá e os países europeus (especialmente o Reino Unido e a Alemanha). Porém, isto mudou com a entrada do país na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta, os Estados Unidos emergiram definitivamente como uma das superpotências mundiais, juntamente com a União Soviética - desencadeando a Guerra Fria.

Entre 1945 e 1991, ano do fim da União Soviética e do fim da Guerra Fria, os Estados Unidos passaram a estar muito envolvidos em assuntos externos - especialmente guerra ideológica contra o comunismo - participando ativamente na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã, além de apoiar regimes militares em diversos países sul-americanos e a guerrilha anticomunista na Nicarágua. Com o colapso da União Soviética, os Estados Unidos emergiram como a única superpotência mundial. Passaram então a envolver-se em ações de paz, participando na Guerra do Golfo, em 1991, removendo tropas iraquianas que haviam invadido o Kuwait.

Em 2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque ao seu território ao longo da história do país, com os Ataques de 11 de Setembro, onde quase três mil pessoas morreram. Este ataque terrorista, desencadeou a denominada Guerra contra o terrorismo, e, posteriomente, a controversa Invasão do Iraque, além da caça ao mandante dos atentados, Osama bin Laden.

Não obstante às sérias questões envolvendo práticas racistas presentes na sua história o país elegeu para a Presidência da República, em 2008, o senador afro-americano pelo estado de Illinois, Barack Obama.

[editar] Geografia

Sendo o terceiro maior país do mundo em extensão territorial, a paisagem dos Estados Unidos varia de região a região. O país possui grandes florestas temperadas na costa leste, e no noroeste, pantanais na Flórida, grandes planícies e o sistema fluvial do Mississippi-Missouri na região central, as Montanhas Rochosas a oeste das planícies, desertos e zonas costeiras a oeste das Montanhas Rochosas, e florestas húmidas temperadas no noroeste da costa do Pacífico. As regiões árticas ao norte do Alasca e as ilhas vulcânicas do Havaí aumentam ainda a diversidade geográfica e climática do país.

O mapa político dos Estados Unidos está dividido em três distintas secções: O Alasca, conectado em terra apenas com o Canadá, à leste; o Havaí, um arquipélago localizado no meio do Oceano Pacífico, e os Estados Unidos Continentais, que compreendem os 48 Estados localizados na América do Norte. A fronteira dos Estados Unidos Continentais com o Canadá é a mais longa fronteira não defendida do mundo. Os Estados Unidos possuem três fronteiras terrestres, duas com o Canadá (norte dos 48 Estados continentais e a leste do Alasca) e uma com o México. Também faz fronteira com a Rússia, a oeste do Alasca, através do Estreito de Bering.

[editar] Clima

Devido à grande extensão territorial dos Estados Unidos, o clima do país varia muito, de região à região. A Flórida possui um clima subtropical, enquanto o Alasca possui um clima polar. Vastas porções do país têm um clima continental, com verões quentes e invernos frios. Algumas partes dos Estados Unidos, em particular partes da Califórnia, têm um clima mediterrâneo. No geral, porém, a maior parte dos Estados Unidos possui um clima temperado ou sub-tropical, marcado por quatro distintas estações, com mudanças regulares de temperatura e precipitação.

[editar] Demografia

[editar] Raças e etnias

As principais ascendências étnicas dos habitantes dos Estados Unidos.
As principais ascendências étnicas dos habitantes dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos possuem uma das populações mais multiculturais do mundo, em termos de ascendência étnica e racial. A região que constitui atualmente os Estados Unidos eram inicialmente habitados por povos nativos americanos, como esquimós no Alasca e algonquinos, hurões e iroqueses no nordeste do atual Estados Unidos.

No século XVII e XVIII, o território que atualmente constitui os Estados Unidos foi colonizado por europeus. Imigrantes ingleses, muitos dos quais fugiam de perseguição religiosa na Europa, constituíam a maioria dos colonos. Todavia, colonos escoceses, franceses e neerlandeses também instalaram-se em diversas regiões do atual Estados Unidos. Escravos foram trazidos do continente africano do século XVII ao início do século XIX para serem usados como mão-de-obra e, atualmente, seus descendentes, conhecidos como afro-americanos, constituem uma considerável parcela da população americana, formando 12,9% da população dos Estados Unidos.

