Papa Bento XVI
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| Bento XVI Papa |
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|---|---|
| Nos ergo debemus sublevare huiusmodi, ut cooperatores simus veritatis | |
| Nome de nascimento: | Joseph Alois Ratzinger |
| Nascimento | Marktl, Baviera, 16 de abril de 1927 |
| Eleição | 19 de abril de 2005 |
| Entronização: | 24 de abril de 2005 |
| Fim do pontificado: |
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| Predecessor: | João Paulo II |
| Sucessor: | |
| Listas dos papas: cronológica · alfabética | |
Papa Bento XVI (latim: Benedictus PP. XVI, em italiano Benedetto XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am Inn, Baviera, 16 de abril de 1927) é o Papa desde o dia 19 de abril de 2005.[1] Foi eleito como 265º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o actual Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de abril.
Domina pelo menos seis idiomas (alemão, italiano, francês, latim, inglês e espanhol), ademais lê o grego antigo e o hebraico. [2] É membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, é também cidadão honorário das comunidade de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006).
É pianista e tem preferências por Mozart e Bach [3]. É o sexto e talvez o sétimo (segundo a procedência de Estêvão VIII, de quem não se sabe se nasceu em Roma ou na Alemanha) papa alemão desde Vítor II e, nos seus 80 anos, tem a idade máxima para ser cardeal eleitor. Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.[4]
O último Papa com este nome foi Bento XV, que esteve no cargo de 1914 a 1922, foi o Papa durante a Primeira Guerra Mundial. Ratzinger é o primeiro Decano do Colégio Cardinalício eleito Papa desde Paulo IV em 1555 e o primeiro Cardeal-bispo eleito Papa desde Pio VIII em 1829.
[editar] Biografia
[editar] Infância e juventude
Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, na Alemanha, filho de um comissário de polícia do Reich. Seu pai era um inimigo amargo do Nazismo, crendo que este entrava em conflito com a fé Católica. Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de 14 anos de idade com Síndrome de Down, foi morto pelo regime Nazi na sua campanha eugênica.[5] Em 1937 seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein.
Quando fez catorze anos (1941), Joseph teve de aderir à Juventude Hitleriana[6] e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta. A pertença à juventude hitleriana para crianças alemãs foi oficialmente obrigatória desde 1938 até o fim do terceiro Reich em 1945. Teve ensino escolar gratuito por pertencer ao grupo, mesmo não participando dos seus encontros, graças à amizade com um professor de história filiado no partido Nacional Socialista, seu professor no seminário.
[editar] Serviço militar
Em 1943, com 16 anos, foi incorporado no Exército Nazi Alemão, numa divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa anti-aérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Fez treino básico de infantaria e foi colocado na Hungria, onde armadilhou minas de defesa anti-tanque até fugir em Abril de 1944 (arriscando-se à pena de morte).
Ratzinger foi dispensado do serviço militar em novembro de 1944 por motivos de saúde não declarados, permanecendo até as forças aliadas invadirem a Alemanha[carece de fontes]. Entrega-se e chega a ser preso por um curto período. Em 1945 foi detido num campo aliado para prisioneiros de guerra em Ulm, sendo libertado em Junho.
[editar] Vida religiosa e académica
Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber, Arcebispo de Munique.
A partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising lecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese "Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho". Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência apresentando para isto uma dissertação com título "A teologia da história em São Boaventura"
Lecionou ainda em Bonn (1959 - 1963); em Münster (1963 - 1966) e em Tubinga (1966 - 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.
No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) do Cardeal Joseph Frings de Colónia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez do latim.
Recebeu o título de doutor honoris causa das seguintes instituições: College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; Universidade Católica de Lima, em 1986; Universidade Católica de Lublin, em 1988; Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999 e da Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polônia) no ano 2000 e era ainda Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.
[editar] Ascensão a bispo e cardeal
Ratzinger foi nomeado em 25 de março de 1977, pelo Paulo VI, Arcebispo de Munique e Freising e criado Cardeal no consistório de 27 de junho de 1977 com o título presbiteral de "Santa Maria da Consolação no Tiburtino".
Em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado bispo-cardeal da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia.
