Póvoa de Varzim
Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.
| Brasão | Bandeira |
Praia da Póvoa de Varzim |
|
| Gentílico | Poveiro (a) |
| Área | 82,1 km² |
| População | 63 470 hab. (2001) |
| Densidade populacional | 770,99 hab./km² |
| N.º de freguesias | 12 |
| Fundação do município (ou foral) |
9 de Março de 1308 |
| Região | Norte |
| Sub-região | Grande Porto |
| Distrito | Porto |
| Antiga província | Douro Litoral (Entre-Douro-e-Minho) |
| Orago | Nossa Senhora da Conceição & São Pedro |
| Feriado municipal | 29 de Junho (São Pedro) |
| Código postal | 4490 ou 4495 Póvoa de Varzim |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Não disponível |
| Sítio oficial | Não disponível |
| Endereço de correio electrónico |
Não disponível |
| Municípios de Portugal |
|
Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa do distrito do Porto, Região Norte e sub-região do Grande Porto. Situada numa planície costeira arenosa, a sul do Cabo de Santo André, a meio caminho entre os rios Minho e Douro, é povoada por 42 396 h (2006) na área urbana, num total de 66 216 h (2006). Embora a porção urbanizada esteja alargada, a sul, para Vila do Conde, havendo uns 100 000 habitantes na aglomeração urbana.
As primeiras populações fixaram-se no seu território entre quatro a seis mil anos atrás. Por volta de 900 a.C., a instabilidade na região levou à fundação de uma cidade fortificada. O mar sempre teve primazia na sua cultura e economia, primitivamente através do comércio marítimo, depois com a pesca, levando a que adquirisse um foral em 1308 e, consequentemente, tornou-se no principal porto de pesca do Norte de Portugal em pleno século XVIII.[1] Desde os finais do século XIX, devido aos seus extensos areais, tornou-se numa das áreas principais turísticas da região.[2][1]
A Póvoa de Varzim é uma das poucas zonas de jogo legal em Portugal e possuiu industrias têxtil e alimentar significativas.[1] A cidade desfruta de uma cozinha piscatória rica e mantém tradições antigas, tais como siglas poveiras ou masseiras.
Índice |
[editar] História
Achados de ferramentas de pedra acheulenses sugerem que a Póvoa de Varzim é habitada desde o Paleolítico Inferior, por volta de 200 000 a.C. Os primeiros grupos de pastores instalaram-se em todo o litoral da Póvoa de Varzim por volta do IV milénio e os inícios do II milénio a.C. Os seus mortos eram depositados em mamoas, que são os monumentos mais antigos encontrados no município.[3]
As pilhagens generalizadas por tribos rivais, levaram a que as populações residentes na planície litoral da Póvoa de Varzim erguessem um povoado fortificado no cume do monte mais próximo do mar. Assim nasceu a Cividade de Terroso que se foi desenvolvendo para se tornar num dos principais povoados da cultura castreja.[4] No seu apogeu, a Cividade teria perto de 12 000 metros quadrados e nela habitavam várias centenas de pessoas. Esta manteve relações comerciais com as civilizações do Mediterrâneo, principalmente durante o domínio cartaginês do sudeste da Península Ibérica.[3]
Durante as guerras púnicas, os Romanos tomaram conhecimento da riqueza da região castreja em depósitos de ouro e estanho. Viriato, que liderava as hostes lusitanas, impediu o crescimento da República Romana para o Norte do rio Douro. No entanto, o seu assassinato em 138 a.C. abriu caminho para as legiões romanas. Durante os dois anos seguintes, Decimus Junus Brutus avançou pela região castreja, esmagou os exércitos castrejos e tomou a Cividade de Terroso deixando-a em ruínas e cinzas.[3]
A região foi incorporada no Império Romano e totalmente pacificada durante o domínio de César Augusto. O povo castrejo regressou à vida na planície costeira, onde foi criada Villa Euracini, provavelmente por uma família romana homónima.[5] A actividade piscatória desenvolveu-se com a cetariæ, um complexo fabril romano de salga e transformação de pescado, principalmente para a produção de garum, um condimento e afrodisíaco romano à base de molho de peixe.
Com a queda do Império Romano, povoações de origem sueva fixaram-se na região. A partir do século IX, pescadores Viking provenientes da Bretanha criaram uma colónia pacífica em Villa Euracini.[6] No século seguinte, dão-se as invasões normandas por todo o noroeste peninsular. Villa Euracini aparece pela primeira vez documentada como vila portuguesa em 26 de Março de 953, durante o domínio da Condessa Mumadona Dias na Era do primeiro Condado Portucalense.[7]Durante a Idade Média, o nome Euracini modificou-se para Uracini, Vracini, Veracini, Verazini, Verazim e, eventualmente, Varazim.[5]
A riqueza do mar de Varazim atraiu fidalgos e cavaleiros. A parte Norte pertencia à Ordem dos Hospitalários, chamava-se, por isso, Varazim dos Cavaleiros. A parte sul de Varazim, terra reguengueira, tinha importância piscatória e agrária, e, por causa disso, existiam algumas confrontações pelas rendas derivadas da pesca.[8]
Em 1308, o rei D. Dinis passou uma carta de foral, doando o reguengo aos 54 casais de Varazim; estes teriam que fundar um tipo de vila medieval conhecido como Póvoa. Em 1312, D. Dinis doou a vila ao seu filho bastardo Afonso Sanches, senhor de Albuquerque, e este incluiu-a no património do convento de Santa Clara, que acabara de fundar em Vila do Conde.[9] Em 1514, no quadro da reforma dos forais, o rei D. Manuel I concedeu um novo foral à Villa da Povoa de Varzim. A vila ganhou uma casa do concelho, praça pública e pelourinho, e envolveu-se nos descobrimentos portugueses.[7]
No século XVII, o negócio da salga de peixe desenvolveu-se bastante, o que leva a que, um século depois, a Póvoa se transforme na maior praça de pescado do norte do país, abastecendo até mesmo as províncias do interior com um batalhão de almocreves. Como resultado, os poveiros ficaram reconhecidos na região como "o povo que mais trabalhava e melhor conhecia o mar".[8] A comunidade floresceu; levando a que seja feita uma provisão régia por D. Maria I, encarregando o Corregedor Francisco de Almada e Mendonça de reestruturar a urbanização da vila que, tornando-a atractiva, lançou um novo potencial de negócio — os banhos de mar.[7]
No século XIX, a vila popularizou-se como um destino de Verão e talassoterapia para as classes abastadas das regiões do Porto e do Minho, devido às suas largas praias e o desenvolvimento do lazer e do jogo privado. No final do século contavam-se 17 casinos, normalmente nas portas traseiras de cafés populares.[10] A 27 de Fevereiro de 1892, uma tragédia devastou a comunidade. Sete lanchas poveiras naufragaram, morrendo 105 pescadores no meio de um temporal, ao largo da praia.[11]
O desenvolvimento das indústrias têxtil, alimentar e turística; a ligação ferroviária ao Porto em 1875; e a sua transformação no destino de férias mais popular do Norte de Portugal, levaram a um grande desenvolvimento entre os anos 30 e 60, o que resultou na atribuição do estatuto de cidade em 16 de Junho de 1973, através do decreto 310/73.[12]
Na época contemporânea, a milenar indústria pesqueira acabou por perder muita da sua importância. A Póvoa de Varzim é essencialmente uma cidade de serviços, mas ao contrário de outras zonas peri-urbanas do Grande Porto, não se constituiu como uma cidade-dormitório satélite.[13] De facto, desenvolveu-se e cresceu independentemente, sendo um dos pólos da região Norte, tomou uma feição cosmopolita e serve de centralidade para as localidades vizinhas.[10]
[editar] Geografia
Ocupando uma área de 82,1 km², a Póvoa de Varzim localiza-se entre os rios Cávado e Ave, ou, de uma forma mais abrangente, a meio caminho entre os rios Minho e Douro, na costa norte de Portugal — a Costa Verde. O município acha-se limitado a Norte pelo concelho de Esposende, a Nordeste por Barcelos, a Leste pelo de Vila Nova de Famalicão e a Sul por Vila do Conde. A poente, tem costa no oceano Atlântico.[14]