A partir de 1850, pessoas de diversas partes do mundo passaram a imigrar para os Estados Unidos. Até o final do século XIX, a maioria dos imigrantes vinham dos países da Europa Ocidental e Setentrional (Alemanha, Irlanda, Inglaterra e Escandinávia). Italianos, poloneses e judeus imigraram em grande quantidade entre o final do século XIX e meados do século XX (até a década de 1970). Os maiores grupos étnicos europeus são alemães (que compõem 15,2% da população americana), irlandeses (10,8%), ingleses (8,7%), italianos (5,6%), escandinavos (3,4%), poloneses (3,2%) e franceses (3%). Brancos constituem no total 77% da população dos Estados Unidos - 69%, excluindo os hispânicos.

Em décadas recentes até os dias atuais, hispânicos e asiáticos são os principais grupos de imigrantes instalando-se no país. Hispânicos constituem uma considerável parcela da população americana, sendo atualmente a maior minoria étnico-racial dentro dos Estados Unidos, compondo cerca de 13,4% da população americana. Dado a alta imigração de hispânicos para os Estados Unidos, espera-se um crescimento drástico desta percentagem nas próximas décadas. Cerca de 64% dos hispânicos são mexicanos.[5] Boa parte desta imigração é ilegal, porém.

Asiáticos constituem um expressivo grupo racial minoritário dos Estados Unidos, constituindo 4,2% da população do país. Expressiva a partir da década de 1860, a imigração de asiáticos aumentou drasticamente durante a década de 1960, mantendo-se em alta até os dias atuais.

[editar] Idiomas

Estatuto de língua oficial nos estados e territórios estadunidenses.     ██ Inglês é a língua oficial   ██ Duas ou mais línguas oficiais   ██ Sem língua oficial; inglês é a língua de-facto   ██ Sem língua oficial; multiplas línguas de-facto
Estatuto de língua oficial nos estados e territórios estadunidenses.

██ Inglês é a língua oficial

██ Duas ou mais línguas oficiais

██ Sem língua oficial; inglês é a língua de-facto

██ Sem língua oficial; multiplas línguas de-facto

Os Estados Unidos nunca tiveram um idioma oficial, embora o inglês tenha sido sempre o idioma predominante no país, e seja falado pela imensa maioria da população, sendo de facto o idioma oficial dos Estados Unidos. Por isso, o inglês é o idioma usado em quaisquer pronunciamentos oficiais, que vão desde tratados até leis e sentenças. 27 Estados adotaram o inglês como idioma oficial. Destes Estados, três adotam um segundo idioma oficial: o Havaí, que adotou o havaiano como segundo idioma oficial; a Luisiana, que adotou o francês; e o Novo México, que adotou o espanhol. Nos Estados americanos sem idioma oficial, o inglês é adotado em todos serviços públicos, serviços em outros idiomas são fornecidos em áreas com grande população de imigrantes. Já Estados onde o inglês (e por vezes um segundo idioma) é o idioma oficial não precisam necessariamente fornecer serviços públicos em outros idiomas.

Muitos dos imigrantes que vão aos Estados Unidos possuem pouco ou nenhum conhecimento de inglês. A maioria deles aprende inglês o suficiente no país para comunicar-se com outros americanos. Os filhos destes imigrantes, que estudam em escolas americanas, aprendem primariamente inglês nas escolas. Assim, a cada geração, o idioma materno acaba cedendo, gradualmente, lugar ao inglês. Os descendentes diretos destes imigrantes geralmente falam tanto o idioma materno quanto inglês, enquanto muitas vezes os netos dos imigrantes falam apenas inglês.

