Jean-Marie Gustave Le Clézio

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Jean-Marie Gustave Le Clézio (geralmente conhecido como J.M.G. Le Clézio) é um escritor francês natural de Nice, nascido a 13 de Abril de 1940. Recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 2008.

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[editar] Biografia

Le Clézio é originário de uma família da Bretanha (França) que emigrou para a Ilha Maurícia no século XVIII. Aos sete anos escreveu o seu primeiro livro, tendo por tema o mar. Estudou em Nice e em Inglaterra, e tornou-se depois professor nos EUA.

Fez o serviço militar na Tailândia, em 1967, como cooperante, mas acabou por ser expulso por ter denunciado a prostituição infantil. Terminou o serviço no México; seguiu depois para o Panamá, tendo vivido quatro anos (1970-1974) entre os índios Emberas e Waunanas.

Em 1977, publicou uma tradução de uma obra mitológica amerindia. Tornou-se especialista na região mexicana do Michoacán. Ocupou depois um cargo de professor universitário em Albuquerque (EUA).

Percorreu vários países, acabando por repartir a maior parte do seu tempo entre Albuquerque (EUA), Nice e Paris.

Numa sondagem, realizada em 1994 pela revista francesa Lire, foi considerado como o "maior escritor vivo da língua francesa"[1].


[editar] Obra

Le Clézio tornou-se conhecido como escritor logo aos 23 anos com a obra Le procès-verbal, que lhe mereceu o prémio Renaudot de 1963.

Desde então já publicou mais de trinta livros, entre contos, romances, ensaios, novelas e traduções de mitologia índia. O seu mais recente livro é Ritournelle de la faim, um romance de 2008. A sua obra, muito influenciada pelas viagens que fez ao longo da vida, é frequentemente vista como uma crítica ao materialismo ocidental e um olhar atento aos mais fracos e excluídos.

Várias das suas obras estão traduzidas em português: "O Processo de Adão Pollo" (Publicações Europa-América), "O caçador de tesouros" (Assírio & Alvim), "Deserto" (D. Quixote), "Estrela errante" (D. Quixote), "Diego e Frida" (Relógio d'Água), e "Índio branco" (Fenda).

[editar] Bibliografia

   * Le Procès-verbal, 1963 (Prémio Renaudot)
   * Le Jour où Beaumont fit connaissance avec sa douleur, 1964
   * La Fièvre, 1965
   * Le Déluge, 1966
   * L'Extase matérielle, 1967
   * Terra Amata,1967
   * Le Livre des fuites, 1969
   * La Guerre, 1970
   * Lullaby, 1970
   * Haï, 1971,
   * Mydriase (ilustrações de Vladimir Velickovic), 1993
   * Les Géants, 1973
   * Voyages de l'autre côté, 1975
   * Les Prophéties du Chilam Balam, versão e apresentação de J.M.G. Le Clézio, 1976
   * Vers les icebergs, 1978
   * Mondo et autres histoires, 1978
   * L'Inconnu sur la Terre, 1978
   * Voyage au pays des arbres, desenhado por Henri Galeron, 1978
   * Désert,1980
   * Trois Villes Saintes,1980
   * La Ronde et autres faits divers, 1982
   * Relation de Michoacan, versão e apresentação de J. M. G. Le Clézio, 1984
   * Le Chercheur d'Or, 1985
   * Voyage à Rodrigues, 1986
   * Le Rêve mexicain ou la pensée interrompue, 1988
   * Printemps et autres saisons, 1989
   * Sirandanes, 1990
   * Onitsha, 1991
   * Étoile errante, 1992
   * Pawana, 1992
   * Diego et Frida, 1993
   * Gens des nuages, 1993
   * La Quarantaine, 1995
   * Poisson d'or, 1997
   * La Fête chantée, 1997
   * Hasard, 1999
   * Cœur Brulé et autres romances, 2000
   * Révolutions, 2003
   * L'Africain, 2004
   * Ourania, 2005
   * Raga: approche du continent invisible, 2006
   * Ballaciner, 2007
   * Ritournelle de la faim, 2008

[editar] Referências

  1. «Le Clézio no1, 1994, 22s. À la question «Quel est le plus grand écrivain vivant de langue française?», 13% des lecteurs du magazine Lire ont répondu Le Clézio.
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