Vagueando pela costa destaca-se o cabo de Santo André que é, possivelmente, o Promontório Avarus referido por Ptolomeu, geógrafo da Grécia Antiga, no território dos Callaici. As arribas rochosas, comuns desde a foz do Rio Minho, desaparecem na Póvoa de Varzim dando lugar a uma planície litoral e enseadas. A planície é originada a partir de uma antiga plataforma marítima que confere um solo arenoso à terra litoral varzinense, formando-se dunas, principalmente no Norte de Aguçadoura.[15]
Na paisagem sobressaem o monte de São Félix (202 metros) e o monte da Cividade (155 m). Apesar da pouca elevação, a predominância da planície faz com que estas elevações sejam pontos de referência evidentes no horizonte. A cadeia montanhosa chamada serra de Rates divide o concelho em duas áreas distintas: a planície litoral dá lugar aos montes, onde as florestas tornam-se mais abundantes e o solo tem menor influência marinha. Nesta paisagem dominada pela planície e colinas de pouca altitude e de declives bastante suaves, apenas a encosta da Corga da Soalheira (150 m), na faixa interior, adquire alguma relevância.[15]
A hidrografia do município é muito pouco expressiva em termos de grandes caudais, mas compreende numerosos pequenos cursos de água devido ao relevo da planície litoral. Alguns destes cursos de água são permanentes, sendo o rio Este, um afluente do rio Ave, o maior. O rio do Esteiro nasce na base do monte da Cividade e desagua na praia de Aver-o-Mar e o rio Alto nasce no sopé do Monte de São Félix e atinge o Atlântico na praia do Rio Alto. A terra é bem irrigada, sendo muito comum o aparecimento de fontes e poços, dado que, muitas vezes, o lençol freático está próximo à superfície.[3]
As manchas florestais sofrem de uma forte pressão demográfica e da agricultura intensiva. A cobertura florestal é ainda relevante nas paróquias que abraçam a Serra de Rates, cuja flora se distingue pelas carvalheiras, azevinho e carquejeiras. No século XVIII, os monges de Tibães procederam ao plantio de pinhais, que caracterizam a freguesia da Estela. No passado predominava a floresta atlântica, com árvores de médio e grande porte, tais como carvalhos, freixos, aveleiras, medronheiros, azinheiras e amieiros.[3] Os penedos ao longo de toda a costa, que dividem os extensos areais, são verdadeiros viveiros de moluscos, peixes e algas. Os penedos e as dunas são ecossistemas que possuem uma riqueza ecológica importante, mas ameaçados por veraneantes, desportos nas dunas e construções costeiras.[16]
[editar] Clima
O clima poveiro é classificado como mediterrânico (Csb pela classificação climática de Köppen) suavizado pelas brisas oceânicas, com verões amenos e invernos suaves.[17] As temperaturas médias oscilam entre os 12,5 e os 15 graus. A cidade possuiu um microclima e é considerada a região menos sujeita a geadas em todo o Norte de Portugal, com quedas de neve extremamente raras, devido aos ventos de Inverno que, normalmente, sopram de Sul e Sudoeste.[3]
Ventos do Norte levantam-se, normalmente, no Verão depois do meio-dia e são designados de Nortadas. [3] Esporadicamente, durante o verão seco, uma massa de ar quente e húmido , trazida pelos ventos marítimos do Sul e Oeste, criam o nevoeiro característico da cidade, que cobre apenas a costa, dissipando-se normalmente com o sol da tarde.[18] A precipitação varia entre os 1200 e os 1400 mm anuais.[3]
[editar] Morfologia urbana
Localizada na planície litoral e aprisionada entre o mar e a serra, a cidade da Póvoa de Varzim é constituída por onze Partes, que são áreas significativas da cidade com diferenciação popular e topológica. Estes bairros são, por sua vez, parte de três estruturas administrativas formais conhecidas como freguesias: freguesia da Póvoa de Varzim, Aver-o-Mar e Argivai.[19][10] Pelo sul, existe uma continuidade urbana com Vila do Conde, para onde a cidade cresceu no passado.[20]
A cidade desenvolveu-se do interior para o litoral a partir do núcleo do Bairro da Matriz, onde ainda restam as ruelas estreitas e tortuosas da Póvoa primitiva do século XIV. Ainda hoje de caracter unifamiliar, encontram-se no bairro construções antigas tais como a casa seiscentista em frente à Igreja Matriz, os antigos Paços do Concelho (século XVII) e os oitocentistas Solar dos Carneiros, Casa do Capitão Leite Ferreira, Casa dos Limas e a Casa Coentrão. A população de pescadores foi concentrada junto à costa sul, em volta da Enseada da Póvoa, e já no século XVIII o Bairro Sul, sector piscatório com ruas estreitas paralelas à costa, encontrava-se razoavelmente desenvolvido.[10]
Na margem norte, encontra-se o Bairro Norte, o sector balnear, e tal como o Bairro Sul caracteriza-se pelas ruas paralelas à costa, mas devido ao seu carácter tornou-se bastante urbanizado e o mais populoso.[10] Contíguo a esta área encontra-se o Agro-Velho, também conhecido como Nova Póvoa, a zona da cidade que possui os edifícios mais altos, sendo o maior o Edifício Nova Póvoa, de 29 pisos e 85 metros de altura, construído na década de 1970 e ainda hoje um dos dez edifícios mais altos de Portugal. Muito próximo encontram-se Barreiros e Parque da Cidade, partes da cidade de planeamento mais recente.[10]
O Centro é dominado pelo sector dos serviços e pelas movimentadas ruas de comércio tradicional da Junqueira e Avenida Mousinho de Albuquerque. Nesta última concentram-se vários serviços públicos e privados, enquanto que a Praça do Almada, o coração da urbe, é ladeada pelo edifício da Câmara Municipal, departamentos municipais, bancos e outros serviços. No meio da praça, a poente, o Pelourinho manuelino da Póvoa de Varzim, ergido em 1514, é monumento nacional e representa a emancipação municipal da Póvoa de Varzim.
No interior da cidade, a Giesteira, de feição rural, originou-se a partir da antiga aldeia da Giesteira que com Argivai constituía outrora o núcleo principal do povoamento antes do século XIV, cujos lavradores participaram na instalação da "póvoa" no litoral. A freguesia de Argivai é dividida ao meio pelo Aqueduto de Santa Clara, um notável aqueduto românico, monumento nacional, que foi construído entre 1626 e 1714. Ainda no interior, os núcleos residenciais da Mariadeira, Regufe, Penalves e Gândara têm desenvolvimento modesto, diferentes topologias e pequenas centralidades, apesar de serem lugares antigos.[21][10] O Bairro de Regufe tem como símbolo o Farol de Regufe, exemplar da arte do ferro do século XIX.
Dos vários edifícios religiosos sobressaem a barroca Igreja Matriz e as seis capelas e Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Bairro da Matriz e a piscatória Igreja da Lapa, em estilo barroco, no Bairro Sul.
[editar] Praias e parques
A Póvoa de Varzim possui 12 km ininterruptos de praias de areia dourada, formando enseadas divididas por rochedos, afamadas por serem águas ricas em iodo. A maioria das praias da cidade são orientadas para a família tais como a Redonda, Salgueira e Lagoa e durante o período estival podem receber multidões, enquanto que aquelas mais afastadas do coração da cidade, como Santo André, têm um ambiente mais recatado. A Salgueira e a Aguçadoura são praias de surf, enquanto que a Verde e a do Quião são praias de encontros. Localizada perto de um parque de campismo, a praia do Rio Alto é frequentemente escolhida por naturistas dado o acesso dificil e a privacidade oferecida pelas dunas de areia.[22]
O Parque da Cidade, encontra-se em construção, e quando concluído possuirá 80 hectares, desde a auto-estrada A28 até à lagoa da Pedreira contemplando áreas densamente arborizadas, clareiras, montes artificiais e um novo lago. Severamente danificado pela construção de auto-estradas, o bosque do Anjo deverá futuramente possuir uma área "verde urbana" de acesso com 5,2 hectares.[16][10]
[editar] Área rural e suburbana
O anel verde da Póvoa de Varzim é composto pelas freguesias de Aguçadoura, Amorim, Balasar, Beiriz, Estela, Laundos, Navais, Rates e Terroso. Nestas freguesias, para além das povoações principais, existem pequenas aldeias, nomeadamente: Além, Fontainhas, Gandra, Gestrins, Gresufes, Passô, Sejães e Têso.