Ratzinger foi durante o período de João Paulo II como Papa um dos influentes integrantes da Cúria Romana. Durante 23 (no período do Papa João Paulo II), foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, (forma como o Tribunal da Santa Inquisição passou a ser chamado a partir de 1908).
Era um velho amigo de João Paulo II e compartilhava das posições ortodoxas do Papa. A sua posição como prefeito da Congregação da Doutrina da Fé colocava-o como um dos mais importantes defensores da ortodoxia católica. O ex-frade Leonardo Boff, brasileiro, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985 devido às suas posições políticas marxistas.
[editar] Ratzinger torna-se Bento XVI
Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimónia na Basílica de São Pedro em Roma.[7]
[editar] Pensamento teológico
Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possui um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI tem adotado, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu antecessor relativos à moral e ao dogma católico.
Nos anos 90, o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células tronco)embrionárias ou diante do aborto. Na verdade é de se esperar que o Papa reafirme o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja.
[editar] O Papa Bento XVI
[editar] Eleição
Às 17h50 do dia 19 de Abril de 2005 (hora do Vaticano), saía fumo branco da chaminé na Capela Sistina. O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois usando o solidéu branco, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano.
[editar] Anúncio (Habemus Papam)
| Annuntio vobis gaudio magno; habemus Papam: | Anuncio-vos com grande alegria; já temos o Papa: |
| Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, | O Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor |
| Dominum Josephum | D. José |
| Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Ratzinger | Cardeal da Santa Igreja Romana, Ratzinger |
| qui sibi nomen imposuit Benedicti Decimi Sexti. | Que adotou o nome de Bento XVI. |
[editar] Primeira declaração
Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, segue:
"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram-me a mim, um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."
[editar] O nome "Bento"
A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo. Além disso, Bento XVI sempre foi muito ligado espiritualmente ao mosteiro da beneditino de Schotten, perto de Ratisbona, na Baviera.
Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionaram a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa, o que o próprio papa confirmou após a publicação das explicações sobre seu brasão. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa. A escolha do nome deste Santo representaria, portanto, que uma das prioridades do papado de Bento XVI será a "recristianização da Europa".
[editar] Brasão e lema
- "O escudo adoptado pelo Papa Bento XVI tem uma composição muito simples: tem a forma de cálice, que é a mais usada na heráldica eclesiástica (outra forma é a cabeça de cavalo, que foi adotada por Paulo VI). No seu interior, variando a composição em relação ao escudo cardinalício, o escudo do Papa Bento XVI tornou-se vermelho, com ornamentos dourados. De fato, o campo principal, que é vermelho, tem dois relevos laterais nos ângulos superiores em forma de "capa", que são de ouro. A "capa" é um símbolo de religião. Ela indica um ideal inspirado na espiritualidade monástica, e mais tipicamente na beneditina." (Da explicação do brasão pela Santa Sé)[8]
[editar] Prováveis ações como Papa
O grande mote de Joseph Cardeal Ratzinger, nos dias que antecederam o conclave, foi a questão do secularismo e do relativismo. Acredita-se que o papa Bento XVI será um grande defensor dos valores absolutos, da doutrina e do dogma da Igreja. "A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do coletivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo",[9] afirmou durante a missa de abertura do conclave que viria elegê-lo.
Acredita-se também, devido ao nome escolhido (São Bento é padroeiro da Europa), que Bento XVI se voltará para esse continente que, segundo ele, vem caindo no secularismo (abandono dos valores religiosos e redução de tudo ao espectro político de direita e esquerda).
Para Daniel Johnson[3], podemos esperar uma cruzada rigorosa contra a eugenia e a eutanásia, graças a convivência do Papa com as mazelas do nazismo, mas que haverá uma abertura ao ecumenismo, principalmente em relação às igrejas católicas ortodoxas e protestantes. Também diz que o papa deve entusiasmar os fiéis com suas interpretações da teologia, animando, por exemplo, os jovens com a Teologia do Corpo, que vê a sexualidade como uma emanação do amor divino.
