Médicos sem Fronteiras
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[[File:MSF front door in Chad.jpg|thumb|300px| Médicos sem Fronteiras no Chade: unidade de atendimento em campo de refugiados provenientes de Darfur.]]
Médicos sem Fronteiras - MSF é uma organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social. É a maior organização não governamental de ajuda humanitária do mundo, na área da saúde.
MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes. A organização foi criada com a idéia que todas as pessoas têm o direito a tratamento médico, e que essa necessidade é mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência).
Atualmente atua em mais de 70 países e tem como presidente o Dr. Christophe Fournier.
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[editar] História
A organização MSF foi criada em 1971 por médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderados pelo médico alemão Bernard Kouchner, que tinham ido a Biafra com a Cruz Vermelha para tentar ajudar a população. Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas.
Durante a operação "Un bateau pour le Vietnam" (Um barco para o Vietnã) em 1979, o fundador mais conhecido do público, Bernard Kouchner, defendeu a idéia de alugar um barco para que médicos e jornalistas não pudessem presenciar e testemunhar as violações dos Direitos Humanos naquele país. Houve então uma violenta discussão com a direção da MSF, que considerou a operação mediatizada demais. O que se seguiu foi uma cisão do movimento e a criação da Médicos do Mundo em 1980.
A MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1999 como reconhecimento do seu combate em favor da ingerência humanitária.
[editar] Carta
A Carta de MSF[1] indica que as intervenções são realizadas em nome da ética médica universal, e não permite nenhuma discriminação de raça, religião, filosofia ou política.
[editar] Em ação
Em 1972, MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou o país. Hoje, mais de 22 mil profissionais trabalham com Médicos Sem Fronteiras em mais de 70 países, principalmente do Terceiro mundo, assim como aqueles em estado de guerra. MSF freqüentemente protesta junto às Nações Unidas contra atrocidades cometidas contra comunidades sem representação oficial, como os povos da Chechênia e do Kosovo.
A organização é composta de voluntários e de um corpo de empregados permanente, sendo financiada por contribuições do grande público, de organizações sem fins lucrativos, corporações e governos.
Sua assistência à saúde não é estritamente médica mas abrange ações nas áreas de nutrição, prevenção, formação de profissionais na área da saúde, água e saneamento, revitalização de hospitais e postos de saúde.
Desde 1999 a organização promove a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a Campanha também visa proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos.
[[File:Darfur refugee camp in Chad.jpg|thumb|200px| Chade. Campo de refugiados de Darfur.]]
Em 2008, a organização lançou a sua 11ª lista de conflitos esquecidos pela mídia - especialmente na Somália, no Sudão e na República Democrática do Congo - além de se manifestar sobre outros problemas médicos emergentes como a desnutrição infantil e a co-infecção HIV-TB. No Zimbábue, onde atua desde 2000 e mantém mais de 500 profissionais trabalhando, MSF abriu dezenas de Centros de Tratamento de Cólera. A doença, endêmica no campo, era rara em áreas rurais, mas já atinge a capital do país.
Em fevereiro de 2009, dois profissionais de MSF, Riaz Ahmad, de 24 anos, e Nasar Ali, de 27, foram mortos em Swat, no Paquistão, quando viajavam em ambulâncias. Um terceiro profissional ficou ferido.[2]
MSF é também co-fundadora e financiadora da Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas (Drugs for Neglected Diseases Initiative - DNDi), organização internacional não governamental com fins científicos que, no Brasil, atua na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para malária e doença de Chagas.
[editar] Médicos sem Fronteiras no Brasil
MSF está presente no Brasil desde 1991. Dedica-se à vigilância epidemiológica e ao diagnóstico da doença de Chagas, assim como ao acesso universal ao tratamento de AIDS e formação de pessoal nas áreas de especialidade da organização.
No Rio de Janeiro, em 2003, MSF implantou um Centro de Saúde na comunidade de Marcílio Dias, no Complexo da Maré. Em outubro de 2007, MSF criou, também no Rio, uma Unidade de Emergência no Complexo de Favelas do Alemão, uma das áreas mais violentas do Brasil, conhecida como a "Faixa de Gaza" do Rio, [3] e habitada por cerca de 150 mil pessoas. Em 2008, foram realizados 15.000 atendimentos na área.
Em 2008, MSF realizou treinamento de profissionais em diagnóstico para a doença de Chagas em nove estados da Amazônia.
Há uma significativa participação de brasileiros na organização. Somente em 2008, 40 profissionais da saúde juntaram-se às equipes internacionais de MSF.
[editar] Durante a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza
Durante os ataques, MSF não obteve autorização para usar a passagem de Kerem Shalom, por onde passavam suprimentos, e teve que expor suas equipes a situações de risco, para atender a população de Gaza, conseguindo entregar 21 toneladas de suprimentos médicos e um hospital móvel com duas salas de cirurgia e UTI com 10 leitos. Em 17 de janeiro, seis profissionais de MSF conseguiram entrar em Gaza.
[editar] Notas
[editar] Referências
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Médicos sem Fronteiras no Brasil
- Médecins Sans Frontières International - Home page
- MSF França
- MSF Canadá
- MSF Bélgica
- MSF Luxemburgo
- MSF Hong Kong
| Precedido por John Hume e David Trimble |
Prémio Nobel da Paz 1999 |
Sucedido por Kim Dae Jung |
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