Forças Armadas

Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.

(Redirecionado de Forças armadas)

thumb|right|350px|Componente naval das forças armadas. thumb|right|350px|Componente terrestre das forças armadas. right|thumb|350px|Componente aérea das forças armadas. As forças armadas de uma nação constituem o conjunto das suas organizações e forças de combate e de defesa. Dependendo do país, as forças armadas podem adoptar designações oficiais alternativas como "forças de defesa", "forças militares" ou "exércitos". Na grande maioria dos países, as forças armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, geralmente sob a autoridade directa do ministro da Defesa ou equivalente, e sob autoridade suprema do Chefe de Estado ou de Governo, dependendo do regime político. Destinam-se à defesa militar do país, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer um destes, da lei e da ordem.

Ao estudo do emprego das forças armadas chama-se ciência militar. Em termos gerais, a ciência militar considera três níveis de atuação ofensiva e defensiva: o estratégico, o tático e o operacional. Em todos os níveis, é estudada a aplicação do uso da força no sentido de ser atingido o objetivo desejado.


Índice

[editar] Organização

Normalmente, as forças armadas estão divididas em três grandes organizações (designadas "forças", "componentes", "exércitos" ou "ramos das forças armadas") a cada uma das quais corresponde um ambiente específico de atuação (o mar, a terra e o ar). Essas três organizações são: a força naval (também chamada "marinha" ou "armada"), a força terrestre (também chamada "exército" ou "exército de terra") e a força aérea (também chamada "aeronáutica" ou "exército do ar").

Diversos países, no entanto, dispôem de uma variação do modelo padrão de três ramos das forças armadas. Países como a Austria e a Suíça, por exemplo, não dispôem de força naval em virtude de não disporem de acesso direto ao ar. Por outro lado, as forças armadas de diversos países têm mais de três ramos. Alguns exemplos são a China - com força terrestre, força naval, força aérea e força de mísseis estratégicos -, a África do Sul - com exército, marinha, força aérea e serviço militar de saúde -, os Estados Unidos da América - com exército, marinha, força aérea, Marines e guarda costeira -, a França - com exército de terra, marinha, exército do ar e Gendarmerie -, a Itália - com exército, marinha, aeronáutica, Carabinieri e Guarda de Finança - e o Egito - com exército, marinha, força aérea e força de defesa aérea.

As forças armadas de grande parte dos países pequenos constituem, normalmente, uma única organização, não estando divididas em ramos independentes. Estas pequenas forças armadas são consituídas, essencialmente, por forças terrestres, às quais podem estar associados pequenos serviços navais e aéreos.

Nas forças armadas de maior dimensão, a doutrina e cultura entre os seus diversos ramos pode ser bastante diferente, apesar da tendência de integração que vem ocorrendo desde a Segunda Guerra Mundial. No passado os diversos ramos das forças armadas eram quase totalmente autónomos entre si, exitindo poucos ou nenhuns orgãos de coordenação central. Inclusive, era comum, os diversos ramos serem tutelados por diferentes membros do governo.

A partir da Segunda Guerra Mundial quase todos os países concentraram as tutela das suas forças armadas num único ministro e criaram orgãos de comando conjunto. Atualmente, na grande maioria dos países, o conjunto das forças armadas encontra-se sob a tutela de um membro do governo, normalmente designado "ministro da Defesa". Sob a direção política do governo, através do ministro da Defesa, existe, normalmente um orgão militar central que comanda ou coordena a ação dos diversos ramos das forças armadas.


[editar] Modelos de forças armadas

As forças armadas podem ser organizadas como forças permanentes, ou seja, como organizações constituídas por militares profissionais que não dispôem de outra profissão que não a de se prepararem e envolverem em operações de guerra. Em termos de eficiência, este é o melhor modelo de forças armadas, uma vez que é constituída por especialistas que se dedicam em tempo inteiro às atividades militares. Em contrapartida, é o modelo mais caro.

No extremo oposto existem as forças armadas de cidadãos (ou forças armadas milicianas) compostas por cidadãos que desempenham as mais diversas profissões no seu dia-a-dia e que só servem as forças armadas em perídos limitados de instrução ou, por mobilização, em caso de necessidade. No meio-termo existem as forças armadas semi-permamentes, constituída por um núcleo de militares profissionais aos quais se juntariam cidadãos mobilizados em caso de necessidade. Este modelo tem as vantagens de ser o mais económico e de envolver na defesa do país, a maioria dos seus cidadãos. A desvantagem é a falta de eficiência resultante de não existirem militares profissionais, dedicados exclusivamente às forças armadas.

Um compromisso entre os dois anteriores é o modelo de forças armadas semi-permanentes. As forças armadas deste tipo dispõem de uma pequeno quadro de militares profissionais - normalmente, oficiais e sargentos - que servem de esqueleto para instruir e enquadrar uma força muito maior. Em caso de guerra ou excepção, este esqueleto é preenchido com conscritos ou reservistas mobilizados. Neste modelo de forças armadas, normalmente, existe um serviço militar obrigatório, durante o qual os cidadãos recebem um treino militar básico de modo a estarem aptos para serem mobilizados em caso de necessidade. Este sistema permite que seja mantida uma eficiência elevada em algumas unidades militares constituídas apenas por profissionais, ao mesmo tempo mantendo a capacidade das forças armadas aumentarem, rapidamente de tamano, em caso de necessidade, não obrigando a elevados custos militares permanentes.


[editar] Benefícios e custos

Os gastos militares em 2007 (em dolares) dos dez países com maiores gastos em forças armadas.
Os gastos militares em 2007 (em dolares) dos dez países com maiores gastos em forças armadas.

O benefício óbvio para um país, em manter forças armadas, está na proteção que elas oferecem, contra ameaças estrangeiras. Existem também muitos benefícios menos óbvios. Por exemplo, as forças armadas têm sido amplamento empregues, nos últimos anos, em operações de emergência civil em larga escala como é o caso do socorro a grandes catástrofes. Outro benefício menos óbvio é a força, muitas vezes subtil, que, a existência de forças armadas eficientes, dá à política económica e diplomática de uma país. As forças armadas, pela necessidade de lidarem com situações de vida ou de morte, onde não podem existir falhas, levam normalmente ao desenvolvimento de sistemas tecnológicos e de procedimentos de vanguarda, que depois são usados no âmbito civil.

As forças armadas também originam custos, o mais importante dos quais é o económico.

[editar] Países sem forças armadas

A grande maioria dos países do mundo dispôe de forças armadas. No entanto há algumas excepções:


[editar] Referências


[editar] Forças armadas dos países


[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


<td rowspan="{{#expr:1 +1 +1 +1 +1 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0 +0" style="vertical-align:middle; padding-left:7px; width:0%;">}}}}

Ferramentas pessoais