Geórgia
Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.
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| Lema nacional: | |||||
| Língua oficial | georgiano | ||||
| Capital e maior cidade |
Tbilisi | ||||
| Coordenadas da capital | 41° 43' N, 44° 48' E | ||||
| Presidente | Mikhail Saakashvili | ||||
| Primeiro-ministro | Zurab Nogaideli | ||||
| Área - Total - % água |
118º maior 69.700 km² Insignificante |
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| IDH | 0,754 (96º) – médio | ||||
| População - Total (est. 2003) - Densidade |
111º mais populoso 4.934.413 71/km² |
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| Independência |
da União Soviética 9 de Abril de 1991 |
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| Moeda | Lari (GEL) | ||||
| Fuso horário | UTC +3 (DST +4) | ||||
| Hino nacional | Tavisupleba | ||||
| Código Internet | .GE | ||||
| Código telefónico | 995 | ||||
A Geórgia (em georgiano: საქართველო, transliterado como Sakartvelo; em russo Гру́зия, transliterado Grúziya) é uma pequena república do Cáucaso localizada na fronteira entre a Europa e a Ásia. Limita a norte e a leste com a Rússia, a leste e a sul com o Azerbaijão, a sul com a Arménia e a Turquia e a oeste com o Mar Negro. A sua capital é Tbilisi (em russo, 'Tiflis').
Considerada uma nação transcontinental, a Geórgia é membro do Conselho da Europa desde 27 de Abril de 1999.
Índice |
[editar] Etimología
Os georgianos designam-se a si mesmos de kartvelebi (ქართველები) e a sua língua de kartuli (ქართული). Estes termos derivam do nome de um legendário chefe pagão, Kartlos, de quem se diz ser o “pai” dos georgianos.
A denominação estrangeira Geórgia, utilizada por grande parte das línguas do mundo, vem do persa گرجی Gurji, por intermédio do árabe Jurj. Este por sua vez sofreu influência do prefixo grego geōrg- (γεωργ), o que levou a se acreditar que o nome derivaria do seu santo padroeiro, São Jorge, ou do termo grego para cultivar, γεωργία (gueōrguía).
Na antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do reino caucasiano da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da península ibérica.
Gorj, a denominação persa para os georgianos, é também a raiz para a palavra turca Gürcü, e a russa Грузин ("Gruzin"). O nome do país é Gorjestan em persa, Gürcistan em turco, Gruzia (Грузия) em russo e Gruzlla (גרוזיה) em hebraico. O nome persa corresponde a lobo (gorg), a quem prestavam culto, daí Gorjestan, "a terra dos lobos". A denominações em arménio para georgiano e Geórgia, respectivamente Vir e Virq vêm de Ibéria com a perda do "i" inicial e a substituição do "b" pelo "v".
[editar] História
[editar] Conflitos separatistas
O processo de paz entre o governo e os separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia não avança em 2000.
O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, controlou as rebeliões com a garantia de lealdade à Federação Russa, de onde lhe vinha o apoio militar. Mas a ofensiva de Moscovo na vizinha Chechénia, em 1999, atrapalhou as relações com os russos, que acusam a Geórgia de apoiar os rebeldes chechenos.
- Ossétia do Sul - Os ossetas são um povo de origem persa, dividido entre a Federação Russa e a Geórgia durante o regime estalinista (1924-1953). Em 1990, após a queda da União Soviética, a Ossétia do Sul declarou a independência, primeiro passo para se integrar na república russa da Ossétia do Norte (parte da Federação Russa).
A Geórgia, por sua vez, tornou-se independente da URSS em 1991 e lançou uma ofensiva militar contra os ossetas separatistas. Os choques terminaram depois da mediação da Federação Russa, em 1992, e da criação de uma força de paz integrada por russos, ossetas e georgianos. Ainda assim, a Ossétia do Sul manteve uma independência de facto, se não formal, com o governo central da Geórgia a ter muito pouca intervenção dentro daquele território. Depois de um referendo independentista em 1992, que a comunidade internacional não reconheceu como válido, o governo secessionista osseta realizou uma nova consulta em 2006, acompanhada por observadores internacionais. Mas as principais instituições internacionais - ONU, EU, NATO - voltaram a não reconhecer a validade da votação, por alegada falta de participação da população de etnia georgiana, e porque o governo central de Tbilisi não reconheceu a legalidade do referendo.
