Público
Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.
| Periodicidade | Diário |
| Formato | Berliner |
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| Sede | Rua Viriato, 13, 1069-315 Lisbon |
| Circulação | |
| Preço | €0,90 - €1,25 |
| Assinatura | {{{assinatura}}} |
| Slogan | {{{slogan}}} |
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| Fundação | 1990 |
| Fundador | |
| Proprietário | Sonaecom |
| Pertence a | {{{pertence a}}} |
| Presidente | {{{presidente}}} |
| Dire(c)tor | José Manuel Fernandes |
| Editor | |
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| Se(c)ções | «P1» («Destaque»; «Portugal»; «Mundo»; «Local»; «Classificados» - Anúncios -; «Desporto»; «Economia»; «Espaço Público» - Cartas, Editoriais, Crónicas, Artigos de Opinião); «P2»; Suplemento «Economia»; Suplemento «Inimigo Público»; Suplemento «Ipsilon»; Suplemento «Público Imobliário»; Suplemento «Digital»; Suplemento «Fugas»; Suplemento «Pública». |
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| Website | [1] |
O Público é um jornal português, que se publica desde 1990. José Manuel Fernandes ocupa o cargo de director.
Índice |
[editar] História
O jornal «Público» nasceu em 1989 do encontro entre o projecto de um grupo de jornalistas e o grupo empresarial Sonae, tendo em vista um objectivo comum: a criação em Portugal de um jornal diário que, através de uma aposta inovadora no plano editorial e tecnológico, reunisse as energias necessárias para responder ao desafio de uma informação moderna e de qualidade no espaço europeu.
O seu primeiro director foi Vicente Jorge Silva.
Assim, no dia 5 de Março de 1990 saiu para as bancas o primeiro número do «Público», que, no Estatuto Editorial, se apresentava como um «diário de grande informação, orientado por critérios de rigor e criatividade editorial, sem qualquer dependência de ordem ideológica, política e económica» e «um projecto de informação em sintonia com o processo de mudanças tecnológicas e de civilização no espaço público contemporâneo, inscrevendo-se numa tradição europeia de jornalismo exigente e de qualidade, recusando o sensacionalismo e a exploração mercantil da matéria informativa».
A empresa «Público, Comunicação Social S. A.» foi constituída no dia 31 de Outubro de 1989, quatro meses antes de o jornal sair para as bancas. No documento apresentado em conferência de imprensa, que firmava os objectivos da publicação, falava-se da conveniência «da abertura do capital do «Público» a outros accionistas de modo a responder positivamente às estratégias multimédia que se afirmam na Europa». Nesse sentido, o «Público» integrou-se em 1991 na «World Media Network» (uma associação de diversos jornais de referência no mundo que incluía, por exemplo, o jornal alemão «Süddeutsche Zeitung», o espanhol «El País», o francês «Libération» e o italiano «La Stampa»), com a qual publicou vários suplementos especiais. Teve, durante algum tempo, participações no seu capital social de empresas de comunicação estrangeiras, nomeadamente as detentoras dos diários «El País (Espanha)» e «La Repubblica» (Itália). Hoje, o «Público» integra a «sub-holding» da «Sonae» para as áreas da comunicação, a «Sonaecom».
De acordo com o «Livro de Estilo» do «Público», o seu aparecimento na década de 90 não é um acontecimento que possa ser ignorado: «não é fortuito que o aparecimento do «Público» tenha coincidido com o início da última década deste século, para a qual se previam mutações fundamentais que irão moldar a fisionomia do próximo milénio. A sintonia do «Público» com o espírito de uma época de viragem é um dos traços que definem, desde logo, a sua personalidade jornalística: não queremos perder nada do nosso tempo.»
Em Março de 1995, o «Público» inaugura o seu sítio na Internet e no dia 22 de Setembro desse ano, nascia o «PÚBLICO Online» (actualmente chamado de «Público.pt»), e outra empresa, «Público.pt Serviços Digitais Multimédia, SA». Em Maio de 1999 começou a integrar também um serviço autónomo de notícias, actualizadas várias vezes por dia.
Ao longo dos seus 15 anos de existência, o «Público» editou largas dezenas de coleccionáveis (dos quais foi pioneiro na imprensa portuguesa, em 1992), suplementos especiais, livros, enciclopédias, CDs, CD-ROMs (a partir de 1999) e DVDs (a partir de 2003). Desde 1997 edita também, anualmente, o Janus, Anuário de Relações Exteriores, em colaboração com a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).
[editar] Suplementos, Cadernos e Áreas
Neste momento, o jornal tem dois cadernos (que saem diariamente):
- «P1» (ou «Público», simplesmente);
- «P2».
Tem também tem seis suplementos temáticos:
- «Economia» (semanal - sai à Sexta-Feira);
- «Inimigo Público» (semanal - sai à Sexta-Feira);
- «Ipsilon» (semanal - sai à Sexta-Feira);
- «Público Imobiliário» (semanal - sai à Sexta-Feira);
- «Digital» (semanal - sai ao Sábado);
- «Fugas» (semanal - sai ao Sábado);
- «Pública» (semanal - sai ao Domingo);
- Suplementos especiais (não periódicos).