A área rural da Póvoa de Varzim, terra envolta em lendas e história ancestral, é onde se localizam os montes da Póvoa, o Cividade e o São Félix, em Terroso e Laundos, respectivamente. No primeiro monte, localiza-se a tri-milenar Cividade de Terroso, uma das principais urbes da cultura castreja, e no segundo viveria São Félix na Idade Média.[23] Outrora, a população atribuíção lendas, virtudes mágicas e efeitos terrapêuticos a variadas fontes. Fontes terapêuticas relacionadas com São Pedro de Rates localizam-se nas freguesias de Rates e Balazar. Em Navais, a Fonte da Moura Encantada estava associada a Moura - uma divindade pagã feminina da água, guardiã de tesouros encantados.[24]
Rates é uma pequena vila histórica que se desenvolveu em volta de um mosteiro fundado em 1100 por Henrique da Borgonha, conde de Portucale, por cima de um templo mais antigo, com evidências estruturais da época da romanização; ganhou importância devido à lenda de São Pedro de Rates, primeiro bispo de Braga, tornando-se num local central no Caminho Português de Santiago.[25] O milenar mosteiro, conhecido como Igreja de São Pedro de Rates, é um dos principais monumentos românicos em Portugal e encontra-se classificado como monumento nacional.
Próxima de Rates, a freguesia de Balasar ganhou importância religiosa no século XX ao se tornar lugar de peregrinação devido a Alexandrina, falecida em 1955, a qual ganhou fama de santa,[26] beatificada pelo Papa João Paulo II.[27]
As freguesias de Beiriz e Amorim são áreas de transição entre o ambiente urbano e rural dado serem contíguas à cidade. Beiriz é célebre pelos tapetes de Beiriz e Amorim é popular no município pela sua broa típica comida quente — a Broa de Amorim. Navais localiza-se nas terras arenosas do norte do município, a par das freguesias da Estela e Aguçadoura. A Estela é área recretativa e, com Aguçadoura, abastece os mercados metropolitanos de produtos hortícolas.[28]
[editar] Demografia
|
|
|
Um habitante da Póvoa de Varzim é conhecido por Poveiro. De acordo com o Censo de 2001, existiam 63 470 habitantes nesse ano, sendo que 38 848 (61,2%) dos quais viviam na cidade. O número sobe para 100 000 quando se considera áreas-satélite envolventes,[10] tornando-a na sétima maior área urbana independente em Portugal, dentro de uma aglomeração policêntrica de cerca de três milhões de pessoas.[29]
A área urbana tem uma densidade populacional de 3035 hab./km², enquanto a rural e suburbana têm uma densidade de 355,5 hab./km². As áreas mais afastadas da cidade tendem a ser muito pouco povoadas, tornando-se mais densas quanto mais próximas desta. Durante o Verão a população residente atinge os 200 mil; este movimento sazonal proveniente de cidades vizinhas é motivado pela praia e 29,9% das casas tinham uso sazonal em 2001, o mais alto do Grande Porto.[13] A Póvoa de Varzim é a cidade mais jovem do Grande Porto, com uma taxa de natalidade de 13,665 e de mortalidade de 8,330.[30]
Inicialmente uma comunidade semito-normanda na qual o isolamento étnico era prática corrente, a Póvoa de Varzim de hoje é uma cidade cosmopolita, sendo notória a fixação de populações do Vale do Ave no litoral norte da cidade durante o século XX, e onde mais de cem nacionalidades diferentes fixaram residência, sendo os ucranianos, brasileiros, chineses, russos e angolanos as comunidades mais significativas.[31]
A população de todo o município cresceu apenas 1% entre 1981 e 1991, acelerando para 15,8% entre 1991 e 2001. Neste período, a população urbana cresceu 23%, com o número de famílias a aumentarem bastante, cerca de 44,5%. A qualidade de vida na cidade, tendo sido notada pelo semanário Expresso como o município mais desenvolvido no distrito do Porto e pelo O Primeiro de Janeiro como o "Município do Futuro" desse mesmo distrito, o desenvolvimento de infra-estruturas e os 15 minutos de distância que separam a cidade do Porto e Braga, tem levado à fixação de novos residentes, provenientes de cidades vizinhas, tais como Guimarães, Famalicão, Porto e Braga e à ascensão do sector imobiliário que poderá duplicar a população residente a médio prazo.[32]
Devido à prática da endogamia e ao sistema de castas, a comunidade piscatória da Póvoa manteve características étnicas próprias. Numa pesquisa publicada em «O poveiro» em 1908, o antropólogo Fonseca Cardoso considerou que um elemento antropológico dolicocéfalo, de nariz aquilino, era de origem semito-fenícia.[33] Dados antropológicos e culturais indicam a colonização de pescadores nórdicos durante a fase do repovoamento do litoral.[6] No livro The Races of Europe, os poveiros nativos eram relatados como sendo ligeiramente mais loiros que o comum, tendo caras largas de origem desconhecida e queixos robustos.[34] Por outro lado, a população do interior era agrícola e de carácter galego, português típico do norte, de menor estatura e de cabelo mais escuro. Outros povos que merecerão referência são o povo castrejo (de origem mista celta e pré-celta), romanos e suevos.
A emigração poveira ocorreu essencialmente durante os séculos XIX e XX. De notar que os poveiros tendiam a formar associações próprias nos países de acolhimento, existindo casas de poveiros no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Germiston na África do Sul e Toronto no Canadá. No Rio de Janeiro, a comunidade era conhecida por não querer pessoas de outras origens, inclusive portugueses nascidos em outras localidades, dentro da sua comunidade. Durante a emigração no século XX, muitos poveiros emigrados no Brasil regressaram, muitas vezes por recusarem perder a nacionalidade portuguesa.[35] Devido a movimentações nas classes piscatórias, as áreas piscatórias de Vila do Conde, Esposende e Matosinhos sofrem uma forte influência cultural poveira.