Atualmente, o espanhol é o segundo idioma mais falado dos Estados Unidos. Cerca de 10,8% da população americana possui o espanhol como idioma materno. A maioria dos falantes do espanhol mora nos estados do oeste e do sul (especialmente nos estados da Califórnia, Novo México e Texas). Desde a década de 1950, muitos hispânicos imigraram para os Estados Unidos, vindos do México, Cuba e outros países hispânicos. Muitos desses novos imigrantes aprenderam ou aprendem o inglês, mas outros falam apenas espanhol. Por isso, em cidades ou bairros onde a concentração de hispânicos é alta, pronunciamentos oficiais são dados tanto em inglês quanto em espanhol.

Como não existe um idioma oficial no país, o domínio do inglês não é de todo indispensável nos Estados Unidos, especialmente nos estados americanos que possuem uma grande população de imigrantes recentes - especialmente hispânicos. Muitas pessoas, porém, acreditam que todo cidadão estadunidense deveria saber inglês. Estas pessoas acreditam que é quase impossível para as pessoas sem o domínio do inglês conseguirem emprego fora de bairros com grande presença de imigrantes recentes. Além disso, tais ativistas alegam que um único idioma falado por todos no país é um fator importante para a união como um todo dos Estados Unidos. Por isto, na década de 1980 e na década de 1990, vários Estados criaram leis fazendo do inglês como único idioma legal dentro de tais Estados.

[editar] Urbanização

Distribuição da densidade populacional dos Estados Unidos.
Distribuição da densidade populacional dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos são um país altamente urbanizado. Cerca de 80% da população americana vive em cidades. Estas cobrem apenas 2,75% da área total do país. Existem duas grandes megalópoles no país. Uma está localizada na região nordeste dos Estados Unidos, composta principalmente pelo Estado da Nova Jérsei e pelas cidades de Nova Iorque, Boston, Filadélfia e Washington, DC, na costa atlântica. A outra está localizado na região sudoeste do país, na costa pacífica, centralizadas nas cidades de Los Angeles, San Francisco e Sacramento.

Grandes subúrbios cercam muitas das cidades dos Estados Unidos, sendo desde o fim da Segunda Guerra Mundial a principal forma de moradia das famílias de classe média e alta do país. As cidades centrais e cidades vizinhas formam áreas metropolitanas. Existem cerca de 260 áreas metropolitanas no país, das quais as maiores são as regiões metropolitanas de Nova Iorque que possui 21 milhões de habitantes, Los Angeles, que possui 13 milhões de habitantes, e Chicago, que possui 9 milhões de habitantes. A população dos subúrbios das cidades centrais destas metrópoles é considerável, e muitas vezes superior à população da cidade central. Washington, DC, por exemplo, possui somente cerca de 535 mil habitantes, enquanto sua região metropolitana possui cerca de 4 milhões de habitantes. Desde 1970, mais americanos vivem nos subúrbios do que nas cidades centrais.

Maiores cidades dos Estados Unidos da América
Posição Cidade Estado População Posição Cidade Estado População

border
Nova Iorque
border
Los Angeles
border
Chicago

1 Nova Iorque Nova Iorque 8.250.567 11 Detroit Michigan 916.952
2 Los Angeles Califórnia 3.849.378 12 Jacksonville Flórida 805.605
3 Chicago Illinois 2.833.321 13 Indianapolis Indiana 795.458
4 Houston Texas 2.169.248 14 São Francisco Califórnia 764.976
5 Phoenix Arizona 1.512.986 15 Columbus Ohio 747.755
6 Philadelphia Pennsylvania 1.448.394 16 Austin Texas 743.074
7 San Antonio Texas 1.296.682 17 Fort Worth Texas 681.818
8 San Diego Califórnia 1.256.951 18 Memphis Tennessee 674.028
9 Dallas Texas 1.232.940 19 Charlotte Carolina do Norte 671.588
10 San Jose Califórnia 929.936 20 Baltimore Maryland 637.455
Estimativas do U.S. Census de 2000 e 2006

[editar] Política

A Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos.
A Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos são uma República Federal Presidencialista. No nível federal, o principal oficial do Poder Executivo do país é o Presidente, eleito por um colégio eleitoral. O candidato à presidência que obtém a maioria dos votos do colégio eleitoral em uma dada eleição presidencial é o vencedor desta eleição.