[editar] O Pontificado de Bento XVI
A sua primeira encíclica Deus Caritas est - (Deus é amor) "sobre o amor cristão", documento oficial denso, com que praticamente delinea os rumos que pretende dar ao seu pontificado, foi publicada a 25 de dezembro de 2005, ainda no seu primeiro ano. Neste documento, basicamente, envia uma mensagem de paz ao mundo: "Num mundo em que ao nome de Deus se associa, às vezes, a vingança ou mesmo ao dever do ódio e da violência, esta é uma mensagem de grande atualidade e de significado muito concreto. Por isso, na minha primeira encíclica, desejo falar do amor com que Deus nos cumula e que deve ser comunicado aos outros por nós. (...) O meu desejo é insistir sobre alguns elementos fundamentais, para, assim, suscitar no mundo um renovado dinamismo de empenhamento na resposta humana ao amor divino."[10]
[editar] Atenção à juventude e à família
Bento XVI deu continuidade aos encontros com a juventude iniciados por seu antecessor João Paulo II. A 13 de agosto de 2005, o cardeal americano James Francis Stafford anunciou no Vaticano que seria concedida uma indulgência (a absolvição da pena temporal) aos participantes na Jornada Mundial da Juventude a realizar entre 13 e 21 de agosto de 2005 em Colónia, na Alemanha. Na Espanha, em Valência, em 8 e 9 de julho de 2006, participou do "V Encontro Mundial do Papa com as Famílias".
[editar] Ordenação de homossexuais
No dia 31 de agosto de 2005, o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual, a igreja "não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a 'cultura gay'".[11]
Segundo Sua Santidade, a ordenação sacerdotal não é um direito, mas uma vocação, e o fomento à homossexualidade "cria obstáculos a uma relação justa com homens e mulheres". Tal proibição, contudo, não afeta os sacerdotes homossexuais já ordenados. Esta posição teve diversas reacções, tendo sido criticada por aqueles que a ela se opõem por entenderem que ela apontaria os homossexuais como 'bodes espiatórios' e por outro lado a orientação sexual de alguém que supostamente não pratica sexo deveria ser irrelevante.
O documento transcreve o catecismo da Igreja Católica no que diz respeito ao tema:
- "No que respeita às tendências homossexuais profundamente radicadas, que um certo número de homens e mulheres apresenta, também elas são objetivamente desordenadas e constituem frequentemente, mesmo para tais pessoas, uma provação. Estas devem ser acolhidas com respeito e delicadeza; evitar-se-á, em relação a elas, qualquer marca de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar."[11]
Este posicionamento do Magistério e outros correlatos têm sido repetidos de modo consistente, como é de se esperar de qualquer papa da Igreja Católica, e não constituem surpresa.[12] Da mesma forma, João Paulo II durante o seu longo pontificado diversas vezes escreveu e se pronunciou no mesmo sentido.[13][14][15]
[editar] Indulgência nos 150 anos de Lourdes
Por ocasião do 150º. aniversário das aparições da "Beata Virgem Maria" em Lourdes a Bernadette Soubirous, Bento XVI concedeu aos fiéis a indulgência plenária, conforme decreto tornado público em 5 de dezembro de 2007 e subscrito pelo cardeal James Francis Stafford e pelo bispo Gianfranco Girotti, O.F.M. Conv., respectivamente Penitenciário Maior e Regente da Penitenciária Apostólica, àqueles que fizerem peregrinações ao santuário de Nossa Senhora de Lourdes na França entre 8 de dezembro de 2007 e 8 de dezembro de 2008 ou a um outro lugar digno e cumprirem as condições estabelecidas no documento.[16][17]
[editar] Defesa da vida e pastoral da saúde
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- Eutanásia e aborto.
Em 17 de novembro de 2007, ao receber os participantes da Conferência Internacional promovida pelo Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, que teve lugar no Vaticano entre 15 e 17 de novembro, reiterou a condenação da eutanásia e criticou a "mentalidade eficientista" que considera o enfermo como sendo "um peso e um problema para a sociedade".
Afirmando que é justo recorrer aos cuidados paliativos em caso de necessidade, ainda que não possam curar, insistiu em que as famílias se encarreguem "com afeto" dos anciãos enfermos de modo que possam preparar a morte em "clima de calor familiar". "É necessário um compormisso geral para que a vida humana seja respeitada não só nos hospitais católicos, mas em todos os lugares onde se atende aos enfermos", disse.
