Línguas germânicas setentrionais
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| Classificação linguística | ||||||
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As línguas germânicas setentrionais, também chamadas de escandinavas ou nórdicas, são as línguas germânicas faladas na Escandinávia, em partes da Finlândia e na maioria das ilhas próximas à Escandinávia.
Existem dois ramos principais, o germânico setentrional insular ou ocidental e o germânico setentrional continental ou oriental. O ramo oriental, também conhecido como escandinavo continental, é mais influenciado pelo alemão, baixo alemão e holandês. Ao contrário do que aconteceu no ramo ocidental, desenvolveram-se novas características no dinamarquês e sueco (com o sueco finlandês) para formar variedades continentais. Devido ao longo domínio do dinamarquês sobre a Noruega, o bokmål, o primeiro padrão escrito na Noruega e hoje a língua oficial dominante, é frequentemente considerado continental.
Como resultado, o dinamarquês e o norueguês podem na realidade ser mais semelhantes entre si do que qualquer um deles com o sueco. Devido à longa união política entre a Dinamarca e a Noruega, o norueguês bokmål partilha muito do vocabulário dinamarquês. Além disso, a pronúncia dinamarquesa faz com que os suecos geralmente considerem mais simples compreender o norueguês do que o dinamarquês. Mas mesmo que um sueco ache difícil compreender um dinamarquês, o mesmo não é necessariamente verdade no sentido inverso. Um trocadilho sobre o norueguês que reflete as semelhanças e diferenças básicas entre as línguas diz que "o norueguês é dinamarquês falado em sueco". As relações entre as três línguas podem sumarizar-se através do diagrama seguinte:
+ fonologia
Norueguês ----------------- Sueco
| - vocabulário
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- fonologia
+ vocabulário
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Dinamarquês
As línguas germânicas setentrionais são citadas com frequência como prova do aforismo de Max Weinreich que diz que "uma língua é um dialecto com um exército e uma marinha". As diferenças em dialectos dentro dos países escandinavos são frequentemente maiores que as diferenças existentes através das fronteiras, mas a independência política destes países leva a que o escandinavo continental seja classificado em norueguês, dinamarquês e sueco na mente popular. A criação do nynorsk a partir dos dialectos insulares depois da independência da Dinamarca em 1814 foi uma tentativa de fazer com que as divisões linguísticas correspondessem às divisões políticas.
[editar] Árvore da família
Pensa-se que todas as línguas germânicas setentrionais descendam da língua nórdica antiga. Note que as divisões entre subfamílias do germânico setentrional são raramente definidas com precisão; a maioria forma clinas contínuas, com dialetos adjacentes mutuamente inteligíveis e os mais distantes não.
- Escandinavo ocidental (insular)
- Escandinavo oriental (continental)
- Bokmål[1] (na Noruega)
- dinamarquês
- Sueco
- Sveamål (na Svelândia excepto Bergslagen)
- Bergslagsmål/Dalecarliano (na Dalecarlia, Varmlândia e partes da Vastmanlândia, na Suécia)
- Norrländska mål (em Norrland)
- Götamål (na Västergötland, Östergötland, Dalsland e Småland)
- Sueco oriental
- Escaniano, anteriormente dinamarquês oriental[2], (parte meridional da Península Escandinava, ver: Terra Scania)
- Dinamarquês dos viajantes (usada pelos roma na Dinamarca)
- Romani tavringer (usada pelos roma na Suécia e Noruega)
- ↑ 1,0 1,1 Além das duas normas escritas oficiais do norueguês, existem duas normas não oficiais estabelecidas: o riksmål, semelhante ao bokmål, porém mais conservador (mais próximo do dinamarquês) e usado até certo ponto por um grande número de pessoas, especialmente nas cidades e nas classes superiores, e o høgnorsk (alto-norueguês), bastante semelhante ao nynorsk e usado por uma grande minoria, principalmente por motivos políticos.
- ↑ 2,0 2,1 A classificação do dialeto de Bornholm junto com o escaniano é baseada na fonologia e não é disputada. Poderiam talvez ser chamados mais corretamente dialetos escandinavos meridionais, mas esse termo não é utilizado. Deve notar-se que a influência do sueco no escaniano tem sido considerável desde a conquista em 1658.
- ↑ 3,0 3,1 A classificação dentro do sueco é bastante antiquada e arbitrária, e só se usa aqui para assinalar as mais importantes variantes claramente distinguíveis. Novos trabalhos científicos estão em execução.
