República de Weimar
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| Deutsches Reich Weimarer Republik República de Weimar |
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República |
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| Hino nacional Das Lied der Deutschen |
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| Continente | Europa | ||||
| Capital | Berlim | ||||
| Língua oficial | Alemão | ||||
| Governo | República semipresidencialista | ||||
| Reichspräsident (Presidente) | |||||
| • 1919-1925 | Friedrich Ebert (SPD) | ||||
| • 1925-1934 | Paul von Hindenburg | ||||
| Reichskanzler (Chanceler) | |||||
| • 1º: 1920 2º: 1928-1930 |
Hermann Müller (SPD) | ||||
| • 1º: 1923-1925 2º: 1926-1928 |
Wilhelm Marx (Zentrum) | ||||
| • 1932 | Franz von Papen | ||||
| • 1933 - 1945 | Adolf Hitler (NSDAP) | ||||
| Período histórico | Período de entre-guerras | ||||
| • Estabelecimento | 11 de Agosto de 1919 | ||||
| • Hitler assume o cargo de Chanceler | 30 de Janeiro de 1933 | ||||
| • Incêndio do Reichstag | 27 de Fevereiro de 1933 | ||||
| • Dissolução¹ | 23 de Março de 1933 | ||||
| Moeda | Papiermark (1919-1923) Reichsmark (1924-1933) |
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| Membro de: SDN | |||||
| ¹ Oficialmente a República de Weimar não seria dissolvida até à ocupação da Alemanha pelos Aliados em Maio de 1945. | |||||
A República de Weimar, foi instaurada na Alemanha logo após a Primeira Guerra Mundial, tendo como sistema de governo o modelo parlamentarista democrático. O presidente da república, nomeava um chanceler que seria responsável pelo poder Executivo. Quanto ao poder Legislativo, era constituído por um parlamento (Reichstag).
As circunstâncias em que foi criada a República de Weimar foram muito especiais. Prestes a perder a Primeira Guerra Mundial, a liderança militar alemã, altamente autocrática e conservadora, atirou o poder para as mãos dos democratas, em particular o SPD, que acabou por ter de negociar a paz (ou seja, a derrota na Guerra). Com isso, ficava no ar o saudosismo de uma nação outrora poderosa, nos tempos do imperador, em comparação com a nova realidade democrática, cheia de derrotas e humilhações. Sebastian Haffner chamou-lhe uma "república sem republicanos". Kurt Tucholwski chamou-lhe: "o negativo de uma monarquia, que só não o é porque o monarca fugiu" (o imperador Wilhelm II viu-se obrigado a abdicar).
Face a essa situação política, que alguns compararam a um presente envenenado à democracia, acabou por lançar os fundamentos que permitiram mais tarde a Adolf Hitler posicionar-se como o arauto de um regresso ao passado imperial, e antidemocrático da Alemanha e implantar o nazismo.
1933 é o ano terminal da República, já que, embora a constituição de 1919 não tenha sido revista até ao final da Segunda Guerra Mundial, as reformas levadas a cabo pelo partido nazista invalidaram-na muito antes.
[editar] História
O início da República de Weimar data de 1918, quando o país começou a ser controlado pelos militares logo após a fuga do Kaiser Wilhelm II. Quando se tornou evidente que a Primeira Guerra estava perdida, o Oberste Heeresleitung ("Comando Supremo do Exército"), induziu a constituição de um governo civil para facilitar as negociações de paz com os aliados.
Em 28 de Outubro de 1918, a nova constituição alemã estava pronta, convertendo o Reich numa república parlamentar (algo que havia sido evitado pelo Kaiser). Dessa forma, o Chanceler devia responsabilizar-se à nação perante o Reichstag (Parlamento Alemão) e não mais perante o imperador. O príncipe Maximiliano de Baden assumiu o cargo.
O plano de transformar a Alemanha veio a fracassar devido sobretudo às condições impostas pelo Tratado de Versalhes, que limitavam qualquer possibilidade de ressurgimento econômico (económico) do país por causa das reparações de guerra, e as restrições à indústria e ao exército alemão. As consequências econômicas da paz (1919), formuladas pelo economista John Maynard Keynes, que assistiu como observador às deliberações, expõem de maneira pormenorizada, e com sagacidade qual haveria de ser o impacto das reparações sobre o frágil esquema das relações econômicas internacionais durante os anos 20. Tal, somado ao regresso dos soldados da frente (muitos dos quais vinham feridos não apenas física mas psicologicamente), aumentou enormemente o clima de fracasso e descontentamento que assombrava a nação.
A escalada de violência entre os movimentos de direita e esquerda, culminaram em 29 de Outubro de 1918, ao estalar a rebelião de parte do exército. O governo prendeu os amotinados, principalmente da divisão naval, e muitos estudantes, operários e militares solidarizaram-se com eles, agrupando-se em conselhos similares aos Sovietes, que tomaram o poder militar e civil em diversas cidades. A 7 de Novembro, a revolução alcançou a cidade de Munique, provocando a fuga do rei Luís III da Baviera.
O país esteve perto de se converter num Estado socialista. A 9 de Novembro, o príncipe von Baden transferiu os seus poderes legais a Friedrich Ebert, líder do Partido Socialista da Alemanha (SPD, Sozialistische Partei Deutschlands), de influência operária, mas sem intenções de abandonar o sistema parlamentar. Esperava-se que esse acto bastaria para acalmar as massas, mas tal não ocorreu.
No dia seguinte, instaurou-se um governo revolucionário sob o nome de Rat der Volksbeauftragten, traduzido como "Conselho dos Encarregados do Povo", que era formado por três membros do MSPD e três membros do partido Social Democrata Independente (USPD, Unabhängige Sozialdemokraten), liderado por Ehbert e Hugo Haase, respectivamente. Esse conselho governou a Alemanha de Novembro de 1918 a Janeiro de 1919.
[editar] Ver também
- Sebastian Haffner
- Hugo Preuss
- Friedrich Naumann
- Lion Feuchtwanger - autor de vários romances que ilustram a vida na República de Weimar
- Weimar Clássica
- República Soviética da Baviera