Em mensagem a Dom Geraldo Lyrio Rocha presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB por ocasião do início da Campanha da Fraternidade de 2008, diz que "o Papa João Paulo II, na Encíclica Evangelium Vitae, pôs em evidência a mentalidade individualista e hedonista que, com uma concepção distorcida da ciência, foi causa de novas violações da vida, em particular do aborto e da eutanásia. Certamente, todas as ameaças à vida devem ser combatidas; o Concílio Vaticano II, ao condenar tudo quanto se opõe à vida ou viola a integridade da pessoa humana e a sua dignidade, recordava que tudo isso 'desonra mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente' tais atitudes, pois ofendem gravemente a honra devida ao Criador (cf. Cons. Gaudium et spes, 27)."[18]
Reiterou as críticas da Igreja a qualquer forma de eutanásia direta, em 25 de fevereiro de 2008, ao receber os participantes do Congresso Internacional "Junto ao enfermo incurável e ao moribundo: orientações éticas e operativas", promovido pela Pontifícia Academia para a Vida. Na ocasião afirmou que "Um maior respeito da vida humana individual passa inevitavelmente através da solidariedade concreta de todos e cada um, constituindo um dos desafios mais urgentes do nosso tempo".[19]
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- Embriões humanos.
Em 31 de janeiro de 2008, diante dos membros da Congregação para a Doutrina da Fé declarou que "os novos problemas relacionados com o congelamento de embriões humanos, com a redução embrionária, com o diagnóstico pré-implantatório, com as investigações sobre células estaminais embrionárias e com as tentativas de clonação humana, mostram claramente que com a fecundação artificial extra corpórea, se rompeu a barreira da defesa da dignidade humana. Quando seres humanos, no estado mais frágil e mais indefeso da sua existência são selecionados, abandonados, assassinados ou usados como puro 'material biológico', como negar que são tratados não mais como um 'alguém', mas como 'uma coisa', pondo assim em discussão o conceito 'de dignidade humana?". [20]
[editar] La Sapienza
Bento XVI cancelou a visita que faria, a 17 de janeiro de 2008, à Universidade La Sapienza em Roma a convite do seu reitor Renato Guarini para a inauguração do ano académico, dedicado "ao compromisso de abolir a pena de morte no mundo". Depois de um protesto de 67 professores, entre os mais de 4.500 docentes daquela instituição, que incitaram uma centena de estudantes, o Papa houve por bem adiar a sua visita àquela universidade criada em 1303 pelo Papa Bonifácio VIII. O episódio gerou atos de solidariedade ao Papa no mundo inteiro, o chefe do governo italiano Romano Prodi solidarizou-se com Bento XVI, numerosas personalidades da vida política, social e cultural lamentaram o fato, temendo pela imagem da Itália no mundo. [21][22]
No seu discurso o Papa dizia: "O que é que o Papa tem a fazer ou a dizer na universidade? Seguramente, não deve procurar impor de modo autoritário aos outros a fé, a qual pode ser dada somente em liberdade". O texto foi encaminhado à universidade e longamente aplaudido pelos presentes ao ato académico.[23]
[editar] "Atualização de pecados"
O Vaticano publicou uma lista em que atualiza comportamentos considerados pecaminosos. Drogas, poluição e manipulação genética bem como injustiças sociais e económicas como sendo áreas de comportamento que são considerados pecados. "Certas violações de direitos fundamentais do homem através de experiências e manipulações genéticas foram incluídas na lista" afirmou o dirigiente da "Penitenciária Apostólica Monsenhor Gianfranco Girotti". [24]
[editar] Consistórios
- 2006
O seu primeiro consistório, em 24 de março de 2006, Bento XVI criou quinze novos cardeais[25] dos quais doze eleitores, ou seja, purpurados com menos de oitenta anos de idade e que têm direito a voto num futuro Conclave. Chamou a atenção dos média para o fato de, entre os cardeais nomeados, ter sido elevado ao cardinalato o arcebispo de Hong Kong, Joseph Zen Ze-Kiun, forte opositor do regime comunista chinês. Alguns querem ver nisto o início de uma tentativa de restabelecimento de laços diplomáticos do Vaticano com a China. Com a criação dos novos doze cardeais eleitores o número ascendeu a 120, limite máximo fixado por Paulo VI em 1973.