Em 2007, a Geórgia criou uma comissão presidida pelo primeiro-ministro Zurab Nogaideli com o objectivo de definir um estatuto de autonomia da Ossétia do Sul dentro da Geórgia.
A 8 de Agosto de 2008 teve início um confronto armado entre as forças da Geórgia e os separatistas ossetas. A Rússia interveio no conflito, enviando tropas e tanques e bombardeando cidades georgianas; Moscovo justifica a sua intervenção com a defesa das forças de paz presentes no território e dos civis de nacionalidade russa que aí vivem. A Geórgia entende a ofensiva russa como um ataque à sua integridade nacional e uma instigação adicional à violência crescente. O número de baixas é ainda incerto.
Esta crise de Agosto de 2008 reabriu as tensões entre a Rússia e os EUA, com o presidente Bush a considerar inaceitável o conflito e desproporcionada a resposta russa. Os EUA, tal como a ONU e a EU, têm apelado a que não se deixe evoluir estes ataques para um conflito a larga escala. Os norte-americanos contam com a Geórgia como país aliado na região: os georgianos enviaram tropas para o Iraque e são candidatos à entrada na NATO. É ainda pela Geórgia que passa um dos principais oleodutos que ligam a Ásia à Europa - o chamado "Baku-Tbilisi-Ceyhan", em funcionamento desde 2006 - o que torna a região um ponto crítico dos interesses energéticos europeus.
- Abecásia - região localizada na costa oriental do Mar Negro, entre a Geórgia e a Rússia. Foi habitada por maioria de etnia abecásia até aos anos trinta do século XX, quando Josef Stalin enviou para a região milhares de georgianos. A Geórgia não reconhece o movimento separatista dos abecásios, alegando que são uma minoria (18%). Mas os rebeldes criaram a República Autónoma da Abecásia em 1992, após o colapso da União Soviética e a independência da Geórgia, o que deu início aos conflitos. Durante este período, deu-se um êxodo em massa e uma tentativa de limpeza étnica da população georgiana da região. Um cessar-fogo foi alcançado em 1993, seguido do envio de uma força de paz da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e de uma missão de observadores da ONU em 1994. Mesmo assim, tem havido frequentes irrupções de violência. Em Outubro de 1999, o governo abecásio promoveu um referendo sobre a independência, que obteve 97% de apoio, mas não foi reconhecido pela Geórgia. Na prática, uma elevada percentagem do território tem sido governado pelo governo separatista, apoiado pela Rússia, e apenas uma parcela reduzida pelo governo da República Autónoma da Abecásia, reconhecida pelo governo central da Geórgia.
O conflito na Ossétia do Sul, em Agosto de 2008, estendeu a sua influência à Abcásia. Os russos anunciaram que iam reforçar o seu contingente militar também nesta região, aumentando a tensão entre a Rússia e a Geórgia.
[editar] Política
[editar] Subdivisões
Ver também lista de cidades na Geórgia
[editar] Geografia
O território tem três zonas distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.
[editar] Economia
[editar] Cultura
Ver também língua georgiana, alfabeto georgiano.
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
|---|---|---|---|
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Parlamento da Geórgia em inglês e georgiano (kartveliano)
- Georgian Times, jornal com edição em inglês
- Georgian Government/Governo da Geórgia - informações, constituição do país (em russo e inglês)
- Sakartwelo - General informations about Georgia. The cities, country, culture. Music and movie download.
- A Língua Georgiana
- Bandeiras Antigas em Inglês
- Full information about (country) Georgia (english, german, russian, georgian)
- Infografia: conflito na Ossétia do Sul envolvendo a Geórgia e a Rússia, em Agosto de 2008
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