Tem, além disso, uma revista:
- «Perspectiva» (mensal).
Tem, ainda, duas edições diárias distintas com cadernos noticiosos regionais, destacáveis, dedicados às zonas do país por eles abrangidas:
- «Local Lisboa» (que abrange o Centro Sul e o Sul portugueses);
- «Local Porto» (que abrange o Centro Norte e o Norte portugueses).
O caderno «P1» está dividido nas seguintes secções regulares:
- «Destaque»;
- «Portugal»;
- «Mundo»;
- «Local»;
- «Classificados» (Anúncios);
- «Desporto»;
- «Economia»;
- «Espaço Público» (Cartas, Editoriais, Crónicas, Artigos de Opinião).
Já existiram os seguintes suplementos:
- «Computadores» (que mudou o seu nome para «Digital»);
- «Xis» (que se integrou no suplemento «Pública»);
- «Mil Folhas»;
- «Sons»;
- «A Semana»;
- «Terra».
O lema do suplemento «Inimigo Público» é: «Se não aconteceu, podia ter acontecido».
[editar] Online
O «Público.pt» foi o segundo sítio de um jornal a disponibilizar a Edição Impressa em HTML. A partir de 2001, começou a publicar a Edição Impressa em PDF. Actualmente, o acesso a artigos de opinião e dos suplementos semanais e a pesquisa de artigos (da Edição Última Hora e da Edição Impressa em HTML) estão reservados a assinantes e a utilizadores registados (estes últimos, através de um pagamento de 1€) e a Edição Impressa em PDF está apenas reservada a assinantes.
O sítio do «Público» inclui ainda um largo conjunto de pequenos serviços de informação especializada:
- Economia - notícias económicas, cotações, etc... (diária);
- Ecosfera - notícias sobre ambiente e conservação da natureza (diária);
- Digital - notícias do mundo digital (diária);
- espectáculos;
- televisão;
- bares e restaurantes;
- «dossiers» temáticos;
- sumários do Diário da República;
- meteorologia;
- outros.
Desde Maio de 1999 integra também um serviço autónomo de notícias, actualizadas várias vezes por dia.
Os utilizadores registados e os assinantes têm também acesso às seguintes Newsletters gratuitas:
- «Última Hora» - notícias ao longo do dia em tempo real (uma ou três vezes por dia, conforme seleccionado);
- «Dossiers» - «dossiers» do «Público.pt» (não periódica);
- «Cinecartaz» - cartaz de eventos cinematográficos e filmes (semanal);
- «Guia do Lazer» - cartaz de eventos culturais (semanal);
- «Público Flash» - títulos (acompanhados pelo primeiro parágrafo e por links) das principais notícias da edição impressa (diária);
- «Edição Impressa» - Edição impressa (diária);
- «Opinião» - títulos (acompanhados pelo primeiro parágrafo e por links) dos artigos de opinião, crónicas e editoriais da edição impressa (diária);
- «Economia» - destaques do mundo económico e cotações de algumas empresas (diária);
- «Primeiras Páginas» - capas do caderno principal do «Público», dos seus cadernos e dos seus suplementos (diária);
- «Revista de Imprensa» - os títulos dos jornais de referência (diária).
No entanto, existe uma Newsletter reservada a assinantes:
- «Opinião em Texto Integral» (também já chamada de «Crónicas») - artigos de opinião, editoriais e crónicas em texto integral (diária).
[editar] Tiragem Média
A mais recente tiragem média do jornal é de cerca de 46 mil exemplares (fonte: APCT Jan/Jun 2006).
[editar] Livro de Estilo
Já relativamente a questões de ordem prática mais específicas, se nos reportarmos ao «Livro de Estilo» do «Público», constatamos que este jornal se apresenta com um estilo próprio que engloba algumas das bases do jornalismo moderno. O «Público» tem um estilo próprio que identifica o jornal perante os seus leitores e a opinião pública em geral. Esse estilo integra os grandes princípios fundadores do jornalismo moderno — adoptados pelos jornais de referência em todo o mundo, do «The Washington Post» e do «The New York Times» ao «La Repubblica», «El País», «Le Monde» ou «The Independent» — e uma nova sensibilidade para captar e noticiar os acontecimentos, que caracteriza um jornal como o «Libération», por exemplo.
Por outro lado, no «Livro de Estilo» são também apresentados outros aspectos que fazem com que o jornal surja como uma referência no panorama jornalístico nacional. Assim, «o rigor de uma informação completa e fundamentada — sobre factos e não sobre rumores —, a imparcialidade da atitude jornalística, a correcção, clareza e concisão da escrita são, para o PÚBLICO, regras essenciais. Mas o respeito escrupuloso por essas regras não é incompatível com a procura de formas inovadoras de noticiar, interpretar e editar a actualidade. Pelo contrário: a adaptação da imprensa à era da informação impõe a pesquisa imaginativa de códigos de comunicação adequados a novos hábitos e tempos de leitura que fazem já parte do quotidiano português.»