- 2007
No consistório realizado no dia 24 de novembro de 2007, o papa Bento XVI criou 23 novos cardeais, 18 dos quais com menos de oitenta anos e cinco com mais de oitenta anos, sendo dois destes sacerdotes, não bispos. Entre os novos cardeais, está o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.[26]
[editar] Visita ao Brasil
O Papa Bento XVI visitou o Brasil, país com o maior número de católicos declarados, no mês de maio de 2007, para presidir a abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Celam).
A visita de Bento XVI ao Brasil começou em 9 de maio de 2007 e se encerrou no dia 13. Seu objetivo principal foi dar início à Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho que ocorre de 13 a 31 de maio de 2007, no Santuário de Aparecida no Vale do Paraíba, estado de São Paulo.
[editar] Relações com outras religiões
O pontificado de Bento XVI tem sido marcado pela manutenção de um esforço para incrementar o diálogo interreligioso, iniciado pelos seus antecessores, principalmente por João XXIII, Paulo VI e João Paulo II. Para isto tem envidado esforços para manter encontros com personalidades de todas as religiões do mundo e explorado os pontos em comum existentes entre estas e a Igreja Católica.
[editar] Islâmicos
A 20 de agosto de 2005 teve um encontro com os muçulmanos por ocasião da "XX Jornada Mundial da Juventude", onde teve a oportunidade de lamentar as antigas lutas entre cristãos e muçulmanos e sugerir que as lições do passado deveriam servir para evitar a repetição dos mesmos erros. Mais tarde pronunciou um discurso na Universidade de Ratisbona que sofreu fortes críticas de parte importante do mundo islâmico. A diplomacia vaticana mobilizou-se para desfazer o que, segundo a Santa Sé, teria sido fruto de incorreta interpretação. Aos poucos as relações entre o Vaticano e os principais líderes islâmicos voltaram à normalidade.
Sobre a passagem o Papa comentou: "Infelizmente, esta citação foi tomada, no mundo muçulmano, como expressão da minha posição pessoal, suscitando assim uma indignação compreensível. Espero que o leitor do meu texto possa depreender imediatamente que esta frase não exprime a minha apreciação pessoal face ao Alcorão, pelo qual nutro o respeito que se deve ao livro sagrado duma grande religião. Eu, ao citar o texto do imperador Manuel II, pretendia unicamente evidenciar a relação essencial entre fé e razão. Neste ponto, estou de acordo com Manuel II, sem contudo fazer minha a sua polémica." [27]
[editar] Ortodoxos
- Reunião de Ravena
Após seis anos de inatividade, em outubro de 2007, a "Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico entre católicos e ortodoxos" voltou a reunir-se em Ravena (Itália), para discutir o tema "o exercício da autoridade e a colegialidade na Igreja". O documento final da Assembleia plenária recebeu o título de "Consequências eclesiológicas e canónicas da natureza sacramental da Igreja. Comunhão eclesial, conciliaridade e autoridade". A próxima sessão plenária será em 2009 e tratará de um aspecto fundamental nas relações entre ambas as confissões: "O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milénio".
- Tempo de degelo.
O metropolita russo Kirill de Smolensk, segunda autoridade do patriarcado ortodoxo de Moscovo, em entrevista publicada no jornal L’Osservatore Romano (2 de novembro de 2007) declarou que o momento é um "tempo de degelo". "É de todo evidente", declarou, "que a Igreja católica e a Igreja ortodoxa são cada vez mais conscientes de ser aliadas em muitíssimos problemas que interpelam atualmente a humanidade". Por isto se estabelece "uma certa solidariedade nas relações recíprocas, tanto no nível de organizações como no diálogo com o mundo secularizado".
- Festa de Santo André.
Por ocasião da festividade de Santo André, patrono do patriarcado ecuménico de Constantinopla, em 30 de novembro de 2007, Bento XVI enviou uma delegação da Santa Sé liderada pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, a Istambul, para participar da celebração. De sua parte o patriarcado todos os anos tem enviado uma delegação a Roma, no 29 de junho, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.[28]. No dia 6 de março de 2008, Bento XVI recebeu em visita o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, acompanhado de seu séquito. Na ocasião rezaram em conjunto em Roma, na Capela Urbano VIII e ao final concederam uma benção.[29]
[editar] Protestantes e Evangélicos
A 6 de dezembro de 2007, o Papa recebeu os membros da Comissão Internacional de Diálogo do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos Cristãos em conjunto com os integrantes da Aliança Mundial Batista por ocasião da partipação destes num encontro em Roma sobre o tema: "A Palavra de Deus na vida da Igreja: Escritura, Tradição e Koinonia." No encontro disse que "hoje o mundo necessita mais que nunca do nosso testemunho comum de Cristo e da esperança trazida pelo Evangelho. A obediência à vontade do Senhor estimula-nos constantemente a alcançar aquela unidade tão emotivamente expressada na sua oração sacerdotal: 'Que todos sejam um... para que o mundo creia'".