[editar] Etnografia
A expressão local Ala-Arriba! significa "força, para cima!", e era gritada quando se puxava um barco para terra por toda a comunidade, passando a ser vista como o lema da Póvoa de Varzim. Foi Leitão de Barros, com o filme "Ala-Arriba!", cinema do género drama-documental, que popularizou esta comunidade piscatória durante a década de 1940.[36]
A cultura poveira tem particularidades muito próprias. O herdeiro da família é o filho mais novo, tal como na na antiga Bretanha e Dinamarca, isto porque era esperado que ele tomasse conta de seus pais quando estes se tornassem idosos.[6] Também, e ao contrário do resto do país, é a mulher que governa a família, este matriarcado radica na ausência do homem que estava normalmente a pescar no mar.[37]
A população estava outrora dividida em diferentes "castas": os Lanchões (aqueles que possuíam barcos capazes para a pesca do alto mar, logo mais endinheirados), os Rasqueiros (a "burguesia" piscatória que usava redes "rasca" para pescar raia, lagosta e caranguejos) e os Sardinheiros ou Fanequeiros (os que possuíam pequenos barcos e apenas poderiam apanhar peixe de menor importância ao largo da costa) e, isolados deles, os lavradores (os agricultores). E, por norma, os grupos não se envolviam, os casamentos mistos eram proibidos devido ao isolacionismo dos pescadores.[38][36]
As siglas poveiras, com um número restrito de símbolos que eram combinados para formar marcas mais intrincadas, eram usadas como um sistema de comunicação visual rudimentar ou como brasão e marca familiar para assinalar pertences. Os vendedores usavam-nas também no seu livro de conta fiada; os pescadores aplicaram-nas em rituais religiosos esculpindo a sua marca em portas de capelas católicas perto de montes ou praias; na mesa da Igreja Matriz durante o casamento; e tinham ainda importância mágica, tal como a sigla São Selimão, que era vista como um símbolo protector.[39]
As siglas são herdadas e aos filhos era dada a mesma marca mas com um traço, chamado de pique. O filho mais novo, o herdeiro, não teria nenhum pique, herdando assim a marca-brasão.[40] As siglas são ainda hoje usadas, de forma cada vez mais ligeira, por algumas famílias; e estão, possivelmente, relacionadas com tradições viking.[39]
Dos objectos do quotidiano tradicional poveiro, destaca-se a Lancha Poveira, um barco que se desenvolveu a partir do Drakkar Viking, sem a popa e a ré pronunciadas, com vela mediterrânica. As camisolas poveiras são um traje local com motivos marítimos com o nome do dono bordado em sigla. Criadas com intenção festiva e decorativa, as camisolas foram traje comunitário até 1892, ano em que se deu uma fatalidade no mar, e assim deixou de ser usada como forma de luto, voltando a se popularizar no final da década de 1970. Hoje em dia, tem-se buscado formas para modernizar as camisolas poveiras por um lado e por outro manter os saberes tradicionais, tendo havido estilistas que as apresentaram em desfiles internacionais de moda. Outro artesanato típico são os tapetes de Beiriz que são tapetes rústicos nos quais o padrão do tapete pode ser também visto no lado inverso.[41]
Os ingredientes mais tradicionais da culinária local são os produtos hortícolas regionais e o peixe. O peixe para confeccionar os pratos tradicionais é dividido em duas categorias, o peixe "pobre" (sardinha, raia, cavala, cascarra e outros) e o peixe "fino" (tais como pescada, robalo, badejo e melo). O prato local mais famoso é a Pescada à Poveira, cujos ingredientes principais são, para além do peixe que dá o nome ao prato, batatas, ovos e um molho fervido de cebola e tomate. Outros pratos piscatórios incluem o arroz de sardinha, a caldeirada de peixe, lulas recheadas à poveiro, arroz de marisco e lagosta suada. Marisco com concha e iscas, pataniscas e bolinhos de bacalhau fritos são entradas populares de pratos. Outros pratos incluem a feijoada poveira feita com feijão branco e servida com arroz seco; e a francesinha poveira feita em pão cacete que surgiu em 1962 para consumo rápido pelos banhistas.[42]
[editar] Cultura e vida contemporânea
A Junqueira é a mais movimentada e tradicional rua de comércio do centro da cidade, bastante próxima a outras artérias comerciais: a Rua 31 de Janeiro e a Avenida Mousinho de Albuquerque. Pontilhada por botiques, a Junqueira é reconhecida pela joalharia; das quais a Ourivesaria Gomes é uma das mais requintadas e históricas do país.[43]
A calçada em volta do Passeio Alegre, pela Avenida dos Banhos e pela Avenida dos Descobrimentos, é usada por muitos locais e visitantes para passear junto às praias e descansar nas esplanadas da cidade. A zona em volta do Passeio Alegre é uma área de animação nocturna popular durante o Verão e fins-de-semana. Os jovens poveiros reúnem-se nos bares do largo, mas também de outros locais como o Carvalhido ou da Praia da Lagoa, antes de irem para as discotecas junto à praia, já de madrugada.
Ao longo da EN13, que cruza o interior da cidade, encontra-se a maior concentração de restaurantes. Alguns são bastante conhecidos devido a especialidades locais como o marisco, bacalhau, pescada à poveira, frango assado e francesinha. Os hotéis da Póvoa de Varzim encontram-se próximos à zona balnear; entre os quais o Grande Hotel edificado nos anos 30, hoje com a designação de Hotel Mercure, é um edifício modernista de grande impacto. No cume do Monte de São Félix, que para se subir a pé usam-se umas escadarias, existe um hotel e moinhos convertidos em residência turística com vista panorâmica sobre a cidade.
[editar] Entretenimento e artes do espectáculo
O Casino da Póvoa é uma referência no jogo e entretenimento no Norte desde a década de 1930, onde os jogos e espectáculos têm lugar durante todo o ano. Em 2006, era o segundo casino em lucros, com 54 milhões de euros e o terceiro mais popular com 1,2 milhões de clientes.[44] A Póvoa de Varzim já no século XIX possuía variadas salas de jogo das quais o Casino da Póvoa é herdeiro, tais como o Café Chinês, o Café David, o Café Suisso, o Café Universal e o Luso-Brasileiro. O Salão Chinês, vulgarmente conhecido por "Café Chinês", era o mais carismático e era famoso em todo o país devido à decoração extravagante e por possuir as melhores dançarinas.
A tradição teatral poveira, iniciada com o Cine-Teatro Garrett (1890), manifesta-se hoje no Auditório Municipal, prevendo-se a reabertura do antigo cine-teatro em 2009. É no Auditório Municipal que coexistem a Escola de Música e o Cineclube Octopus com exibições de cinema de qualidade. o Varazim Teatro é grupo cultural jovem de teatro amador que tem impulsionado a dramatologia local e A Filantrópica, criada em 1935, tem como missão a execução de actividades culturais e apoio à criação artística.[45] Encontros internacionais incluem o Festival de Vídeo Musical, conhecido como VIMUS e o Festival Internacional de Música, um evento erudito criado em 1978 cujas acções distribuem-se por várias valências do município.[46]
[editar] Museus
O Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim (1937) é um museu de vocação etnográfica marítima. Dos mais antigos museus etnográficos em Portugal e instalado num solar do século XVIII, destaca-se no acervo do museu a mostra "Siglas Poveiras" que mereceu o prémio "European Museum of The Year Award" de 1980. Contudo, possuiu também arte sacra da primitiva igreja matriz (século XVI), colecção de fianças (séculos XVI ao XIX) e peças arqueológicas como as inscrições romanas de Beiriz.[47]
Existem pequenos museus temáticos: o Núcleo Museológico da Igreja Românica de São Pedro de Rates que se dedica à divulgação da história, lenda e arte em redor da Igreja Românica de São Pedro de Rates e o Núcleo Arqueológico da Cividade de Terroso, que serve para apresentação da Cividade de Terroso.[48] Em 2008, a Câmara Municipal prevê abrir mais dois pequenos museus temáticos, o Farol de Regufe e a Casa do Pescador, esta última um retrato verdadeiro de como viviam outrora os pescadores locais.[49]
O Ecomuseu de Rates (8km) é um circuito histórico e rural, com várias estações começando na Praça com a Capela Senhor da Praça, o pelourinho e a antiga casa do concelho de Rates, seguindo por fontes ancestrais, moinhos, casas e caminhos rurais. O Arquivo Municipal foi planeado para todos aqueles que se interessam em traçar a sua árvore genealógica ou pesquisar os arquivos da cidade.[50]
[editar] Literatura
Relacionados com a Póvoa de Varzim encontram-se nomes da literatura portuguesa como Almeida Garrett, D. António da Costa, Ramalho Ortigão, João Penha, Oliveira Martins, António Nobre, Antero de Figueiredo, Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Alexandre Pinheiro Torres e Agustina Bessa-Luís.[51]
Camilo Castelo Branco, um dos famosos boémios da Póvoa, escreveu parte da sua obra no antigo Hotel Luso-Brazileiro. O Diana Bar, presentemente uma biblioteca pública de praia, foi ponto de encontro tradicional entre escritores durante os séculos XIX e XX. José Régio escreveu aí grande parte da sua obra.[52] Contudo, a cidade é normalmente lembrada como o local de nascimento de Eça de Queirós, um dos principais escritores em língua portuguesa e destacado romancista europeu.
Na época contemporânea, a cidade ganhou projecção literária internacional com as Correntes d'Escritas, um festival literário de escritores de línguas portuguesa e espanhola, que se reunem para uma variedade de apresentações e na entrega de prémio anual para a melhor obra lançada no último ano.[53]
[editar] Comunicação social
O primeiro jornal foi a Gazeta da Póvoa de Varzim, publicado entre 1870 e 1874, a que se seguiram o O Comércio da Póvoa de Varzim (1903), A Voz da Póvoa (1938) e o Póvoa Semanário, este último apareceu na década de 1990. O Póvoa Semanário'» e o A Voz da Póvoa competem entre si e dedicam-se, exclusivamente, à informação local e possuem edições electrónicas.
