Thomas Cromwell

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Thomas Cromwell, 1.º Duque de Essex
Thomas Cromwell, 1.º Duque de Essex

Thomas Cromwell, 1.º Duque de Essex (c. 148528 de Julho 1540) foi um estadista Inglês que serviu como ministro-chefe de Rei Henrique VIII da Inglaterra no período de 1532 a 1540.

Índice

[editar] Início

Cromwell nasceu em Putney, Londres. Detalhes do início de sua vida são escassos. Depois de 1512 ele foi empregado por uma poderosa família de banqueiros Florentinos, os Frescobaldi, no comércio de roupas no Mercado Syngsson em Middelburg na Holanda. Documentos dos arquivos da Cidade do Vaticano mostram que ele foi um agente do Cardinal Reginald Bainbridge e lidava com trabalho eclesiástico Inglês antes da Rota Papal.[1] Cromwell era fluente em Latim, Italiano e Francês.

Quando Bainbridge morreu, em 1514, Cromwell retornou a Inglaterra em agosto do mesmo ano, e então foi empregado pelo Cardeal Thomas Wolsey, que lhe pôsuma grande carga de importantes negócios eclesiásticos, apesar de sua laicidade. Em 1519, ele casou com Elizabeth Wyckes (1489–1527); eles tiveram um filho Gregory. Depois de estudar Direito, ele se tornou um Membro do Parlamento Inglês, em 1523. Em 1524 ele foi apontado ao Gray's Inn. Na década de 1520 ele ajudou Wolsey a dissolver trinta mosteiros a fim de arrecadar fundos para a escola de gramática de Wolsey em Ipswich (agora conhecido como Escola Ipswich) e a Universidade do Cardinal, Oxford. Em 1529 Henrique VIII invocou um Parlamento (futuramente conhecido como Reforma do Parlamento) com a finalidade de obter o divórcio de Catarina de Aragão. Em 1530[2] ou 1531[3] Cromwell foi apontado como o conselheiro real para negócios parlamentares e, pelo fim de 1531, ele foi um membro do círculo de proximidade e confiança de Henrique VIII.[4] Cromwell se tornou o ministro-chefe de Henrique VIII em 1532, não por meios formais, mas ganhando a confiança do Rei.[5]

[editar] Ministro-Chefe do Rei

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Comunhão Internacional da Igreja Anglicana Ortodoxa

Cromwell foi de grande participação na Reforma Inglesa. As sessões parlamentares de 1529-1531 trouxeram Henrique VIII mais próximo da anulação de seu casamento.[6] Entretanto, a sessão de 1532—Cromwell, como Primeiro Ministro-Chefe—anunciava uma mudança de curso: as principais fontes de renda papal foram cortadas e a legislação eclesiástica foi transferida para o Rei. A sessão do ano seguinte trouxe a lei fundamental para a Reforma Inglesa: o Act in Restraint of Appeals de 1533 que vedava as apelações a Roma (permitindo assim o divórcio na Inglaterra sem a necessidade da permissão do Papa).

Quando Cromwell usa o rótulo "Império" para a Inglaterra, ele usa em termo figurativo. Prévios monarcas ingleses se declararam Imperadores por mandarem em mais de um reino, mas neste Acto ele fala em outro sentido. O Reino da Inglaterra é declarado por Império por si só, livre da "autoridade de qualquer potentado estrangeiro". Isso significa que a Inglaterra era agora um Estado-Nação soberana e independente, não mais sob a jurisdição do Papa.[7]

Cromwell foi o mais proeminente dos que aconselharam Henrique VIII para que o Rei fizesse por si só a Igreja Inglesa, e viu os Actos de Supremacia de 1534 pelo Parlamento. Em 1535 Henrique VIII apontou Cromwell como seu último "Legatário Espíritual". Isto lhe deu o poder de supremo julgamento em casos eclesiásticos e escritoriais como uma única instituição pelas duas províncias da Igreja Inglesa (Canterbury e York). Como vigário geral de Henrique VIII, ele presidiu a Dissolução dos mosteiros, a qual começou com sua visita aos mosteiros , anunciado em 1535 e começado no inverno de 1536. Ele foi consagrado Barão Cromwell em 9 de Julho de 1536 e Duque de Essex em 18 de Abril 1540. Ele também foi o arquiteto das Laws in Wales Acts 1535–1542, que uniu a Inglaterra e Gales.