O Poder Legislativo americano é exercido pelo Congresso, composto pela Câmara dos Representantes e pelo Senado. Cada Estado tem direito a dois senadores e a um número de representantes proporcionais à sua população. O Poder Judiciário pertence aos tribunais federais, dos quais a maior é a Suprema Corte. Cada Estado possui direito a um certo número de votos no colégio eleitoral (que é proporcional à sua população).

[editar] Subdivisões

Os Estados Unidos estão divididos em 50 Estados e um distrito federal, o Distrito de Columbia. Cada Estado, por sua vez, está subdividido em condados, com excepção da Luisiana, em que as subdivisões se chamam "paróquias", (parishes, em inglês) e do Alasca, onde as subdivisões estaduais são chamadas de "distritos" (boroughs). Os Estados Unidos da América são uma República Federal, que dão aos Estados federados muitos poderes, que na maioria dos outros países do mundo são exclusivas do governo nacional.

Mapa dos Estados Unidos da América mostrando as fronteiras entre os 50 Estados e os diferentes condados do país.
Mapa dos Estados Unidos da América mostrando as fronteiras entre os 50 Estados e os diferentes condados do país.

São os governos estaduais que possuem a maior influência sobre o dia-a-dia da população americana. Cada Estado possui sua própria Constituição e possui o poder de aprovar suas próprias regras e leis, referentes a certos assuntos como propriedade, crime, saúde e educação. O principal oficial de um Estado é o Governador. Cada Estado também possui uma legislatura bicameral. Os membros do Legislativo são eleitos pela população do Estado, exceto no Estado de Nebraska, onde cada condado possui direito a um certo número de membros na legislatura. Destaca-se a legislatura da Nova Hampshire, que é o terceiro maior Poder Legislativo do mundo anglófono, e possui um representante para cada três mil habitantes. Cada Estado possui seu próprio Executivo, Legislativo e Judiciário.

A área, população e/ou produto interno bruto de vários dos Estados dos Estados Unidos podem ser comparados com a de vários países do mundo. A população da Califórnia, por exemplo, é maior do que a do Canadá. Caso o Estado fosse um país independente, sua população seria a trigésima-quinta maior do mundo, e seu PIB, o oitavo maior do mundo. Já o Alasca seria a décima sétima maior entidade nacional do mundo, em área, caso fosse um país independente, com área comparável ao do Irã.

As instituições que são responsáveis pelo governo regional são tipicamente Conselhos Municipais - que tomam efeito em cidades (cities ou towns), vilas (village), municipalidades regionais (towns, regional municipality, municipality, hamlet) e condados (counties). Municipalidades regionais e condados são um agrupamento de cidades e vilas. Tais subdivisões regionais, bem como as cidades, aprovam leis que têm efeito nestas subdivisões em particular, lidando com assuntos como trânsito e a venda de álcool, bem como o poder de criarem impostos. Nas cidades, o maior oficial eleito pela população é o prefeito. Em alguns Estados, os condados ou municipalidades regionais também possuem o direito de criar leis e impostos que valem para todas as cidades e vilas dentro dos limites do condado. Em outros Estados, os condados ou municipalidades regionais possuem pouco ou nenhum poder, servindo apenas como distinções geográficas.

Os Estados Unidos possuem vários territórios e possessões insulares ultramarinas. A maior delas é a ilha de Porto Rico. Outras territórios ultra-marítimos de importância incluem a Samoa Americana, Guam, Marianas Setentrionais e as Ilhas Virgens Americanas. A Marinha americana têm ocupado uma base militar na Baía de Guantánamo, desde 1898.