[editar] Relações diplomáticas
- 2007.
- Celebrou-se um acordo entre a Santa Sé e a República das Filipinas (17 de abril) e em 30 de maio foram estabelecidas relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos.
- Tony Blair, primeiro-ministro britânico, esteve com o Papa pela segunda vez em 23 de junho de 2007, na ocasião foram tratados assuntos relativos ao Iraque, Médio Oriente e Europa; o porta-voz do primeiro-ministro britânico classificou como "positivo" o encontro. Blair pouco tempo depois converteu-se ao catolicismo. [30] [31] A 10 de novembro, a Santa Sé, representada por D. Celestino Migliori, realizou uma intervenção na 62a. sessão da Assembleia Geral da ONU.
- Bamir Topi, presidente da República da Albânia, encontrou-se com o papa a 6 de dezembro, três dias depois de a Santa Sé e a República da Albânia, em Tirana, assinarem uma acordo acerca de questões económicas e tributárias, no qual são confirmados alguns princípios e definidos alguns pontos sobre a matéria. Pela Santa Sé assinou o Núncio Apostólico D. Giovanni Bualitis e, pela Albânia, Ridvan Bode, Ministro das Finanças.[32]
- A 20 de dezembro de 2007 o Papa recebeu a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ocasião em que se deu uma atenção particular à situação internacional relativamente ao futuro da Europa e aos conflitos no Médio Oriente, tal como aos problemas sociais e políticos de alguns países da África e ao sofrimento das pessoas sequestradas.
- 2008.
- A 2 de fevereiro recebeu Fatmir Sejdiu, presidente de Kosovo; num comunicado a Santa Sé informa que no que diz respeita a uma eventual declaração de independência do Kosovo, seguirá com particular atenção os desdobramentos na região e, na sua avaliação, terá em conta a orientação da Comunidade internacional; aproveitou a oportunidade para exortar a todos os envolvidos à reconciliação, à justiça e à paz.[33] Recebeu também, a 6 de fevereiro, o presidente da República da Eslovênia, Danilo Türk, presidente da União Europeia para o primeiro semestre de 2008; foram faladas a situação dos Balcãs e algumas questões em aberto entre a Igreja e aquele Estado.
[editar] Principais documentos pontifícios
[editar] Cartas Apostólicas
- Carta Apostólica aos Bispos, aos Presbíteros, às Pessoas Consagradas e aos Fiéis Leigos da Igreja Católica na República Popular da China - 27 de maio de 2007.
[editar] Encíclicas
- Deus Caritas Est - Deus é amor, 25 de janeiro de 2006.
- Spe salvi - Salvos na esperança, 30 de novembro de 2007.
[editar] Exortações Apostólicas
- Sacramentum Caritatis, pós-sinodal - 22 de fevereiro de 2007.
[editar] Motu Proprio
- "A antiga e venerável Basílica" - 31 de maio de 2005
- Motu Proprio para a aprovação e a publicação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica - 28 de junho de 2005
- Totius Orbis - 9 de novembro de 2005
- Litterae Apostolicae Motu Proprio datae de aliquibus mutationibus in normis de electione Romani Pontificis - 11 de junho de 2007
- Summorum Pontificum - 7 de julho de 2007
[editar] Principais críticas
Uma crítica feita pelos meios de comunicação à escolha de Joseph Ratzinger foi que o papado continua na Europa e mais uma vez a América Latina (região do mundo com mais católicos) continua sem ter tido nenhum Papa. Outra foi sobre a postura pouco clara em relação aos crimes de pedofilia nos EUA[carece de fontes] e a sua firme negação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo.
Outra crítica foi que Bento XVI rejeita a política de marxista da Teologia da Libertação no terceiro mundo e o uso de métodos contraceptivos artificiais, sendo assim perfeitamente coerente com a doutrina católica.