A primeira estação de TV local, Norte Litoral TV - Televisão Oficial da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, que reune vários jornalistas das rádios locais de ambas as localidades conurbadas, iniciou as emissões regulares durante o mês de Junho de 2008, começando pela Internet em nortelitoral.tv, com uma programação que assenta na informação local com um telejornal diário - o Jornal Litoral um magazine semanal com o que aconteceu durante a semana, o restante da grelha é preenchida com programas de conteúdo local ou regional nos campos da cultura, desporto e infanto-juvenis.
As estações de rádio local Rádio Mar (89.0) e a Rádio Onda Viva (96.1) emitem em FM e pela Internet. A programação diária das estações de rádio inclui notícias e desporto de âmbito local. A Rádio Onda Viva emite diariamente programação em chinês Mandarim direccionada para a comunidade chinesa. A Rádio Mar e o jornal Póvoa Semanário pertencem ao mesmo grupo, e a mesma empresa fornece ainda serviços informativos às cidades vizinhas de Vila do Conde e Esposende.
[editar] Desporto
A cidade da Póvoa de Varzim desenvolveu um conjunto de estruturas desportivas (esportivas). Assim, tem incentivado à realização de eventos desportivos e a que 38% da população pratique desporto, um valor superior à média nacional.
O desporto mais popular é o futebol. O Estádio Municipal e os campos sintéticos do parque da cidade são hoje o palco maior do campeonato inter-freguesias da Póvoa de Varzim onde os seus 19 clubes de futebol popular competem: Aguçadoura, Amorim, Argivai, Averomar, Balasar, Barreiros, Beiriz, Belém, Estela, Juve Norte, Laundos, Leões da Lapa, Mariadeira, Matriz, Navais, Rates, Regufe, Terroso e Unidos ao Varzim.[54] O Varzim Sport Club é o principal clube de futebol do município e joga no seu próprio estádio adjacente à praia; em 2006 jogava na Liga de Honra, mas por várias vezes atingiu a primeira liga.
A natação é o segundo desporto mais comum; praticado na escola ou nos dois complexos de piscinas junto à praia. O Meeting Internacional da Póvoa de Varzim, em piscina de longo curso, é umas provas europeias de Inverno que serve de avaliação para os mundiais em natação pura.[55] O encontro realiza-se no complexo de piscinas municipais pertencente à Varzim Lazer, uma empresa municipal que gere outros equipamentos desportivos que se encontram no norte da cidade: a Academia de Ténis, a Praça de Touros e o Pavilhão Municipal. O segundo é propriedade do Clube Desportivo da Póvoa, um clube que se evidencia, na cidade, pela porção de praticantes em vários desportos: Hóquei em patins, voleibol, basquetebol, automobilismo e atletismo. Nesta última modalidade, o Grande Prémio de São Pedro é uma prova do Calendário Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo que se disputa no Verão pelas ruas da cidade,[56] o Grande Prémio da Marginal, pela marginal da área urbana conjunta da Póvoa de Varzim e Vila do Conde realizou-se pela primeira vez em Maio de 2007. Por último, a Meia maratona Cego do Maio, visa a promoção da cidade e deste desporto entre a população. Em ciclismo realiza-se anualmente a Clássica da Primavera no mês de Abril. Desde 2008, o concelho acolhe uma equipa de ciclismo profissional, a LA-MSS, sedeada no Póvoa Cycling Clube, criado no final de 2007. O director-desportivo é Manuel Zeferino, vencedor da Volta a Portugal 1981 e natural da freguesia de Nabais. Na modalidade mountain bike figuram as provas X BTT Cross Country Monte da Cividade e a Grande Maratona Cidade da Póvoa de Varzim. Não esquecendo o Clube de Andebol da Póvoa de Varzim(CAPV), que completou em Janeiro de 2008 cinco anos de existência. O clube tem-se destacado pela captação de jovens para a prática desportiva, contando com dois escalões de formação, Minis e Juvenis. O plantel sénior disputa a 1ª Divisão da Associação de Andebol do Porto, e conta com alguns nomes como Artur Túlio, Ricardo Santos, João Lacá e o guarda redes António Marafona. A marina da Póvoa perto do porto marítimo oferece várias actividades desportivas desenvolvidas pelo Clube Naval Povoense, em especial a vela, a pesca desportiva, bodyboard e surf. Uma das regatas organizadas pelo clube é o Troféu Costa Verde, que liga as cidades da Póvoa de Varzim e Viana do Castelo. A Marina da Póvoa é abrigada e é uma paragem para as embarcações de recreio que estejam a explorar a costa ocidental ibérica. Junto ao Monte de São Félix, o Campo de Tiro de Rates é considerado um dos melhores em Portugal e na Europa, tendo um grande prestígio entre os praticantes nacionais. Existe também um Campo de Golfe do género Links e pista de galgos na Estela. A Monumental Praça de Touros da Póvoa de Varzim é a única praça de touros em actividade no Norte de Portugal. As corridas mais marcantes desta praça são a Grande Corrida TV Norte com tauromaquia de tradição portuguesa no final de Julho e a tradicional Garraiada da Queima das Fitas do Porto com uma corrida alegre e inofensiva entre jovens touros e estudantes universitários no começo de Maio.
[editar] Festividades
Existem várias celebrações religiosas ou populares. O feriado municipal é no dia 29 de Junho, dia de São Pedro, o santo pescador. Por esta altura, os bairros são ornamentados; e, na noite de 28 para 29 de Junho, a população reúne-se em festa, dançando e comendo à luz das fogueiras. Os bairros tradicionais competem entre si nas «rusgas» e na criação dos tronos de São Pedro.[57] Durante as festividades, a população comporta-se tal como os apoiantes dos clubes de futebol, e por vezes os mais fanáticos se exaltam na defesa do seu bairro de afeição, mas por norma a competição é salutar, formando uma rusga final conjunta representando a cidade. Famílias, que emigraram para os Estados Unidos e outros países, regressam à Póvoa apenas pela exaltação e o sentimento de comunidade presentes nesta festa.
A Segunda-feira depois da Páscoa é tida como o «segundo» feriado municipal. Os poveiros trabalham na Sexta-feira Santa (feriado nacional) para terem a Segunda-feira livre para fazerem um piquenique familiar em conjunto com outras famílias nas bouças — o Dia do Anjo. Empresas sediadas na Póvoa de Varzim seguem esta tradição e estão em funcionamento na Sexta-feira Santa de modo a poderem encerrar na segunda-feira.
Em 15 de Agosto realiza-se a Festa de Nossa Senhora da Assunção, uma das maiores deste género em Portugal, cujo ponto mais alto da procissão acontece em frente ao porto de pesca – nessa altura centenas de foguetes são lançados de barcos engalanados.[58] Na última quinzena de Setembro, por altura dos festejos da Nossa Senhora das Dores, decorre a centenária e típica Feira da Louça da Senhora das Dores, com diversas tendas, instaladas no largo junto à Igreja da Senhora das Dores, que comercializam louça diversa, em especial louça tradicional portuguesa.[59]
O monte de São Félix é um ponto de referência dos pescadores no mar e de culto antigo. No último Domingo de Maio, a Romaria da Senhora da Saúde percorre uma distância de 7 quilómetros entre a Igreja Matriz e a Capela da Nossa Senhora da Saúde, no sopé do Monte de São Félix. Junto ao cabo de Santo André, existe uma formação rochosa chamada Penedo do Santo, que tem uma marca que os pescadores acreditam ser uma pegada do próprio Santo André. Eles acreditam ainda que este santo é o barqueiro das almas e que liberta as almas daqueles que se afogam no mar, indo pescá-las ao fundo do oceano depois de um naufrágio. A festa de Santo André acontece na madrugada do último dia de Novembro, em que grupos de pessoas, envolvidos em mantos pretos e segurando lampiões, vão até à capela pela praia.