Cromwell também se tornou patrono de um grupo de intelectuais ingleses humanistas, a quem Cromwell promovia a Reforma Inglesa através de panfletagem. Isso incluia Thomas Gibson, William Marshall, Richard Morrison, John Rastell, Thomas Starkey, Richard Taverner e John Uvedale. Cromwell delegou Marshall para traduzir e imprimir a Defensor pacis de Marsilius de Padua, para quem ele pagava £20.[8]

[editar] Derrocada

Cromwell apoiou Henrique VIII no casamento com Ana Bolena e também em sua substituição por Jane Seymour, pois temia sua queda pelas mãos dos Bolena, com quem tinha desavenças acerca da distribuição dos fundos arrecadados nos mosteiros. Durante seus anos como Chanceler, adquiriu muitos inimigos poderosos, principalmente devido à sua enorme generosidade consigo mesmo ao dividir os espólios da dissolução dos mosteiros. Sua queda foi precipitada ao encorajar o rei a casar-se após a morte prematura de Jane Seymour. A união com Anne de Cleves e a aliança política com o Duque de Cleves, seu irmão, foi um desastre, e esta foi a oportunidade que os inimigos de Cromwell esperavam, mais notadamente o Duque de Norfolk, peça fundamental na sua queda. Durante a reunião de Conselho em 10 de Junho de 1540, Cromwell foi preso e enviado à Torre de Londres. Foi submetido à Lei de Confisco e foi mantido vivo por Henrique VIII até que seu casamento com Anne fosse anulado.

Ele foi, então, executado na Torre em 28 de Julho, 1540, privadamente, no mesmo dia em que o rei casou-se com Catherine Howard. É dito que o rei intencionalmente escolheu o carrasco, um jovem sem prática que fez três tentativas de decaptá-lo até obter sucesso. Depois da execução, sua cabeça foi cozida e então posta em uma lança na Ponte de Londres virada contra a cidade. Edward Hall, um escritor da época, registra a execução de Cromwell, seu discurso no andaime declarando, entre outras coisas, que "morria pela sua fé" e seu sofrimento ao ser golpeado pelo machado de um oficial inexperiente no ofício.

Hall fala da queda de Cromwell:

Muitos lamentaram mas muitos mais se rejubilaram, especialmente aqueles ligados ao Catolicismo ou que eram favorecidos por ele; para estes houve festa e triunfo naquela noite, muitos desejando que a data tivesse ocorrido sete anos antes; alguns temiam que ele pudesse escapar, embora preso, e sentiram-se aliviados. Outros que conheciam o seu lado verdadeiro lamentaram e rezaram por ele. É verdade que era detestado pelo clero, pois suas medidas causaram a perda de grande parte dos privilégios. Até a sua morte foi um homem que, em todos os seus atos, não pareceu favorecer a nenhum tipo de religião, tampouco tolerava o orgulho e soberba de alguns prelados, o que, sem dúvida, foi a causa da sua morte, encurtou sua vida e proporcionou este seu fim.[9]

Henrique VIII chegou a arrepender-se da execução. Oito meses após sua morte, o rei acusou seus conselheiros de terem causado a queda de Cromwell com acusações falsas e teria dito que "agora percebia que Cromwell fora o servo mais confiável que ele jamais tivera." Henrique passou o resto da vida lamentando este fato.

[editar] Referências

  1. Ibid.
  2. Elton, p. 129.
  3. Lehmberg, p. 132.
  4. Elton, p. 129 e Lehmberg, p. 132.
  5. Elton, p. 129.
  6. G. R. Elton, "King or Minister? The Man behind the Henrician Reformation" em Studies in Tudor and Stuart Politics and Government: Volume I (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1974), p. 183.
  7. Elton, England under the Tudors, p. 161.
  8. G. R. Elton, 'An early Tudor Poor Law' em Studies in Tudor and Stuart Politics and Government: Volume II (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1974), pp. 152-3.
  9. Sir Henry Ellis (ed.), Hall's Chronicle (Londres, 1809), p. 838.
  • Tópico original em inglês
  • G. R. Elton, England under the Tudors: Third Edition, (Londres: Routledge, 1991) ISBN 0-416-70690-8.
  • Sir Henry Ellis (ed.), Hall's Chronicle (Londres, 1809).
  • G. R. Elton, Reform and Renewal: Thomas Cromwell and the Common Weal (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1973).
  • G. R. Elton, Studies in Tudor and Stuart Politics and Government: Volume I (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1974).
  • G. R. Elton, Studies in Tudor and Stuart Politics and Government: Volume II (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1974).
  • John Guy, Tudor England (Imprensa da Universidade de Oxford, 1990).
  • Arthur Kinney, Tudor England: An Encyclopedia (Garland Science, 2000).
  • Stanford E. Lehmberg, The Reformation Parliament, 1529–1536 (Imprensa da Universidade de Cambridge, 1970).

[editar] Ligações externas

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