Bento XVI, como seus antecessores, é contrário à ordenação de mulheres e defende a necessidade de moralidade sexual, estando perfeitamente de acordo com a tradição católica. Para ele, "a única forma clinicamente segura de prevenir a SIDA (AIDS) é se comportar de acordo com a lei de Deus", com quem concordam todos os movimentos da igreja, como a Renovação Carismática, os Focolares, e a Comunhão e Libertação, por exemplo.
Em setembro de 2006, Bento XVI provocou protestos no mundo muçulmano, devido a uma citação que fez na Universidade de Ratisbona (onde lecionou antes de ser nomeado cardeal) durante visita à Alemanha, em que fez referência à posição do imperador bizantino Manuel II Paleólogo sobre Maomé.
Em agosto-setembro de 2007, em documento da Congregação para a Doutrina da Fé, reafirmou que a Igreja Católica é a "única verdadeira" e a "única que salva", o que provocou muitas críticas de igrejas protestantes. [4].
[editar] Ordenações episcopais
O Cardeal Joseph Ratzinger foi o principal sagrante dos seguintes arcebispos e bispos:
[editar] Antes do pontificado
- 1984 - Alberto Cardeal Bovone (1922-1998)
- 2002 - Zygmunt Zimowski (1949-)
- 2004 - Josef Clemens (1947-)
- 2004 - Bruno Forte (1949-)
[editar] Durante o pontificado
- 2007
- Arcebispo Mieczysław Mokrzycki
- Arcebispo Francesco Giovanni Brugnaro
- Arcebispo Gianfranco Ravasi
- Arcebispo Tomaso Caputo
- Bispo Sergio Pagano, B.
- Bispo Vincenzo Di Mauro
[editar] Viagens
O Papa mantém um ritmo de viagens apostólicas surpreendente para a sua idade e, com isto, tem superado as expectativas do início de seu pontificado. Justamente por causa da sua idade e pelo seu estilo pessoal mais reservado e comedido quando comparado com seu antecessor João Paulo II os mass media consideravam que este seria um papa que ficaria mais restrito ao âmbito do Vaticano e da Cúria Romana o que acabou por não se verificar.
[editar] Obras publicadas
As publicações de Ratzinger alcançam os 600 títulos, alguns de seus estudos não foram publicados abertamente, mas dirigidos a certos públicos, comissões e documentos eclesiásticos, algumas de suas obras atingiram recordes de venda após a sua eleição como papa.[34][35]
[editar] Curiosidades
- O carro do papa, um golf, foi vendido à eBay por $188.938,88 euros.
- Depois de João XXIII Bento XVI foi o primeiro papa a voltar a usar o camauro.[36]
- O uso freqüente dos múleos pelo papa tem chamado a atenção da imprensa.[37]
- Segundo uma nota da Prefeitura da Casa Pontifícia, durante o ano de 2007 Bento XVI atendeu a 44 audiências gerais em Roma nas quais estiveram presentes um total de 624.100 pessoas.[38]
- Bento XVI é o primeiro papa a possuir um iPod.[39]
[editar] Referências
- ↑ O Diccionario de los papas de César Vidal Manzanares (1997) lista o Papa João Paulo II (1978–2005) como o 264.º Papa, fazendo de Bento XVI o 265.º.
- ↑ Pope Benedict XVI: Quick Facts. Página visitada em 2008-03-03.
- ↑ BBC News. Pope Benedict's creature comforts. Página visitada em 2008-03-03.
- ↑ The 2005 Time 100 (em inglês)
- ↑ Wikipedia:In Wikipedia, The Free Encyclopedia, [1], acessado em 12 de agosto de 2007: "His father was a bitter enemy of Nazism, believing it conflicted with the Catholic faith. In 1941, one of Ratzinger's cousins, a 14-year-old boy with Down syndrome, was killed by the Nazi regime in its campaign of eugenics."
- ↑ The Third Reich in Power, Richard J Evans, 2005, pg 272
- ↑ Homilia de posse
- ↑ Da explicação do brasão pela Santa Sé
- ↑ Ratzinger denuncia "ditadura do relativismo" no início do conclave
- ↑ Deus Caritas est. Introdução.