Alabama Alaska Arizona Arkansas California Colorado Connecticut Delaware Florida Georgia Hawaii Idaho Illinois Indiana Iowa Kansas Kentucky Louisiana Maine Maryland Massachusetts Michigan Minnesota Mississippi Missouri Montana Nebraska Nevada New Hampshire New Jersey New Mexico New York North Carolina North Dakota Ohio Oklahoma Oregon Pennsylvania Rhode Island South Carolina South Dakota Tennessee Texas Utah Vermont Virginia Washington West Virginia Wisconsin Wyoming Delaware Maryland New Hampshire New Jersey Massachusetts Connecticut West Virginia Vermont Rhode Island

Sobre esta imagem


[editar] Economia

A economia dos Estados Unidos da América está organizada segundo o modelo capitalista e é marcada por um crescimento constante de longo prazo, baixa carga tributária, mesmo para os padrões dos países desenvolvidos, baixas taxas de desemprego e de inflação, embora tenha apresentado nos últimos anos um grande déficit, tanto de balança comercial quanto de orçamento de seu governo. A economia dos Estados Unidos pode ser vista como a mais importante e influente do mundo em tempos atuais. Vários países indexaram as suas moedas ao dólar, ou chegam mesmo a usar a moeda americana como sua moeda oficial, e os mercados de capitais americanos são em geral vistos como indicadores da economia mundial.

O país tem enormes recursos minerais, com grandes depósitos de ouro, petróleo, carvão e urânio. Na agricultura, está entre os maiores produtores mundiais de milho, trigo, açúcar e tabaco, entre outras produções. A indústria de manufatura americana é diversificada, com automóveis, aviões e produtos eletrônicos sendo os principais produtos industrializados produzidos no país. O maior setor econômico, no entanto, é o de serviços: cerca de três quartos dos habitantes dos Estados Unidos trabalham nesse setor.

O maior parceiro comercial dos Estados Unidos é o seu vizinho do norte, o Canadá. Outros parceiros econômicos importantes são a União Européia, o México, o Japão e a China.

[editar] Infra-estrutura

[editar] Educação

Harvard University, uma das melhores universidades do mundo.
Harvard University, uma das melhores universidades do mundo.

A educação nos Estados Unidos da América é fornecida primariamente pelo governo. Porém, o sistema educacional estadunidense é altamente descentralizado. Regras e padrões educacionais são ditados pelo Departamento de Educação de cada Estado, com o Departamento de Educação dos Estados Unidos da América monitorando o estado da educação no país, e fornece verbas aos Departamentos de Educação dos Estados. Escolas em geral são administradas por distritos escolares, cuja juridisção em geral é co-existente com os limites de uma cidade ou um condado. Distritos escolares possuem o poder de cobrar impostos dos habitantes vivendo em sua jurisdição, com outras verbas necessárias sendo fornecidas pelo Estado. Universidades e faculdades públicas são quase sempre administradas pelo Estado. A taxa de alfabetismo dos Estados Unidos é de 97%.

[editar] Transportes

O Interstate Highway System, a maior rede de rodovias expressas do planeta.
O Interstate Highway System, a maior rede de rodovias expressas do planeta.

Os Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categorias. Existem cerca de 75 mil quilômetros de rodovias e vias expressas de alta capacidade. Para cada 100 habitantes, existem cerca de 75 veículos motorizados (carros, caminhões e ônibus) e 56,1 automóveis. Caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.

Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros mas menos de 1% da carga no país. O mercado estadunidense de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo. Nova Iorque, Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Washington, DC e San Francisco destacam-se como grandes centros aeroportuários.

Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é transportada via hidrovias como rios e lagos, além de mares e oceanos. Los Angeles-Long Beach, Nova Iorque-Nova Jérsei, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se como grandes centros portuários. O porto mais movimentado dos Estados Unidos por número de navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado do país, em tonelagem de carga movimentada, é o de Los Angeles-Long Beach.

[editar] Telecomunicações

O controlador primário das telecomunicações dos Estados Unidos é a Federal Communications Commission, que regula todos os serviços relacionados com telecomunicações. A indústria da internet nos Estados Unidos porém é muito menos regulada do que outras indústrias relacionadas com o setor de telecomunicação, por causa de agressivos programas de lobby. São publicados diaramente no Estados Unidos cerca de 60 milhões de jornais. No país, são publicados milhares de jornais diários ou semanais. Existem também no país milhares de estações de rádio e televisão. Praticamente toda residência americana possui ao menos um aparelho de rádio e aproximadamente 93% das pessoas maiores de cinco anos possuem uma televisão ou mais.

