Igreja Ortodoxa

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A Igreja Ortodoxa (do grego όρθος, reto, e δόξα, doutrina), também conhecida como Igreja Católica Apostólica Ortodoxa ou Igreja Ortodoxa Oriental [1], é uma Igreja cristã que separou-se da Igreja Católica Romana no século XI[2], tendo quase mil anos, seus fiéis são chamados de católicos ortodoxos. Sua doutrina é muito semelhante à da Igreja Católica, preservando os sete sacramentos, o respeito às imagens, o uso de roupas litúrgicas nos seus cultos (também denominados de missas), sendo sua única diferença significativa o fato de desconsiderar a liderança papal, embora presta-lhe respeito.

Índice

[editar] História

A igreja cristã primitiva foi organizada sob cinco patriarcas, os bispos de Jerusalém, Antióquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. O Bispo de Roma foi reconhecido pelos Patriarcas como "o primeiro entre iguais", embora o seu estatuto e influência tenha crescido quando Roma era a capital do império, com as disputas doutrinárias ou procedimentais a serem frequentemente remetidas a Roma para obter uma opinião. Mas quando a capital se mudou para Constantinopla, a sua influência diminuiu. Enquanto Roma reclamava uma autoridade que, segundo a Igreja Católica, lhe provinha de São Pedro (que, segundo a Igreja Católica, morreu em Roma e é considerado o primeiro papa [3]) e São Paulo, Constantinopla tornara-se a residência do Imperador e do Senado. Uma série de dificuldades complexas (disputas doutrinárias, Concílios disputados, a evolução de ritos separados e se a posição do Papa de Roma era ou não de real autoridade ou apenas de respeito) levaram à divisão em 1054 que dividiu a Igreja entre a Igreja Católica, no Ocidente, e a Igreja Ortodoxa no Oriente (Grécia, Rússia e muitas das terras eslavas, Anatólia, Síria, Egipto, etc.). A esta divisão chama-se o Cisma do Oriente.

[editar] Funcionamento

A catedral de San Sava da Igreja Ortodoxa Sérvia em Belgrado
A catedral de San Sava da Igreja Ortodoxa Sérvia em Belgrado

A Igreja Ortodoxa é formada por diversas Igrejas orientais cristãs (como por exemplo a Igreja Ortodoxa Grega, Igreja Ortodoxa Russa) que professam a mesma fé e, com algumas variantes culturais, praticam basicamente os mesmos ritos. O chefe espiritual das Igrejas Ortodoxas é o Patriarca de Constantinopla, embora este seja um título mais honorífico, uma vez que os patriarcas de cada uma dessas igrejas são independentes. A maior parte das Igrejas ortodoxas, todas elas em comunhão umas com as outras, usam o rito bizantino.

Para os ortodoxos, o chefe único da Igreja, e sem intermediários, representantes ou legatários, é o próprio Jesus Cristo, desconsiderando assim a autoridade do Papa, embora dedica-lhe respeito. A autoridade suprema na Igreja Ortodoxa é o Santo Sínodo Ecumênico, que se compõe de todos os patriarcas chefes das igrejas autocéfalas e os arcebispos-primazes das igrejas autônomas, que se reúnem por chamada do Patriarca Ecumênico de Constantinopla.

A autoridade suprema regional em todos os patriarcados autocéfalos e igrejas ortodoxas autônomas é da competência do Santo Sínodo Local. Uma igreja autocéfala possui o direito a resolver todos os seus problemas internos em base a sua própria autoridade, tendo também o direito a remover seus próprios bispos, incluindo o próprio patriarca, arcebispo ou metropolita que presida esta Igreja.

A Igreja Ortodoxa reconhece sete Concílios Ecumênicos: Nicéia, Constantinopla, Éfeso, Calcedônia, Constantinopla II, Constantinopla III e Nicéia II.

[editar] Jurisdições

Lista das jurisdições que formam a Igreja Ortodoxa:

  1. Patriarcado de Constantinopla
  2. Patriarcado de Alexandria
  3. Patriarcado de Antioquia
  4. Patriarcado de Jerusalém
  5. Patriarcado de Moscou
  6. Patriarcado da Geórgia
  7. Patriarcado da Sérvia
  8. Patriarcado da Roménia
  9. Patriarcado da Bulgária
  10. Igreja Ortodoxa de Chipre
  11. Igreja Ortodoxa Grega
  12. Igreja da Albânia
  13. Igreja da Sérvia
  14. Igreja Ortodoxa da Polónia
  15. Igreja das terras Checo-eslovacas
  16. Igreja Ortodoxa na América
  17. Igreja do Sinai
  18. Igreja da Finlândia
  19. Igreja da Ucrânia
  20. Igreja do Japão
  21. Igreja da China

[editar] Referências

  1. Israel em Foco
  2. História Global Brasil e Geral. Pág.: 157. Volume único. Gilberto Cotrim. ISBN 978-85-02-05256-7
  3. As primeiras listas de papas diziam que o primeiro papa foi São Lino. Eamon Duffy, Saints and Sinners: A History of the Popes (Yale Nota Bene, 2002) Apêndice A.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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