- ↑ 11,0 11,1 [2] Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao seminário e às ordens sacras.
- ↑ Papa é contra aborto, manipulação genética e casamento homossexual
- ↑ Quanto à inclinação homossexual, a Carta Homosexualitatis problema afirma: "A particular inclinação da pessoa homossexual, apesar de não ser em si mesma um pecado, constitui todavia uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objectivamente desordenada." (n. 3)
- ↑ Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais – Homosexualitatis problema.
- ↑ Cf. Congregação Para a Educação Católica: A memorandum to Bishops seeking advice in matters concerning homosexuality and candidates for admission to Seminary (9 de julho de 1985)
- ↑ Decreto de Indulgência Plenária
- ↑ Imaculada Conceição
- ↑ Mensagem na Radiovaticana
- ↑ Discurso aos da Pontifícia Academia para a Vida
- ↑ Discurso aos participantes da Sessão Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé (31 de janeiro de 2008)
- ↑ CorreioWeb Papa cancela visita a universidade.
- ↑ Espasmo obscurantista O Estado de São Paulo.
- ↑ Texto que o Papa Bento XVI teria lido durante a visita à Universidade de Roma "La Sapienza".
- ↑ CNN - Vaticano atualiza pecados mortais (em inglês)
- ↑ Consistory - 2006 em www.catholic-hierarchy.org
- ↑ Consistory - 2007 em www.catholic-hierarchy.org
- ↑ Discurso e Nota de rodapé nº.3 ao discurso de Ratisbona
- ↑ Delegação vaticana vai encontrar Bartolomeu I
- ↑ L'Osservatore Romano Sítio visitado em 11 de março de 2008.
- ↑ BBC: Blair encontra-se com o Papa (em inglês)
- ↑ CNN: Blair converte-se ao catolicismo
- ↑ L'Osservatore Romano, n. 50, 15.dez.2007, pg.2 - ed. port.
- ↑ Presidente do Kosovo encontra-se com o Papa
- ↑ Livros de Ratzinger vendem mais que saga inédita de Harry Potter
- ↑ Terra Notícias
- ↑ Papa Noel (em inglês)
- ↑ Sapatos vermelhos
- ↑ Vatican Information Service, 19.12.2007 - Ano XVII - Num. 219
- ↑ Pope Benedict XVI: Quick Facts. Página visitada em 2008-03-03.
[editar] Biografias do Papa Bento XVI
- ALLEN, John L. The Rise of Benedict XVI: The Inside Story of How the Pope Was Elected and Where He Will Take the Catholic Church. NY: Doubleday, 2005. ISBN 0-385-51320-8.
- ALLEN, John L. Pope Benedict XVI: A Biography of Joseph Ratzinger. New York: Continuum International Publishing Group, 2005. ISBN 0-8264-1786-8. This is a reprint of Allen's 2000 book Cardinal Ratzinger: the Vatican's Enforcer of the Faith, reprinted without Allen's permission.
- BARDAZZI, Marco. In the Vineyard of the Lord : The Life, Faith, and Teachings of Joseph Ratzinger, Pope Benedict XVI. New York: Rizzoli International, 2005. ISBN 0-8478-2801-8
- BUNSON, Matthew. We Have a Pope! Benedict XVI Huntington, IN: Our Sunday Visitor. ISBN 1-59276-180-1.
- TOBIN, Greg. Holy Father : Pope Benedict XVI: Pontiff for a New Era. Sterling, 2005. ISBN 1-4027-3172-8.
- WEIGEL, George. God's Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church, Harper Collins, 2005. ISBN 0-06-621331-2.
[editar] Ver também
- Bento XVI e o Islã
- Brasão de Bento XVI
- Consistórios de Bento XVI
- Lista dos papas
- Lista de cardeais
- Publicações de Bento XVI
- Viagens apostólicas de Bento XVI
- Visita de Bento XVI ao Brasil
| Precedido por João Paulo II |
Papa 266.º |
Sucedido por — |
[editar] Ligações externas
- Página oficial do Vaticano
- Perfil em Hierarquia Católica (em inglês)
- Viagens apostólicas
- Frases de Ratzinger
- Especial da Folha de S. Paulo
- Entre tantas eminências, Ratzinger foi proeminente -- Daniel Johnson