[editar] Vida económica
A economia da Póvoa de Varzim é dirigida pelo turismo (nomeadamente o jogo, hotéis e restaurantes), indústria têxtil, construção, pesca e agricultura. Durante o censo de 2001, 1770 empresas tinham sede na Póvoa de Varzim, das quais 2,82% eram do sector primário, 33,73% do secundário e 63,45% do terciário. Apesar do seu peso no comércio internacional do Grande Porto ser fraco, em 2004 representava 1,1% das saídas e 0,9% das entradas, a taxa de cobertura das chegadas em relação às saídas ultrapassava os cem por cento.[30] A taxa de actividade cresceu de 48% para 51,1% entre 1991 e 2001,[10] mas 3353 cidadãos encontravam-se desempregados em Junho de 2006.[60]
O facto de ser uma cidade banhada pelo oceano Atlântico moldou a economia da Póvoa de Varzim: a indústria piscatória, quer através do pescado que chega diariamente ao porto de Pesca da Póvoa de Varzim para o fabrico de conservas e para venda no mercado de pesca da cidade, a agricultura nas dunas, a apanha de sargaço para fertilizar os campos e o turismo são o resultado da sua geografia. O turismo e a indústria derivada são bem mais relevantes na economia poveira dos dias de hoje, dado que a pesca e a sua indústria têm perdido muita importância. No entanto, o valor médio do peixe descarregado no seu porto de pesca, em 2004, era quase três vezes superior ao do porto de Matosinhos e significativamente superior em termos de capacidade média dos barcos. A sua produtividade pesqueira era também comparativamente superior que a média nacional.[30]
A auto-sustentabilidade energética com recurso a energia renovável está prevista com a instalação do primeiro parque mundial de aproveitamento da energia das ondas, o «Okeanós». Este parque, que consiste de três mecanismos Pelamis, estão a ser instalados a norte da cidade.[61] Na primeira fase (em 2007), o parque irá produzir 2,25 megawatts, energia suficiente para 1500 casas. Em 2008, espera-se que o Okeanós se torne numa central constituída por 28 máquinas capazes de produzir 24 MW, suficiente para abastecer 250 mil habitantes, dez por cento dessa energia irá reverter a favor do município.[62]
A indústria tem ainda um peso considerável na população empregada, sobretudo nos têxteis, apresentando baixa produtividade e baixos rendimentos. Esta indústria está fixada fora da cidade em Beiriz, Balasar e Rates. Há ainda a referir a indústria artesanal de mantas de Terroso e Laundos, a cordoaria e a indústria da madeira em Rates. As zonas industriais, Parque Industrial de Laundos e Zona Industrial de Amorim, encontram-se articuladas com a auto-estrada A28.[63]
Apesar da sua escassa dimensão, o concelho é mesmo um dos principais centros alimentares que abastece o Grande Porto e é parte da antiga região vinícola do Vinho Verde. A população costeira desenvolveu os campos masseira. A técnica masseira aumenta a rentabilidade agrícola usando grandes depressões rectangulares escavadas nas dunas, com a areia retirada amontoada em bancos que circundam a depressão. São cultivadas vinhas nos bancos a Sul, Este e Oeste, e árvores e arbustos na inclinação Norte agindo como quebra-ventos contra a Nortada que é o vento dominante na região. São cultivados produtos hortícolas na depressão central, sendo necessárias grandes quantidades de água doce e sargaço para fertilização para que o que é cultivado medre.[64] A produção é ainda especializada na horticultura, mas a maioria das masseiras foram substituídas por estufas. Por outro lado, a região interior dedica-se à produção de leite. O Centro Empresarial da Agros (parte da Lactogal, a maior produtora de leite e derivados em Portugal), em construção, será a sede da empresa e incluirá vários departamentos tais como parque de exposições e laboratórios, tornando-se assim no maior projecto agrícola em curso no Norte de Portugal.[65] Para além da Agros, sobressaem a multinacional do sector da construção MonteAdriano e a Jointventure Royal Lankhorst Euronet e Quintas & Quintas.
[editar] Administração municipal
| Freguesias da Póvoa de Varzim | |
O município da Póvoa de Varzim é administrado por uma Câmara Municipal composta por nove vereadores. Existe uma Assembleia Municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 39 deputados, doze dos quais são presidentes das juntas de freguesia.
Depois das eleições autárquicas de 2005, seis vereadores são do Partido Social Democrata e os restantes três do Partido Socialista. O presidente da Câmara da Póvoa de Varzim é Macedo Vieira, pelo PSD, que foi reconduzido para o cargo com 54,21% dos votos. A maioria das cadeiras da assembleia municipal e das juntas de freguesias são também dominadas pelo PSD. Desde as primeiras eleições livres com o fim do período do Estado Novo, que apenas partidos de direita dominam o município, a câmara foi governada pelo CDS entre 1976 e 1989 e desde então pelo PSD. O CDS viu a sua popularidade ter um declínio abrupto em 1997, passando desde esta altura a ser a terceira força política. Pelo contrário, o PSD conheceu nesse mesmo ano a sua primeira maioria absoluta com 62,4% dos votos.
A Póvoa de Varzim é a área urbana mais a norte a integrar a Área Metropolitana do Porto, estando a cerca de 27 quilómetros do centro do Porto. Para além de estar incluída na metrópole nortenha, a Póvoa de Varzim faz também parte da Associação de Municípios do Vale do Ave. No contexto europeu, a Póvoa de Varzim está geminada desde 1986 com a cidade de Montgeron em França, desde 1998 com Eschborn na Alemanha e, desde 2001, com Żabbar em Malta. Pela sua acção neste campo recebeu as Estrelas D'Ouro das Geminações de Cidades de 1995 e 2005 pela Comissão Europeia.[66]
Entre 1308 e 1836, o concelho era constituído apenas pela sede, cujo território foi sendo dilatado de forma a se aproximar do que se acreditava ser o território de Villa Euracini.[21] Com a reforma administrativa do território em 1836, a Póvoa de Varzim anexou o concelho de Rates, recuperou as restantes terras da paróquia de Argivai, e adquiriu Balasar, Estela, Laundos, Navais, Terroso, Outeiro Maior, Parada, Rio Mau e Santagões. Em 1853, trocou as quatro últimas por Amorim e Beiriz com a vizinha Vila do Conde. As freguesias de Aver-o-Mar e Aguçadoura foram criadas no início do século XX através do desmembramento de Amorim e Navais, respectivamente. O lugar de Aver-o-Mar foi anexado, primitivamente, no século XVII devido a uma população crescente de pescadores-lavradores. Por outro lado, Caxinas e Poça da Barca, com populações piscatórias originárias da Póvoa de Varzim, continuam a ser administradas por Vila do Conde, apesar dos desejos centenários da Póvoa de Varzim para que sejam integradas no seu município.[67][68]
Não se conhece a origem do brasão da Póvoa de Varzim, mas tem certamente carácter e simbologia popular. O brasão é composto por um Sol de ouro e uma lua de prata; no centro uma cruz de ouro terminada por dois braços de âncora de prata, representando a segurança no mar. Por cima da cruz, um anel, do qual cai um rosário de ouro que se entrelaça nos braços da âncora, representando a fé e a protecção divina. O escudo é encabeçado por uma coroa mural composta por cinco torres de prata, em sinal do seu estatuto de cidade. A bandeira é partida de branco e azul. Entre 1939 e 1958, foi usado um brasão e uma bandeira que suscitaram polémica entre os poveiros; o escudo passava a ser de ouro, coberto por uma rede vermelha, e sobre esta figurava o mar, no qual vogava uma lancha de negro com uma bandeira plana de vermelho. A população não aceitou esta nova simbologia e anos mais tarde a antiga seria restaurada.
[editar] Educação
|
|
|
A Póvoa de Varzim tem escolas públicas, paroquiais e independentes espalhadas pela cidade e áreas rurais. A educação pública no município é providenciada por cinco agrupamentos verticais: Flávio Gonçalves, Cego do Maio, Aver-o-Mar, Campo Aberto e Rates. Estes agrupamentos reúnem jardins-de-infância e escolas até ao nono ano de diferentes espaços do concelho e são encabeçados pelas escolas Escolas de Educação Básica do 2.º e 3.°Ciclo que deram o nome aos respectivos agrupamentos.[69] As escolas privadas na Póvoa de Varzim são primariamente geridas por paróquias ou católicos, mas o Grande Colégio da Póvoa de Varzim na área urbana e a Escola Agrícola Campo Verde são escolas independentes eminentes, para além do MAPADI que é um grande complexo para crianças com o síndroma de Down. O Colégio do Sagrado Coração de Jesus, onde estudou Agustina Bessa-Luís e as meninas da classe alta piscatória, irá reabrir no ano lectivo de 2007-2008 tendo como objectivo ser uma escola católica de topo.