[editar] Cultura

Ícones culturais americanos: torta de maçã, baseball, e a bandeira dos Estados Unidos
Ícones culturais americanos: torta de maçã, baseball, e a bandeira dos Estados Unidos

A cultura dos Estados Unidos tem uma grande influência no resto do mundo, e em especial no mundo ocidental. A música estadunidense é ouvida em todo o mundo e os filmes e programas televisivos americanos podem ser vistos quase em todo o lado. Existe um contraste muito grande com os primeiros tempos da república, quando os Estados Unidos eram vistos como um país agrícola com pouco a oferecer aos centros culturalmente avançados do mundo da Ásia e Europa.

A maioria das grandes cidades dos Estados Unidos oferecem instalações e atuações de música clássica e popular, centros de pesquisa histórica, científica e artística e museus, atuações de dança, musicais e peças de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitetura de significado internacional. Este desenvolvimento é resultado de contribuições quer de filantropos privados, quer de fundos governamentais.

A maioria da população americana possui uma razoável quantidade de tempo livre (dedicado à recreação) disponível. Os esportes são os principais passatempos da população americana. Milhões de estadunidense passam seu tempo livre jogando esportes com amigos ou assistindo jogos profissionais em estádios ou na televisão. Outros métodos de recreação muito populares no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e o teatro. Cerca de 95% da população americana possui uma televisão em casa. Em média, a televisão de uma dada residência fica ligada sete horas por dia.

Hobbies ocupam muito do tempo recreativo de muitos estadunidense. Jardinagem, colecionamento de certos produtos (selos, moedas, etc), tricotagem, fotografia, artesanato e aeromodelismo são alguns dos mais famosos no país.

[editar] Desporto

O futebol americano é um dos esportes mais populares no país.
O futebol americano é um dos esportes mais populares no país.

Alguns desportosPE/ esportesPB que foram criados e desenvolvidos nos Estados Unidos da América acabaram por ser tornarem mundialmente famosos: o basquete, o basebol, o boliche e o futebol americano. Poucos esportes criados em outros países conseguiram popularizar-se no país. Um exemplo é o hóquei sobre o gelo, sendo que o país possui atualmente vários times profissionais do esporte. O futebol vem crescendo de popularidade desde a criação da MLS. Outros esportes famosos no país incluem golfe, tênis, natação, corridas automobilísticas e esportes radicais.

Os Estados Unidos sediam várias das principais competições internacionais de esportes do mundo - como o Masters de golfe, o US Open de tênis, o NASCAR e a Fórmula Indy. Sediaram a Copa do Mundo de 1994, e por oito vezes os Jogos Olímpicos, mais do que qualquer outro país sendo que geralmente possuem resultados muito bons nas Olimpíadas. Em 2004, os Estados Unidos conseguiram um total de 103 medalhas, das quais 35 eram de ouro.

[editar] Culinária

Não existe uma culinária nacional, original do país - a atual culinária americana é altamente diversificada, variando de região a região, dependendo da população e da cultura da região.

Alimentos comuns do café da manhã estadunidense são ovos batidos, bacon, panquecas, cereais e pães com pasta de amendoim, acompanhados com café ou suco, na maioria das vezes, de laranja. O almoço do estadunidense é leve - as razões são o pouco tempo disponível para almoço para os trabalhadores e estudantes. Um almoço pode ser simples ao ponto de ser constituído de apenas um único sanduíche, e só. O jantar é, na maioria das famílias americanas, o principal prato do dia.

Os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo. Muitos tomam café logo pela manhã, e vários tomam café durante o trabalho. Além disso, os Estados Unidos também é o maior consumidor de refrigerantes do mundo.

Os Estados Unidos são famosos mundialmente pelas suas redes de fast-foods. Os americanos almoçam muitas vezes em fast-foods, justamente por causa do pouco tempo disponível dos trabalhadores para almoço - bem por causa dos baixos preços dos produtos oferecidos.

[editar] Cinema

O cinema dos Estados Unidos da América, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo, é também uma das mais bem sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema estadunidense no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como líder de audiência em vários países do mundo.

[editar] Literatura

Edgar Allan Poe, escritor e poeta pioneiro da literatura americana.
Edgar Allan Poe, escritor e poeta pioneiro da literatura americana.

A literatura americana pode ser considerada como fazendo parte da literatura inglesa ou como um ramo literário distinto. A literatura americana inicial deve muito às formas e estilos originários da Europa. Por exemplo, "Wieland" e outros romances de Charles Brockden Brown (1771-1810) se inspiram nos romances góticos que então eram escritos na Inglaterra. Mesmo as narrativas impecavelmente urdidas por Washington Irving (1783-1859) - principalmente Rip Van Winkle e The Legend of Sleepy Hollow - parecem claramente européias apesar do trama se desenrolar no Novo Mundo.

[editar] Teatro

O distrito de teatros da Broadway, em Nova Iorque, sede de famosas peças teatrais.
O distrito de teatros da Broadway, em Nova Iorque, sede de famosas peças teatrais.

[[File:Bierstadt - Among the Sierra Nevada Mountains - 1868.jpg|thumb|Albert Bierstadt: Entre as montanhas da Sierra Nevada. Smithsonian American Art Museum]]

O teatro estadunidense é baseado na tradição ocidental, na sua maioria emprestado dos estilos de performance que prevaleciam na Europa na época de sua introdução no país. Hoje em dia, está fortemente interligado com a literatura, filmes, televisão e música americana e não é incomum uma mesma história ser recontada em todas estas formas. Regiões com cenários musicais significativos frequentemente possuem fortes tradições teatrais e de comédia também. O teatro musical pode ser a forma mais popular: é certamente uma forma mais viva de teatro e as coreografias de sucesso dos palcos acabam indo para a televisão e filmes.

[editar] Pintura

A pintura dos Estados Unidos tem uma história relativamente curta dentro do panorama da arte ocidental, mas acompanhou a rápida evolução social do país. Depois de um início sob a dependência européia, no século XIX se formou a primeira escola nacional significativa, e a partir de meados do século XX os Estados Unidos deram contribuições originais de grande importância para a evolução da pintura contemporânea. Atualmente os Estados Unidos são um dos maiores centros produtores de pintura e de formação de novos pintores, e uma das maiores forças na dinamização do mercado de arte em todo o mundo.

[editar] Feriados

Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano Novo New Year's Day Início do novo ano civil
Terceira segunda-feira de janeiro Dia de Martin Luther King, Jr. Martin Luther King, Jr. Day Em memória do líder cívico pelos direitos das minorias
Terceira segunda-feira de fevereiro Dia do Presidente Presidents' Day Em honra aos antigos Presidentes do país, em especial Washington e Lincoln
Última segunda-feira de maio Dia da Memória Memorial Day Em honra aos que morreram em serviço da nação
4 de julho Dia da Independência Independence Day Celebra a declaração da independência
Primeira segunda-feira de setembro Dia do trabalho Labor Day Feriado em homenagem aos trabalhadores da nação.
Segunda segunda-feira de outubro Dia de Colombo Columbus Day Assinala a descoberta da América por Cristóvão Colombo
11 de novembro Dia dos Veteranos Veteran's Day Tradicionalmente, às 11 horas da manhã observa-se um momento de silêncio pelos que lutaram pela paz
Quarta quinta-feira de novembro Acção de GraçasPE Ação de GraçasPB Thanksgiving Dia de agradecimento a Deus pelas Suas dádivas e bençãos
25 de dezembro Natal Christmas Nascimento de Jesus Cristo

[editar] Referências

  1. Dicionário inFormal, verbete "ianque".
  2. Dicionário de Português — verbete "americano".
  3. DeNavas-Walt, Carmen, Bernadette D. Proctor, and Jessica Smith (August 2008). Income, Poverty, and Health Insurance Coverage in the United States: 2007. U.S. Census Bureau. Página visitada em 2008-11-13.
  4. Ranking do IDH (em Inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (18/12/2008). Página visitada em 02/01/2009.
  5. http://www.ed.gov/pubs/FaultLine/who.html

[editar] Ligações externas

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