As escolas secundárias (do 10.º ao 12.º ano) estão situadas no centro da cidade, são elas a Escola Secundária Eça de Queirós e a Escola Secundária Rocha Peixoto. O Colégio de Amorim é uma escola independente na freguesia de Amorim que também oferece educação a nível secundário. A Eça de Queirós foi um liceu criado em 1904 e que ainda mantém a sua vocação humanista e a Rocha Peixoto era uma antiga escola industrial e comercial criada em 1924.
O Instituto Politécnico do Porto mantém entre a Póvoa de Varzim e Vila do Conde a Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG), o qual antigamente se encontrava dividido em dois pólos (um em cada cidade), mas que acabou por ser reunido numa única escola nova, por cima da fronteira entre as duas cidades. Um pouco mais de um quarto da população já tem habilitações a nível secundário ou superior. O nível de analfabetismo na Póvoa de Varzim reduziu-se entre 1991 e 2001 de 7 para 5 por cento.
[editar] Infraestrutura
[editar] Transportes
A Póvoa de Varzim é servida por uma rede de transportes que emprega vias marítimas, terrestres e aéreas. A infraestrutura terrestre de acesso é composta por auto-estradas, o sistema de estradas nacionais e rede de metropolitano ligeiro. Estas infraestruturas e os terminais aeroporto, central de camionagem, marina e porto marítimo são utilizados diariamente por milhares de pessoas para aceder à cidade.
Situado a apenas 18 km do centro da cidade, o Aeroporto Internacional Sá Carneiro (OPO) é um dos principais aeroportos internacionais no país e serve todo o Grande Porto. O Aeródromo da Póvoa de Varzim, oficializado como S. Miguel de Laundos, é uma pista de 270 metros de comprimento para ultraleves e outros aviões de pequeno porte.[70]
A linha B do Metro do Porto liga a Póvoa de Varzim à cidade do Porto e ao aeroporto em dois tipos de serviços, o normal e o "expresso".[71] A linha opera numa antiga ferrovia que entrou em actividade em 1875 e foi desactivada em 2002 para dar lugar ao metro. O caminho-de-ferro foi expandido e chegou a Famalicão em 1881, tendo sido desactivado em 1995 e plasneia-se a adaptação do canal para ciclovia.[72] Os carros americanos apareceram em 1874 e permaneceram nas ruas da cidade até aos primeiros anos do século XX.
O transporte público dentro da cidade da Póvoa de Varzim é gerido predominantemente pelas transportadoras Litoral Norte e Linhares. A Central de Camionagem da Póvoa de Varzim é um término de camionetas e autocarros (ônibus) que providenciam transporte na região circundante, nomeadamente na zona rural do município, Porto, região do Minho e Galiza em Espanha.
A cidade é ligada por estrada num eixo Norte-Sul desde Valença até ao Porto pela auto-estrada A28. É também atingida pelas auto-estradas A7 e pela A11 num eixo Este-Oeste, através do Sul e Norte da cidade, nessa ordem, e ambas cruzam a A28. Apesar de terem perdido utilidade como vias para médias e longas distâncias, as Estradas Nacionais adquiriram interesse municipal: a EN13, que corta a cidade a meio no sentido Norte-Sul, é usada pelos automobilistas provenientes das freguesias a norte e da cidade de Vila do Conde, a sul, para aceder ao centro da cidade. A EN205 e a EN206 são utilizadas pelos viajantes provenientes do interior do concelho.
A malha viária tradicional da cidade, composta por vias de ligação paralelas em direcção ao mar, pode ser vista pela importância que as seguintes vias possuem: Avenida do Mar, Avenida Vasco da Gama, Avenida Mouzinho de Albuquerque e Avenida Santos Graça. A Avenida dos Descobrimentos e a Avenida dos Banhos, por outro lado, correm paralelas à costa. O crescimento da cidade para o interior e para norte do município fez com que a organização anelar ganhasse importância através da configuração da Avenida 25 de Abril, uma via de cintura urbana.
[editar] Sistemas de saúde
A primeira estrutura de cuidados de saúde, a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim, abriu em 1756. Os hospitais da cidade são o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e Vila do Conde (público) e o Hospital Clipóvoa (privado). O hospital público sofre de carências em termos de espaços de qualidade. Devido a isso, planeia-se a edificação de um hospital moderno para servir as populações dos dois concelhos, que será edificado na fronteira entre as duas cidades.
O Centro de Saúde da Póvoa de Varzim é uma estrutura pública de cuidados primários de saúde no centro da cidade com seis extensões dispersas pelo município: Aguçadoura, Amorim, Aver-o-Mar, Centro de Diagnóstico Pneumológico da Póvoa, Pescadores e São Pedro de Rates.
[editar] Segurança
A Polícia Municipal da Póvoa de Varzim, uma das primeiras a surgir no país, é uma polícia administrativa que actua na área de circunscrição do município e dependente directamente do presidente da Câmara Municipal. A Polícia de Segurança Pública actua nas freguesias da cidade e a Guarda Nacional Republicana na extensa área rural.
A Escola Prática dos Serviços, a nascente da cidade junto à auto-estrada A28, é a sede nacional de instrução da administração militar, engloba o Batalhão de Administração Militar e no âmbito da reestruturação de serviços do Exército, a anteriormente designada Escola Prática de Administração Militar, passou a partir de 2006 a acolher também os serviços de material e transportes, aumentando as suas funções e número de militares.[73]
Em termos de criminalidade a Póvoa de Varzim é considerada pela PSP como uma zona "calma" em todos os aspectos, sendo praticamente inexistente a criminalidade violenta. A criminalidade consiste sobretudo em pequenos furtos a interiores de residências, lojas e automóveis.[74]
[editar] Personalidades
|
|
|
|
|
[editar] Referências
- ↑ 1,0 1,1 1,2 "Póvoa de Varzim." Grande Enciclopédia Universal (2004), vol. 16, pp. 10683-10684, Durclub
- ↑ "Povoa de Varzim." Encyclopædia Britannica 11th edition (1911).
- ↑ 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 3,6 3,7 Flores Gomes, José Manuel & Carneiro, Deolinda (2005). Subtus Montis Terroso — Património Arqueológico no Concelho da Póvoa de Varzim. CMPV.
- ↑ Ferreira da Silva, Armando Coelho (1986). A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal. Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins.
- ↑ 5,0 5,1 Barbosa, Viriato (1972). A Póvoa de Varzim, 2.ª edição. Póvoa de Varzim.
- ↑ 6,0 6,1 6,2 Barco Poveiro. Celtiberia. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ 7,0 7,1 7,2 Freguesia: Póvoa de Varzim. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ 8,0 8,1 A História da Póvoa de Varzim (Portuguese). Portal da Póvoa de Varzim. Página visitada em 29 de Junho, 2007.
- ↑ Costa, António Carvalho da (1706). Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal. Tomo I, Tratado IV, Cap. XV "Da Villa da Povoa de Varzim". Lisboa: Off. de Valentim da Costa Deslandes, 409.
- ↑ 10,0 10,1 10,2 10,3 10,4 10,5 10,6 10,7 10,8 10,9 Relatório do Plano de Urbanização da Póvoa de Varzim — CMPV, Departamento de Gestão Urbanística e Ambiente
- ↑ Azevedo (27 de Fevereiro, 2006). "Missa para lembrar tragédia no mar poveiro". Jornal de Notícias.
- ↑ Eventos: Dia da Cidade. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ 13,0 13,1 INE (2003), Movimentos Pendulares e Organização do Território Metropolitano: Área Metropolitana de Lisboa e Área Metropolitana do Porto 1991-2001, Lisboa
- ↑ Turismo: Conhecer a Póvoa, História. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ 15,0 15,1 Póvoa de Varzim, Um Pé na Terra, Outro no Mar
- ↑ 16,0 16,1 Caracterização ambiental do Concelho da Póvoa de Varzim. Portal da Póvoa de Varzim. Página visitada em 2 de Julho, 2007.
- ↑ McKnight, Tom L; Hess, Darrel (2000). “Climate Zones and Types: The Köppen System”, Physical Geography: A Landscape Appreciation. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall, pp. 200-1.
- ↑ Borges, Júlio. A Paisagem Poveira.
- ↑ Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2006
- ↑ Gentes de Ferro em Barcos de Pau – CMPV
- ↑ 21,0 21,1 Amorim, Manuel (2003). A Póvoa Antiga. Na Linha do horizonte - Biblioteca Poveira CMPV.
- ↑ Trocado Marques (6 de Agosto, 2006). "Federação quer oficializar nudismo na praia da Estela". Jornal de Notícias.
- ↑ Resumo histórico dos principais locais de interesse turístico. Turel. Página visitada em 2 de Julho, 2007.
- ↑ Conhecer a Póvoa: Lendas e Crenças. CMPV. Página visitada em 2 de Julho, 2007.
- ↑ Costa, António Carvalho da (1706). Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal. Tomo I, Tratado V, Cap. IV "Da Villa de Rates". Lisboa: Off. de Valentim da Costa Deslandes, 336-337.
- ↑ Rev. Fr. Fabrice Delestre, The Angelus (June 2000 issue), Alexandrina of Portugal and the Consecration. — The Fatima Network. Acedido em 21 de Setembro de 2006.
- ↑ Alexandrina Maria da Costa — Catholic Community Forum
- ↑ Aguçadoura. Portal da Póvoa de Varzim. Página visitada em 9 de Julho, 2007.
- ↑ Fernando Nunes da Silva (2005), Alta Velocidade em Portugal, Desenvolvimento RegionalPDF, CENSUR, IST
- ↑ 30,0 30,1 30,2 INE (2005), Grande Área Metropolitana do Porto — Porto Metropolitan Area, Lisboa
- ↑ Teixeira Marques (14 Fevereiro 2007). "Câmara da Póvoa cria gabinete da migração". Público.
- ↑ Santos, Angélica (18 Abril 2007). "Construção civil volta a disparar na cidade da Póvoa". Póvoa Semanário.
- ↑ Fonseca Cardoso (1908). O Poveiro. Portugália, t. II. Porto.
- ↑ Carleton Stevens Coon (1939). The Races of Europe, Chapter XI, section 15.
- ↑ Lima Barreto (2000). Marginália - A Questão dos "Poveiros". Virtual Books, Pará de Minas - MG.
- ↑ 36,0 36,1 Ala-Arriba! (1942). Rascunho. Página visitada em 4 de Julho, 2007.
- ↑ Turismo. Conhecer a Póvoa — Siglas Poveiras. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Traje Poveiro - Os Lanchões. Garatujando. Página visitada em July 4, 2007.
- ↑ 39,0 39,1 Lixa Filgueiras, Octávio (1965). Àcêrca das Siglas Poveiras. IV Colóquio Portuense de Arqueologia.
- ↑ Santos Graça, António (1942). Inscrições Tumulares Por Siglas. Edição de autor, Póvoa de Varzim.
- ↑ Tapetes de Beiriz. Lifecooler. Página visitada em 4 de Julho, 2007.
- ↑ Afonso Pereira (6 de Junho, 2006). "As francesinhas à moda da Póvoa". Diário de Notícias.
- ↑ Fiel (12 de Agosto, 2000). "BCP entra na ourivesaria". Expresso.
- ↑ PORTUGAL: Casinos portugueses facturaram 400 milhões em 2006. Profissionais dos Casinos. Página visitada em 18 de Junho, 2007.
- ↑ Cooperativa "A Filantrópica". CMPV. Página visitada em 9 de Julho, 2007.
- ↑ Confluências musicais no Festival da Póvoa. Diário de Notícias. Página visitada em 30 de Junho, 2007.
- ↑ Sobre o museu. CMPV. Página visitada em 13 de Junho, 2008.
- ↑ Debate e entrega de prémios encerra 7º Correntes d`Escritas. RTP. Página visitada em 30 de Junho, 2007.
- ↑ Debate e entrega de prémios encerra 7º Correntes d`Escritas (Portuguese). RTP. Página visitada em 30 de Junho, 2007.
- ↑ Arquivo Municipal: fundo documental (Portuguese). CMPV. Página visitada em 9 de Julho, 2007.
- ↑ Marques (29 de Novembro, 2007). "Coisas do passado". Póvoa Semanário.
- ↑ "O Ardina, o Livro Sonhado" apresentado no Diana Bar (Portuguese). CMPV. Página visitada em July 1, 2007.
- ↑ Debate e entrega de prémios encerra 7º Correntes d`Escritas (Portuguese). RTP. Página visitada em 30 de Junho, 2007.
- ↑ Clubes. Associação de Futebol Popular da Póvoa de Varzim. Página visitada em 9 de Outubro, 2006.
- ↑ Cinco mínimos para o Europeu de Juniores. Federação portuguesa de Natação. Página visitada em 31 de Janeiro, 2007.
- ↑ Regulamento. Atletas.net. Página visitada em 9 de Outubro, 2006.
- ↑ Turismo. Conhecer a Póvoa: Festas populares e religiosas — São Pedro. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Turismo. Conhecer a Póvoa: Festas populares e religiosas — Nossa Senhora da Assunção. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Turismo. Conhecer a Póvoa: Festas populares e religiosas — Nossa Senhora das Dores. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Silva (2 Setembro, 2006). "Grande Porto tem metade do desemprego do Norte". Jornal de Notícias.
- ↑ Apresentação do Parque da Aguçadoura. Ocean Power Delivery Portugal S.A.. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Trocado Marques (22 Maio, 2006). "Ondas vão dar energia a um terço do concelho". Jornal de Notícias.
- ↑ Fomento económico: Parque Industrial de Laundos. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Ruffa, Giovanni. PremioSlowFood. Slow Food Foundation. Página visitada em 26 de Setembro, 2006.
- ↑ Agros investirá 40 ME em Centro Empresarial que Ficará Concluído em 2008. Agros SGPS. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ As Cidades Geminadas, as Relações Internacionais e a Cooperação. CMPV. Página visitada em 30 de Dezembro, 2006.
- ↑ Gentes de Ferro em Barcos de Pau – CMPV
- ↑ A Voz da Póvoa N.º 1277 (impressão), 2006-08-31
- ↑ Estabelecimentos de Educação. CMPV. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Aeródromo pronto a funcionar já no Verão. Jornal de Notícias. Página visitada em 13 de Abril, 2008.
- ↑ A Linha Vermelha chega à Póvoa. Metro do Porto. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ As Linhas de Porto-Póvoa-Famalicão e Guimarães: resumo histórico. Vialivre.org. Página visitada em 6 de Julho, 2007.
- ↑ EPS — Historial. Exército Português. Página visitada em 9 de Setembro, 2006.
- ↑ Póvoa Semanário N.º 372 (impressão), 2006-02-01, p. 2
[editar] Ligações externas
- Geral
- Portal Municipal da Póvoa de Varzim, Portal da Póvoa de Varzim, Notícias, informações e locais de interesse da Póvoa de Varzim
- Cultura
- Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, Museu Municipal de Etnografia e História, Varazim Teatro, A Filantrópica, Tapetes de Beiriz
- Comunicação social
- Norte Litoral TV Póvoa Semanário, A Voz da Póvoa, Rádio Mar, Rádio Onda Viva
- Saúde
- Centro Hospitalar, Clipóvoa, C.E.A. Paramiloidose
- Turismo
- Mapa turístico da cidade, Fotos da Póvoa de Varzim, Marina da Póvoa, Albergue de Rates
- Desporto e lazer
- Casino da Póvoa, Varzim Sport Club, Clube Desportivo da Póvoa, Clube Naval Povoense, Futebol Popular da Póvoa de Varzim, Campo de Tiro de Rates, Estela Golf Club, Varzim Lazer, Meia Maratona Cego do Maio , Grande Prémio de S. Pedro, Rates Billing, Nox Club, Hit Club, Buddha Club


